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UNESP 0 Filosofia13 questões

13 Questões de Filosofia do UNESP 0

Veja 2 questões-amostra do UNESP 0 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 13 questões em segundos.

Sobre estas questões de Filosofia do UNESP 0

Esta página reúne 13 questões de Filosofia do UNESP 0 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: argumentos liberais sobre proibição religiosa; marketing religioso e crítica social; definição de normalidade psiquiátrica; Análise crítica de conceitos filosóficos.

Objetivos pedagógicos principais: diagnostico.

13
Questões no banco
0F · 10M · 0D
Distribuição (amostra)
8
Contextualizadas
9
Interdisciplinares
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Lembrar
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Crítico, Dedutivo

Como usar: professores podem aplicar estas questões do UNESP 0 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do UNESP 0 em segundos

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Questão 1 UNESPBNCC EM13CHS504Média🧠 Analisar⏱ medio

TEXTO 1 A proibição do véu islâmico, que cobre todo o rosto, aprovada pelo Senado francês, é um passo certo. Essa proibição não tem nada a ver com intolerância ou mesmo cerceamento da liberdade de praticar uma religião. O véu integral, seja o niqab ou a burca, é um obstáculo de primeira ordem à integração, que não pode ser tolerado em uma sociedade europeia aberta. O véu integral não é parte da liberdade religiosa, mas apenas instrumento da tradição, usado para privar as mulheres de suas personalidades e autonomia. A separação entre a Igreja e o Estado, na Europa, é uma grande conquista do Iluminismo. (Bernd Riegert. Deutsche Welle. Adaptado.) TEXTO 2 Há algo de profundamente cínico na lei francesa que proíbe mulheres de portar indumentárias como a burca e o niqab. Primeiro, essa lei nada tem a ver com a laicidade do Estado. Na verdade, o Estado laico é aquele indiferente à religiosidade da sociedade. Tal distância significa duas coisas: as leis não serão influenciadas pela religião e o Estado não legisla sobre práticas e costumes religiosos. No entanto, não cabe ao Estado dizer que uma roupa é signo de opressão. Até porque a opressão é algo que só pode ser enunciado na primeira pessoa do singular (“Eu me sinto oprimido”), e não na terceira pessoa (“Você está oprimido, mesmo que não saiba ou não tenha coragem de dizer: Vim libertá-lo”). (Vladimir Safatle. Folha de S.Paulo, 26.04.2011. Adaptado.) Da leitura dos textos, pode-se inferir corretamente que: UNESP - 2012

  1. A) Os dois autores recorrem a argumentos de natureza religiosa para abordar o tema da proibição da burca na França.
  2. B) Os dois textos condenam a separação entre Estado e religião na sociedade burguesa.
  3. C) Embora expressem pontos de vista opostos, os dois textos apoiam-se em argumentos de natureza liberal.
  4. D) Para os dois autores, o tema da proibição da burca é exclusivamente jurídico.
  5. E) Os dois autores consideram a proibição da burca um ato autoritário por parte do Estado.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

argumentos liberais sobre proibição religiosa

💡 Dica de resolução

Compare os argumentos dos dois textos e identifique a posição liberal comum.

✅ Resposta correta: C

Certa porque, apesar de defenderem posições opostas (um a favor e outro contra a proibição do véu), ambos utilizam argumentos do pensamento liberal: direitos individuais, autonomia da pessoa, liberdade e limites do Estado. O debate gira em torno de como aplicar esses princípios liberais, não em argumentos autoritários ou religiosos.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada porque nenhum dos dois autores baseia seus argumentos em princípios ou doutrinas religiosas. Ambos discutem a questão do véu a partir de fundamentos laicos e liberais: o Texto 1 foca na integração social e nos valores do Iluminismo, e o Texto 2 discute o conceito de laicidade do Estado e a liberdade individual, não argumentos religiosos.
❌ B) Errada porque os textos não condenam a separação entre Estado e religião; pelo contrário, ambos partem do princípio dessa separação, embora discordem de como ela deve ser aplicada ao caso. O Texto 1 elogia a separação (laicidade) como conquista do Iluminismo, e o Texto 2 defende a laicidade como indiferença do Estado diante das religiões.
❌ D) Errada porque ambos os textos tratam da questão do véu indo muito além do campo jurídico: abordam temas sociais, políticos, filosóficos e sobre liberdade individual, integração e opressão, não reduzindo o tema apenas ao aspecto legal.
❌ E) Errada porque apenas o Texto 2 considera a proibição um ato autoritário do Estado. Já o Texto 1 defende a proibição como uma medida que promove a autonomia e integração (não a vê como autoritária), baseando-se em valores do Iluminismo.
📚 Reveja antes de resolver

Estude conceitos de Estado laico e liberalismo político.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 2 UNESPBNCC EM13CHS103Média🧠 Analisar⏱ medio

O marketing religioso objetiva identificar as necessidades de espírito e de conhecimento dos adeptos de uma determinada religião, oferecendo uma linha de produtos e serviços específicos para determinado segmento religioso e linguagens inerente ao tipo de pregação veiculada. A pessoa que se sente vazia num mundo capitalista e individualista busca refúgio através de uma religião. Identificar o público que mais frequenta o templo e o bairro onde o mesmo está situado, o nível de escolaridade, renda, hábitos, demais dados dos perfis demográficos e psicográficos são considerados num planejamento de marketing de uma linha de produtos religiosos. (Fernando Rebouças. Marketing religioso. www.infoescola.com, 04.01.2010. Adaptado.) UNESP - 2013

  1. A) crítica religiosa à massificação de produtos de consumo.
  2. B) recuperação das práticas religiosas tradicionais.
  3. C) instrumentalização e mercantilização da fé religiosa.
  4. D) indiferença das igrejas e religiões frente às demandas de mercado.
  5. E) rejeição de ferramentas administrativas no âmbito religioso.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

marketing religioso e crítica social

💡 Dica de resolução

Analise o texto e relacione com conceitos de crítica social e religiosa.

✅ Resposta correta: A

A alternativa A está correta porque o texto descreve uma crítica à maneira como elementos do mercado de consumo — como segmentação de públicos, oferta de produtos e serviços específicos, análise de perfis demográficos e psicográficos — são incorporados ao universo religioso. Essa crítica é ao processo de massificação típica do mercado, que transforma a vivência religiosa em produto para consumo, padronizando experiências de fé.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada porque o texto não trata de um retorno ou valorização de práticas religiosas tradicionais, mas sim da apropriação de estratégias de marketing e consumo pelas religiões, ou seja, da modernização e adaptação a novos contextos sociais e econômicos.
❌ C) Errada porque, ao invés de explicar, ela apenas indica o fenômeno descrito (mercantilização da fé), não sendo uma tendência usada para explicar, mas sim um resumo do processo discutido. Faltou abordar a crítica social inserida no texto.
❌ D) Errada porque o texto mostra exatamente o contrário: as igrejas demonstram grande interesse em conhecer a fundo as demandas de mercado para adaptar suas práticas, ou seja, são ativas nessa relação.
❌ E) Errada porque o texto evidencia o uso intenso de ferramentas administrativas (marketing, análise de público, etc.) nas práticas religiosas atuais, e não uma rejeição delas.
📚 Reveja antes de resolver

estude conceitos de mercantilização da fé e crítica social ao consumo

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 3 UNESPBNCC EM13CHS504Média🧠 Analisar⏱ medio

A poderosa American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria – APA) lançou neste final de semana a nova edição do que é conhecido como a “Bíblia da Psiquiatria”: o DSM-5. E, de inédito, virei doente mental. Não estou sozinho. Está cada vez mais difícil não se encaixar em uma ou várias doenças do manual. Se uma pesquisa já mostrou que quase metade dos adultos americanos teve pelo menos um transtorno psiquiátrico durante a vida, alguns críticos renomados desta quinta edição do manual têm afirmado que agora o número de pessoas com doenças mentais vai se multiplicar. E assim poderemos chegar a um impasse muito, mas muito fascinante, mas também muito perigoso: a psiquiatria conseguiria a façanha de transformar o “normalidade” em “anormalidade”. O “normal” seria ser “anormal”. Dá-se assim a um grupo de psiquiatras o poder – incontestável – de definir o que é ser “normal”. E assim interferir direta e indiretamente na vida de todos, assim como nas políticas governamentais de saúde pública, com consequências e implicações que ainda precisam ser muito melhor analisadas e compreendidas. Sem esquecer, em nenhum momento sequer, que a definição das doenças mentais está intrinsecamente ligada a uma das indústrias mais lucrativas do mundo atual. (Eliane Brum. Acordei doente mental. Época, 20.05.2013. Adaptado.) No entender da autora do artigo, no âmbito psiquiátrico, a distinção entre comportamentos normais e anormais (A) apresenta independência frente a condicionamentos

  1. A) apresenta independência frente a condicionamentos de natureza material, histórica ou social.
  2. B) pressupõe o poder absoluto da ciência, em detrimento da relativização dos critérios de normalidade.
  3. C) deriva sua autoridade e legitimidade científica de critérios empíricos e universais.
  4. D) busca valorizar a necessidade de autonomia individual no que se refere à saúde mental.
  5. E) estabelece normas essenciais para o progresso e aperfeiçoamento da espécie humana.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

definição de normalidade psiquiátrica

💡 Dica de resolução

Analise o texto para compreender a crítica sobre a definição de normalidade na psiquiatria.

✅ Resposta correta: B

Está certa porque a autora critica a tendência do manual de assumir uma concepção de normalidade pautada pelo poder absoluto dos especialistas (ciência psiquiátrica), deixando de lado a relativização cultural, histórica e social desses critérios.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Está errada porque o texto destaca justamente que a definição de normalidade em psiquiatria está condicionada por fatores materiais, históricos e sociais, como interesses industriais e políticas públicas, e não independente deles.
❌ C) Está errada porque o texto não defende que os critérios psiquiátricos sejam empíricos e universais; pelo contrário, questiona o expansionismo desses critérios e sua base, mostrando que são influenciados por interesses diversos.
❌ D) Está errada porque o texto não sugere que a classificação psiquiátrica enfatize a autonomia individual, mas sim o aumento do poder institucional sobre o conceito de normalidade.
❌ E) Está errada pois não há no texto defesa de que as normas criadas pela psiquiatria visem o progresso ou aperfeiçoamento da espécie; a autora apenas alerta para os riscos dessa patologização crescente.
📚 Reveja antes de resolver

estude conceitos de normalidade e poder na psiquiatria

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 4 UNESPBNCC EM13CHS202Média🧠 Analisar⏱ medio

Considerando os textos, é correto afirmar que: UNESP - 2015

  1. A) para Bauman, as diretrizes liberais de crescimento econômico ilimitado prescindem de reflexão ética.
  2. B) ambos tratam do irracionalismo subjacente aos critérios de normalidade e de felicidade.
  3. C) a “cultura do narcisismo” apresenta um estilo de vida incompatível com a mentalidade consumista.
  4. D) a patologia narcisica analisada por Lasch é um fenômeno restrito ao domínio psiquiátrico.
  5. E) ambos abordam problemas historicamente superados pelas sociedades ocidentais modernas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Análise crítica de conceitos filosóficos

💡 Dica de resolução

Analise as ideias principais dos autores para identificar a alternativa correta.

✅ Resposta correta: B

Correta porque tanto Bauman quanto Lasch refletem sobre como critérios de normalidade e felicidade, impostos pela sociedade de consumo, contêm elementos irracionais. Eles destacam que não são baseados na razão ou no bem-estar real das pessoas, mas sim por desejos e expectativas criadas artificialmente.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada porque Bauman, ao analisar as diretrizes liberais e o consumismo, justamente faz uma crítica ética profunda ao crescimento econômico sem limites. Ele discute os efeitos sociais e humanos desse modelo, mostrando que a reflexão ética é essencial e indispensável.
❌ C) Errada porque Lasch aponta que a 'cultura do narcisismo' está diretamente conectada à mentalidade consumista, não sendo incompatível. Pelo contrário, o narcisismo social surge justamente em um contexto de consumo e imediatismo.
❌ D) Errada porque a análise de Lasch vai além do domínio psiquiátrico; ele trata o narcisismo como um fenômeno cultural e social, refletindo mudanças profundas na sociedade contemporânea.
❌ E) Errada porque tanto Bauman quanto Lasch analisam problemas bem atuais nas sociedades ocidentais, não temas superados. O consumismo, o individualismo e o narcisismo ainda são caros à discussão moderna.
📚 Reveja antes de resolver

Estude os conceitos de narcisismo, irracionalismo e crítica social em filosofia contemporânea.

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 5 UNESPBNCC EM13CHS103Média🧠 Analisar⏱ medio

A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel essencial no processo de produção: o de coordenador que, combinando os esforços separados dos seus operários, obtém um produto mercante. (Stephen Marglin. In: André Gorz (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980.) Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca UNESP - 2016

  1. A) o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias nos salários e nas condições de trabalho.
  2. B) o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a autogestão da empresa pelos trabalhadores.
  3. C) o desenvolvimento tecnológico como fator determinante para o aumento da capacidade produtiva.
  4. D) a ampliação da capacidade produtiva como justificativa para a supressão de cargos diretivos na organização do trabalho.
  5. E) a importância do parcelamento de tarefas e o estabelecimento de uma hierarquia no processo produtivo.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

divisão do trabalho capitalista

💡 Dica de resolução

Analise o texto para identificar o papel do empresário na divisão do trabalho.

✅ Resposta correta: E

A alternativa está correta porque o texto destaca que a divisão capitalista do trabalho, como no exemplo da manufatura de alfinetes, foi adotada não em razão de avanços tecnológicos, mas porque permitia ao empresário assumir um papel central: coordenar e controlar a produção por meio do parcelamento das tarefas. Isso cria uma hierarquia clara no processo produtivo, onde cada trabalhador executa apenas uma parte do trabalho total, tornando-se dependente da organização central e perdendo autonomia. Dessa forma, o empresário consegue combinar e dirigir os esforços dos trabalhadores, consolidando seu controle sobre o processo e o resultado final, que vira mercadoria. O fracionamento das tarefas e a imposição de uma hierarquia são marcas desse modelo, facilitando a supervisão e o domínio sobre os trabalhadores, ao invés de promover autogestão ou igualdade entre eles.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A alternativa A está incorreta porque o texto não menciona melhorias nos salários ou condições de trabalho, nem aborda maior equilíbrio social. Pelo contrário, ele enfatiza a função do empresário como organizador, relacionada ao controle do processo produtivo e à divisão das tarefas, não a benefícios sociais para os trabalhadores.
❌ B) A alternativa B está errada pois fala em autogestão pelos trabalhadores, o que é oposto ao que o texto destaca: o papel central do empresário na coordenação do trabalho, justamente retirando dos trabalhadores a autonomia sobre o processo produtivo.
❌ C) A alternativa C está incorreta porque o texto afirma literalmente que a divisão capitalista do trabalho não foi adotada pela sua superioridade tecnológica, ou seja, nega o desenvolvimento tecnológico como fator-chave na origem do sistema de fábrica.
❌ D) A alternativa D traz erro ao sugerir supressão de cargos diretivos. O texto mostra justamente o contrário: o surgimento do papel fundamental do empresário/diretor como coordenador, reforçando a hierarquia e o comando no processo produtivo.
📚 Reveja antes de resolver

estude a divisão do trabalho e o papel do empresário na produção capitalista

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Questão 6 UNESPBNCC EM13CHS103Média🧠 Analisar⏱ medio

Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder às questões de 12 a 17. Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos por poetas. Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta no centro do Universo, motivado por razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco séculos antes. Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida,

  1. A) a exemplo de Aristarco, Copérnico concebeu um Universo cujo centro era ocupado pelo Sol.
  2. B) Copérnico contribuiu decisivamente para a propagação de sua nova concepção do Universo.
  3. C) a originalidade do pensamento de Copérnico foi ter colocado o Sol no centro do Universo.
  4. D) em sua concepção do Universo, Copérnico apropria-se do dogma platônico do movimento circular uniforme dos corpos celestes.
  5. E) tanto Copérnico quanto Ptolomeu podem ser considerados exemplos de heróis relutantes.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

pensamento cosmológico de Copérnico

💡 Dica de resolução

Leia atentamente o texto para identificar as ideias principais sobre Copérnico.

✅ Resposta correta: A

A alternativa está correta porque o texto destaca que Copérnico retomou a ideia do modelo heliocêntrico já proposto por Aristarco, no qual o Sol ocupa o centro do Universo. O próprio trecho diz que, ao tentar corrigir os erros do modelo geocêntrico de Ptolomeu, Copérnico acaba por 'ressuscitar a doutrina do fogo central', levando ao modelo de Aristarco que colocava o Sol no centro do cosmo. Assim, Copérnico, como Aristarco, propôs o heliocentrismo.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Incorreta. O texto destaca que Copérnico fez de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, optando por enviar seu manuscrito para uma audiência restrita e mantendo postura discreta e elitista.
❌ C) Incorreta. O texto afirma que Copérnico se baseou em ideias antigas, como as de Aristarco e dos pitagóricos, e não foi original ao colocar o Sol no centro — ele retomou propostas anteriores.
❌ D) Incorreta. Copérnico rejeitou o dogma platônico do modelo de Ptolomeu, que utilizava o movimento circular uniforme. Ele buscou alternativas a esse modelo, como mencionado no texto.
❌ E) Incorreta. O texto chama Copérnico de herói relutante, mas não atribui esse termo a Ptolomeu, que é mencionado apenas como referência do modelo antigo, sem essa característica.
📚 Reveja antes de resolver

estude a história da astronomia e o modelo heliocêntrico

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cientifico
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: multipla
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13CHS101Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS103Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
EM13CHS202Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.
EM13CHS502Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
EM13CHS504Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.

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