Sobre estas questões do UNESP 2018
Esta página reúne 89 questões do UNESP 2018 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.
O que estas questões cobram: interpretação de mensagem literária; interpretação de texto literário; relações de sentido textual; emprego da vírgula na elipse verbal.
Objetivos pedagógicos principais: diagnostico · avaliacao.
0F · 10M · 0D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Compreender, Lembrar
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Crítico, Dedutivo
Como usar: professores podem aplicar estas questões do UNESP 2018 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.
Questão 1 UNESP 2018BNCC EM13CHS101Média🧠 Analisar⏱ medio
Examine a tira Hagar, o Horrível do cartunista americano Dik Browne (1917-1989). [IMAGEM] O ensinamento ministrado por Hagar a seu filho poderia ser expresso do seguinte modo: UNESP - 2018
- A) “A fome é a companheira do homem ocioso.”
- B) “O estômago que raramente está vazio despreza alimentos vulgares.”
- C) “Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.”
- D) “Muitos homens querem uma coisa, mas não suas consequências.”
- E) “É impossível para um homem ser enganado por outra pessoa que não seja ele mesmo.”
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação de mensagem literária
💡 Dica de resolução
Observe a mensagem da tira e relacione com as alternativas.
✅ Resposta correta: C
A tira mostra Hagar ensinando ao filho que é importante não confiar imediatamente em tudo, sugerindo cautela diante de situações e pessoas desconhecidas. Isso reflete a ideia da alternativa C: 'Nada é mais útil ao homem do que uma sábia desconfiança.' Hagar ensina o filho a agir com cautela, protegendo-se de perigos ou armadilhas que podem surgir. A mensagem central é a importância da desconfiança razoável como forma de autoproteção e sobrevivência, especialmente em contextos onde confiar demais pode trazer prejuízos. O ensinamento tem valor universal e, na situação da tira, faz sentido para quem vive em um ambiente hostil como o de Hagar, um viking.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A alternativa fala sobre ociosidade e fome, mas na tira Hagar ensina seu filho a desconfiar das aparências, um alerta de cautela, e não sobre preguiça ou trabalho.
❌ B) A frase fala de pessoas com estômago cheio e desprezo a alimentos simples, mas a tira aborda a necessidade de ser desconfiado e atento com possíveis riscos, não sobre comida ou saciedade.
❌ D) Aqui, a frase trata sobre querer algo, mas não suas consequências, o que não é o foco da tira. O tema principal é estar atento e desconfiado, e não sobre responsabilidade por escolhas.
❌ E) A alternativa foca no autoengano, sugerindo que só nos enganamos a nós mesmos, enquanto a tira trata do perigo de confiar em outros e da necessidade de desconfiar dos outros.
📚 Reveja antes de resolver
estudo de interpretação de textos e tiras
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 2 UNESP 2018BNCC EM13LP10Média🧠 Compreender⏱ medio
Leia o excerto do “Sermão do bom ladrão”, de Antônio Vieira (1608-1697), para responder às questões de 02 a 08. Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?”. Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas Sêneca, que sabia bem distinguir as qualidades, e interpretar as significações, a uns e outros, definiu com o mesmo nome: [...] Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome. UNESP - 2018
- A) dissimulada.
- B) ousada.
- C) enigmática.
- D) servil.
- E) hesitante.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação de texto literário
💡 Dica de resolução
Analise o comportamento do pirata no texto para identificar a característica correta.
✅ Resposta correta: B
A alternativa está correta porque o pirata, mesmo diante de Alexandre Magno, um imperador poderoso, responde sem medo e desafia a autoridade do rei ao comparar suas ações. Ele expõe a hipocrisia de considerar ladrão apenas o pequeno ladrão, enquanto os grandes roubos de um imperador são vistos como feitos gloriosos. Esse confronto direto e destemido mostra ousadia, já que o pirata não se intimida e questiona a moralidade dos poderosos.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A resposta do pirata não procura enganar ou esconder suas intenções; pelo contrário, ela é direta e franca, confrontando Alexandre abertamente, sem subterfúgios. Poderíamos dizer até que o pirata é transparente em sua acusação.
❌ C) A fala do pirata não é enigmática; ela é clara e objetiva ao demonstrar o paradoxo entre o poder e a moral. Não há mistério ou ambiguidade em seu argumento, apenas uma comparação direta.
❌ D) Ao invés de adotar uma postura submissa ou de bajulação, o pirata enfrenta Alexandre sem medo, contrariando-o frontalmente, o que descarta qualquer traço de servilismo.
❌ E) A resposta do pirata é firme e assertiva, demonstrando segurança e autoconfiança em sua argumentação. Não há qualquer hesitação ou dúvida em suas palavras.
📚 Reveja antes de resolver
estudo de figuras de linguagem e análise de personagens
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico
Questão 3 UNESP 2018BNCC EM13LGG202Média🧠 Analisar⏱ medio
“Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.” (1º parágrafo) Em relação ao trecho que o sucede, o trecho destacado tem sentido de UNESP - 2018
- A) condição.
- B) proporção.
- C) finalidade.
- D) causa.
- E) consequência.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
relações de sentido textual
💡 Dica de resolução
Analise a relação entre as ideias no trecho destacado para identificar o sentido correto.
✅ Resposta correta: A
O trecho destacado tem sentido de condição porque apresenta uma situação hipotética ('Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata...'), ou seja, caso o rei aja como ladrão ou pirata, então merece o mesmo julgamento. O uso da palavra 'se' indica claramente uma condição para que algo aconteça, estabelecendo uma circunstância necessária para o resultado mencionado.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Proporção está errada porque essa relação ocorre entre duas grandezas que aumentam ou diminuem ao mesmo tempo, o que não é o caso do trecho analisado. Aqui não há ideia de quantidade ou comparação crescente/decrescente.
❌ C) Finalidade se refere ao propósito ou à intenção de uma ação, geralmente indicado por construções como 'para que'. O trecho destacado fala de algo que pode acontecer, não do objetivo de uma ação.
❌ D) Causa indica o motivo pelo qual algo acontece, e costuma ser expressa por termos como 'porque', 'visto que', 'já que'. O trecho não explica a razão de um fato, mas apresenta uma condição hipotética.
❌ E) Consequência trata do resultado de uma ação ou situação, normalmente indicada por 'de modo que', 'por isso', etc. O foco do trecho é condicional, não no resultado ou efeito de algo que já aconteceu.
📚 Reveja antes de resolver
Estude as conjunções e suas funções na coesão textual.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 4 UNESP 2018BNCC EM13LP05Média🧠 Analisar⏱ curto
No segundo parágrafo, Antônio Vieira torna explícito seu descontentamento com UNESP - 2018
- A) o filósofo Sêneca.
- B) os príncipes católicos.
- C) o imperador Nero.
- D) a doutrina estoica.
- E) os oradores evangélicos.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
interpretação de texto literário
💡 Dica de resolução
Leia atentamente o segundo parágrafo para identificar o descontentamento de Antônio Vieira.
✅ Resposta correta: E
No segundo parágrafo do texto, Antônio Vieira critica explicitamente os oradores evangélicos, dizendo que eles distorcem ou não seguem corretamente a doutrina cristã ao pregar. Vieira demonstra descontentamento porque acredita que esses oradores abordam temas importantes de forma inadequada ou superficial, o que pode prejudicar a compreensão verdadeira dos ensinamentos religiosos pelo público.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) O descontentamento não é direcionado ao filósofo Sêneca, mas sim aos oradores evangélicos citados no argumento. Sêneca é mencionado apenas como referência histórica e não como alvo de crítica direta no contexto apresentado.
❌ B) Vieira não expressa seu descontentamento especificamente contra os príncipes católicos, ele critica explicitamente certos oradores evangélicos, tornando essa opção incorreta.
❌ C) O imperador Nero é citado para contextualizar fatos históricos, mas não é o foco do desagrado de Vieira. Sua crítica recai sobre o comportamento dos oradores, não sobre o imperador.
❌ D) Embora sejam mencionados elementos da doutrina estoica, Vieira não faz dela alvo de seu descontentamento. Sua crítica está direcionada à atuação dos oradores evangélicos.
📚 Reveja antes de resolver
Estude análise de textos e identificação de opiniões do autor.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: curto
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: direta
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 5 UNESP 2018BNCC EM13LP08Média🧠 Analisar⏱ medio
Verifica-se o emprego de vírgula para indicar a elipse (supressão) do verbo em: UNESP - 2018
- A) “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?” (1º parágrafo)
- B) “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera [...]” (3º parágrafo)
- C) “O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres.” (1º parágrafo)
- D) “Se o rei de Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.” (1º parágrafo)
- E) “Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam.” (3º parágrafo)
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
emprego da vírgula na elipse verbal
💡 Dica de resolução
Identifique onde a vírgula substitui o verbo omitido na frase.
✅ Resposta correta: C
A alternativa C está correta porque nela a vírgula é usada para indicar a elipse (supressão) do verbo. Veja o trecho: 'O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres.' Na parte 'o roubar com muito, os Alexandres', foi suprimido o verbo 'faz', que aparece anteriormente ('faz os piratas'). Ou seja, a frase completa seria 'o roubar com muito poder faz os Alexandres', mas o verbo 'faz' foi omitido e a vírgula ocupa esse lugar, sinalizando que aquele mesmo verbo se repete naquela posição. Essa é uma construção conhecida como elipse de verbo, e o uso da vírgula, nesses casos, indica exatamente essa omissão.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) A vírgula utilizada nessa alternativa isola orações e termos, mas não indica elipse de verbo. Todas as orações têm seus verbos explicitamente presentes (ex: 'sou ladrão', 'sois imperador'). Portanto, não há omissão de verbo, apenas separação de partes da frase.
❌ B) A vírgula separa elementos de enumeração (‘não só vão, mas levam’), mas não omite nenhum verbo. Todas as ações possuem verbo próprio explícito, sem necessidade de inferência a partir do contexto.
❌ D) A vírgula serve para separar elementos na enumeração e orações, mas não há omissão de verbo. Tanto 'o ladrão', 'o pirata e o rei' são seguidos por verbos explícitos, sem necessidade de elipse.
❌ E) As vírgulas separam orações e enumerações, porém não indicam a supressão de verbo. Todos os sujeitos têm seus verbos expressos e não é necessário inferir nenhum verbo omitido.
📚 Reveja antes de resolver
Estude o uso da vírgula para indicar elipse do verbo em orações.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: abstrato
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 6 UNESP 2018BNCC EM13LP03Média🧠 Analisar⏱ medio
Em um trecho do “Sermão da Sexagésima”, Antônio Vieira critica o chamado estilo culteranista de alguns oradores sacros de sua época nos seguintes termos: “Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário?” Palavras “em fronteira com o seu contrário”, contudo, também foram empregadas por Vieira, conforme se verifica na expressão destacada em: UNESP - 2018
- A) “Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia” (1º parágrafo)
- B) “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera” (3º parágrafo)
- C) “Saibam estes eloquentes mudos que mais ofendem os reis com o que calam que com o que disserem” (2º parágrafo)
- D) “Quando li isto em Sêneca, não me admirei tanto de que um filósofo estoico se atrevesse a escrever uma tal sentença em Roma, reinando nela Nero” (2º parágrafo)
- E) “Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos” (3º parágrafo)
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
figuras de linguagem, antítese
💡 Dica de resolução
Identifique a expressão que apresenta palavras em oposição, conforme o estilo culteranista.
✅ Resposta correta: C
A alternativa C está correta porque Vieira usa 'eloquentes mudos'. Essa expressão é um exemplo de antítese, figura de linguagem em que duas palavras opostas aparecem juntas: 'eloquente' (quem fala bem) e 'mudo' (quem não fala). Mostra exatamente o que o autor criticava: o uso de palavras de sentido contrário próximas ou interligadas para criar efeito no discurso.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Não apresenta oposição de ideias nem uso de palavras antitéticas. O trecho apenas narra uma ação de Alexandre Magno sem qualquer contraste expressivo entre termos, portanto não exemplifica "palavras em fronteira com o seu contrário".
❌ B) Apesar de mencionar dois tipos de ladrões, o foco não é a oposição binária direta entre palavras ou ideias opostas no mesmo contexto. A construção se baseia mais em gradação e hierarquia ("maior calibre... mais alta esfera") que em antítese.
❌ D) Não há oposição ou antítese clara entre termos. O trecho relata o espanto por uma frase dita em determinado contexto histórico, sem confrontar palavras ou ideias opostas.
❌ E) Expõe uma diferença de escala entre ladrões, mas não constrói uma relação de oposição direta (antítese) entre os termos. Utiliza a comparação (homem vs. cidades/reinos), sem que estejam em fronteira direta de sentidos opostos.
📚 Reveja antes de resolver
Estude antítese e figuras de linguagem em textos literários.
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: diagnostico
Raciocínio: Crítico
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: completo
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13CHS101Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13LGG202Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias.
EM13LP03Analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade que permitam a explicitação de relações dialógicas, a identificação de posicionamentos ou de perspectivas, a compreensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre outras possibilidades.
EM13LP05Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/contra-argumentação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar sua força e eficácia, e posicionar-se criticamente diante da questão discutida e/ou dos argumentos utilizados, recorrendo aos mecanismos linguísticos necessários.
EM13LP07Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.
EM13LP08Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
EM13LP10Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de variedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.
EM13LP50Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.