Em um estudo de padrões numéricos, uma equipe registrou a tabela: para n = 1, 2, 3, 4 e 5, os valores…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Investigar relações entre números expressos em tabelas para representá-los no plano cartesiano, identificando padrões e criando conjecturas para generalizar e expressar algebricamente essa generalização, reconhecendo quando essa representação é de função polinomial de 1º grau.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em um estudo de padrões numéricos, uma equipe registrou a tabela: para n = 1, 2, 3, 4 e 5, os valores correspondentes de a_n são 3, 8, 15, 24 e 35. Uma estudante propôs a expressão a_n = n² + 2n. Ao revisar a proposta, outro estudante afirmou: “A expressão n(n + 2) é equivalente a n² + 2n; como ambas reproduzem os cinco valores da tabela, fica provado que essa é a única regra possível para a sequência.” Qual avaliação da afirmação do estudante é matematicamente adequada?
- A) As expressões são equivalentes para todo n, e geram os valores da tabela; porém, os cinco termos observados não provam que essa seja a única regra possível para a sequência.
- B) A expressão n² + 2n reproduz os valores registrados, mas n(n + 2) não; nessa forma, a multiplicação deve ser realizada antes da soma, alterando os resultados.
- C) As expressões não são equivalentes, pois n(n + 2) e n² + 2n representam operações diferentes; assim, a tabela não permite validar as duas formas como a mesma regra.
- D) As expressões são equivalentes e reproduzem os valores registrados; como há cinco termos confirmados, a tabela prova que essa é a única regra possível para a sequência.
- E) As expressões são equivalentes somente nos índices apresentados; para outros valores de n, a forma fatorada e a forma desenvolvida podem produzir termos diferentes.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Verifique a tabela substituindo n em n² + 2n: para n = 1, 1 + 2 = 3; n = 2, 4 + 4 = 8; n = 3, 9 + 6 = 15; n = 4, 16 + 8 = 24; n = 5, 25 + 10 = 35. Todos os valores coincidem com a tabela. Passo 2: Verifique a equivalência: pela propriedade distributiva, n(n + 2) = n·n + n·2 = n² + 2n. Essa igualdade vale para qualquer número n, e não apenas para os índices da tabela. Passo 3: Analise a conclusão do estudante. Cinco valores coincidentes não provam que a regra é única, porque infinitas expressões diferentes podem gerar os mesmos cinco termos iniciais. Por exemplo, somar a n² + 2n o termo (n - 1)(n - 2)(n - 3)(n - 4)(n - 5), que vale zero para n de 1 a 5, mantém os cinco valores da tabela, mas muda o sexto termo. Passo 4: Logo, a afirmação de equivalência está correta, mas a afirmação de unicidade não está. A alternativa A é a adequada, o que confirma o gabarito oficial. Passo 5: Por que as outras estão erradas: na B, n(n + 2) gera os mesmos valores, pois os parênteses indicam que a multiplicação é feita antes da soma, e a alternativa afirma o contrário; na C, as duas formas são apenas escritas diferentes da mesma expressão, portanto são equivalentes; na D, confunde-se reproduzir valores de uma amostra finita com provar uma regra única; na E, a equivalência vale para todo n, e não apenas para os índices da tabela.
💡 Dica: Expanda n(n + 2) e pergunte se cinco valores determinam todas as regras possíveis.
Alternativa por alternativa
Pela distributividade, n(n + 2) = n² + 2n para qualquer n. A expressão reproduz os valores registrados, mas outras expressões podem coincidir nos cinco índices e diferir em índices posteriores; portanto, a tabela não estabelece por si só a unicidade da regra.
Acredita que n(n + 2) produz resultados diferentes de n² + 2n porque a multiplicação deveria ser feita após a soma, ignorando o papel dos parênteses.
Supõe que formas escritas de maneira diferente representam operações diferentes, confundindo a forma de escrever com o valor da expressão.
Acredita que confirmar cinco valores de uma sequência prova que a regra é a única possível, generalizando a partir de uma amostra finita sem justificativa.
Por que engana: Concluir que a regra é única porque coincide com todos os termos apresentados.
Imagina que a equivalência algébrica depende dos valores específicos de n, não sendo uma identidade válida para todo número, o que mostra falta de domínio do conceito de identidade algébrica.
Raio-X da questão
Equivalência algébrica e não unicidade de regras ajustadas a dados finitos.
Distinguir validar t
Propriedade distributiva da multiplicação. · Substituição de valores em expressões algébricas.
Generalização e determinação de sequências a partir de termos observados.
Concluir que a regra é única porque coincide com todos os termos apresentados.
Questão conceitual s
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