Uma escola organizou um acervo sobre a festa anual de seu bairro. Entre os materiais reunidos estão uma faixa…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma escola organizou um acervo sobre a festa anual de seu bairro. Entre os materiais reunidos estão uma faixa bordada usada nas primeiras edições, as atas da associação de moradores e entrevistas com pessoas que participaram da organização. As entrevistas apresentam lembranças diferentes sobre a criação da festa. Qual procedimento permite construir uma interpretação histórica mais consistente sobre a criação da festa?
- A) Adotar as atas como versão principal, pois o registro escrito representa de forma mais fiel a experiência de toda a comunidade.
- B) Escolher o relato que aparece com maior frequência nas entrevistas, tratando as divergências como falhas que devem ser descartadas.
- C) Examinar a faixa principalmente para estabelecer a data exata da criação da festa, sem relacioná-la aos outros registros reunidos.
- D) Usar as entrevistas para corrigir os demais registros, pois as pessoas que viveram a festa preservam lembranças completas dos acontecimentos.
- E) Comparar os diferentes registros, considerando como foram produzidos e quais aspectos da festa cada um permite conhecer.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A questão pergunta qual procedimento ajuda a construir uma interpretação histórica mais consistente sobre a criação da festa, a partir de três tipos de fontes: a faixa bordada, as atas da associação e as entrevistas, que trazem lembranças diferentes. Passo 2: Em História, nenhuma fonte é neutra ou completa. Cada registro foi produzido por alguém, em certo momento, com certo objetivo, e mostra apenas alguns aspectos do fato. Por isso, o caminho mais consistente é cruzar e comparar as fontes, observando quem as produziu, quando, para que, e o que cada uma permite conhecer. Passo 3: A alternativa E descreve exatamente esse procedimento. Passo 4: A alternativa A está errada porque toma um único tipo de fonte como verdade absoluta. Ata registra o que foi discutido e decidido pela associação, não a experiência de toda a comunidade. Passo 5: A alternativa B está errada porque a frequência não garante veracidade; divergências são informações históricas que devem ser analisadas, não descartadas. Passo 6: A alternativa C está errada porque limita a faixa a uma data, desconsiderando que ela também revela aspectos como os materiais, a memória e os participantes, e não se relaciona com os outros registros. Passo 7: A alternativa D está errada porque supõe que a memória oral é completa e superior aos documentos escritos; as lembranças são seletivas e podem ser alteradas pelo tempo, então não servem para corrigir automaticamente as outras fontes. Passo 8: Conclusão: a interpretação mais consistente nasce da comparação crítica entre as fontes, e não da escolha de uma única versão.
💡 Dica: Procure a alternativa que articula criticamente todas as fontes, sem tratar uma delas como absoluta.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o documento escrito, por ser oficial, é a fonte mais fiel e representa a experiência de toda a comunidade. Ele não percebe que a ata registra apenas o que a associação decidiu ou discutiu.
Por que engana: Escolher uma fonte como totalmente verdadeira e descartar as demais.
O aluno supõe que o relato mais repetido é o mais verdadeiro e que as divergências são erros a serem eliminados. Ele não entende que as diferenças entre lembranças são dados históricos que ajudam a compreender a memória sobre a festa.
O aluno lê a faixa como uma prova isolada que daria uma data exata, sem relacioná-la aos demais registros. Ele não percebe que um objeto isolado oferece informação limitada e que a interpretação depende do cruzamento de fontes.
O aluno acredita que as pessoas que viveram o evento guardam lembranças completas e confiáveis, capazes de corrigir os documentos. Ele ignora que a memória oral é seletiva e pode ser transformada com o tempo.
A alternativa propõe a análise crítica e contextualizada de fontes materiais, escritas e orais.
Raio-X da questão
Análise comparativa de fontes históricas
Avaliar a capacidade
Diferença entre memória e história · Identificação e contextualização de fontes históricas
Vestígios da cultura material e imaterial
Escolher uma fonte como totalmente verdadeira e descartar as demais.
Cidadania e valorização da memória comunitária
Escuta respeitosa de diferentes perspectivas
Memória e história d
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