BNCC
4579 questões
Questões BNCC EM13CHS102
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Descrição da habilidade EM13CHS102
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Séries
1ª série2ª série3ª sérieENEMFUVESTUELUNESP
Matérias
FilosofiaHistóriaSociologia
Assuntos
O surgimento da espécie humana no continente africano e sua expansão pelo mundo
Unidades temáticas relacionadas
As questões históricas relativas às migrações
Questões relacionadas a EM13CHS102
Questão 1 · Objetiva
Leia o texto Povos da Megadiversidade para responder às questões de 15 a 18.
Os conhecimentos e práticas dos povos indígenas têm sido reconhecidos em foros internacionais, como ficou patente no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), criado em 1988, e na Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês), de 2012.
A arqueologia brasileira tem posto em evidência que o enriquecimento da cobertura e dos solos da floresta – as fertilíssimas “terras pretas” – é fruto das práticas de populações indígenas desde a era pré-colombiana até hoje. E sabe-se agora que, na Amazônia, foram domesticadas dezenas de plantas, entre as quais a batata-doce, a mandioca, o cará, a abóbora, o amendoim e o cacau.
Os povos indígenas e as comunidades tradicionais são também provedores da diversidade das plantas agrícolas, a chamada agrobiodiversidade, fundamental para a segurança alimentar.
Foi a falta de diversidade das variedades cultivadas de batata que levou à Grande Fome da Irlanda, entre 1845 e 1849. Domesticada nos Andes, onde existem até hoje mais de quatro mil variedades com diferentes propriedades e resistência a doenças, a batata se tornou, no século XVIII, a base da alimentação de boa parte da Europa, onde só poucas variedades, entretanto, foram selecionadas. Quando um fungo destruiu por vários anos seguidos as batatas plantadas na Irlanda, a fome causou a morte de um milhão de pessoas e a emigração de outras tantas.
As plantas e seus inimigos, como os fungos, encontram-se em uma perpétua corrida armamentista. A cada novo ataque, as plantas desenvolvem novas defesas, num processo de coevolução, que também ocorre devido a mudanças de outra natureza, como as climáticas.
Povos indígenas e comunidades tradicionais mantêm por conta própria, por gosto e tradição, as variedades em cultivo e observam as novidades. É por isso que no Alto Rio Negro há mais de 100 variedades de mandioca; na região dos caiapós, 56 variedades de batata-doce; dos canelas, 52 de favas; dos kawaiwetes, 27 de amendoim; dos wajãpis, 17 de algodão; dos baniuas, 78 de pimenta – sem falar na diversidade de espécies em cada roçado e quintal. Para os caiapós, bonito é um roçado com muita diversidade, pois os povos indígenas são mais do que selecionadores de variedades de uma mesma espécie. Eles são, de fato, colecionadores.
<https://tinyurl.com/ybyw32gw> Acesso em: 08.02.2019. Adaptado.
O quarto parágrafo relata a Grande Fome ocorrida na Irlanda entre 1845 e 1849.
Esse relato, dentro da estrutura textual, tem por objetivo
Os conhecimentos e práticas dos povos indígenas têm sido reconhecidos em foros internacionais, como ficou patente no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), criado em 1988, e na Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês), de 2012.
A arqueologia brasileira tem posto em evidência que o enriquecimento da cobertura e dos solos da floresta – as fertilíssimas “terras pretas” – é fruto das práticas de populações indígenas desde a era pré-colombiana até hoje. E sabe-se agora que, na Amazônia, foram domesticadas dezenas de plantas, entre as quais a batata-doce, a mandioca, o cará, a abóbora, o amendoim e o cacau.
Os povos indígenas e as comunidades tradicionais são também provedores da diversidade das plantas agrícolas, a chamada agrobiodiversidade, fundamental para a segurança alimentar.
Foi a falta de diversidade das variedades cultivadas de batata que levou à Grande Fome da Irlanda, entre 1845 e 1849. Domesticada nos Andes, onde existem até hoje mais de quatro mil variedades com diferentes propriedades e resistência a doenças, a batata se tornou, no século XVIII, a base da alimentação de boa parte da Europa, onde só poucas variedades, entretanto, foram selecionadas. Quando um fungo destruiu por vários anos seguidos as batatas plantadas na Irlanda, a fome causou a morte de um milhão de pessoas e a emigração de outras tantas.
As plantas e seus inimigos, como os fungos, encontram-se em uma perpétua corrida armamentista. A cada novo ataque, as plantas desenvolvem novas defesas, num processo de coevolução, que também ocorre devido a mudanças de outra natureza, como as climáticas.
Povos indígenas e comunidades tradicionais mantêm por conta própria, por gosto e tradição, as variedades em cultivo e observam as novidades. É por isso que no Alto Rio Negro há mais de 100 variedades de mandioca; na região dos caiapós, 56 variedades de batata-doce; dos canelas, 52 de favas; dos kawaiwetes, 27 de amendoim; dos wajãpis, 17 de algodão; dos baniuas, 78 de pimenta – sem falar na diversidade de espécies em cada roçado e quintal. Para os caiapós, bonito é um roçado com muita diversidade, pois os povos indígenas são mais do que selecionadores de variedades de uma mesma espécie. Eles são, de fato, colecionadores.
<https://tinyurl.com/ybyw32gw> Acesso em: 08.02.2019. Adaptado.
O quarto parágrafo relata a Grande Fome ocorrida na Irlanda entre 1845 e 1849.
Esse relato, dentro da estrutura textual, tem por objetivo
Questão 2 · Objetiva
O governo federal lançou o programa Mais Professores, com ações de incentivo à licenciatura no país. Entre as medidas, está uma bolsa de R$ 2.100 para professores da rede pública de ensino que aceitem lecionar em áreas de baixa oferta desses profissionais. O benefício será concedido durante dois anos como adicional ao salário.
Os beneficiários do Mais Professores também vão ter acesso a pós-graduação. A expectativa é que, a partir de agosto, professores já tenham sido realocados para novas localidades e estejam recebendo a bolsa.
Adaptado de nexojornal.com, 14/01/2025.
Do ponto de vista das políticas públicas de caráter territorial, o programa destacado na reportagem tem o objetivo primordial de:
Os beneficiários do Mais Professores também vão ter acesso a pós-graduação. A expectativa é que, a partir de agosto, professores já tenham sido realocados para novas localidades e estejam recebendo a bolsa.
Adaptado de nexojornal.com, 14/01/2025.
Do ponto de vista das políticas públicas de caráter territorial, o programa destacado na reportagem tem o objetivo primordial de:
Questão 3 · Objetiva
PROPORÇÃO DE MULHERES PARLAMENTARES EM 2024
Mulheres (em %)
45 a 50
40 a 45
35 a 40
30 a 35
25 a 30
20 a 25
menos de 20
Adaptado de reddit.com.
A região europeia mais próxima da igualdade de gênero na representação política parlamentar é composta pelos seguintes países:
Mulheres (em %)
45 a 50
40 a 45
35 a 40
30 a 35
25 a 30
20 a 25
menos de 20
Adaptado de reddit.com.
A região europeia mais próxima da igualdade de gênero na representação política parlamentar é composta pelos seguintes países:
Questão 4 · Objetiva
No gráfico, está indicada a variação da média da temperatura global ao longo do século XX e início do século XXI.
MÉDIA DA TEMPERATURA GLOBAL DA SUPERFÍCIE DA TERRA E DA ATMOSFERA AO NÍVEL DO MAR (1901-2010)
variação média da temperatura (°C)
14,50
14,25
14,00
13,75
13,40
1901 1910 | 13,59
1911 1920 | 13,64
1921 1930 | 13,76
1931 1940 | 13,89
1941 1950 | 13,95
1951 1960 | 13,92
1961 1970 | 13,93
1971 1980 | 13,95
1981 1990 | 14,12
1991 2000 | 14,26
2001 2010 | 14,47
Adaptado de The Global Climate 2001-2010. Genebra: OMM/ONU, 2013.
Entre as décadas de 1901-1910 e de 2001-2010, a variação da média da temperatura global, em graus Fahrenheit, foi aproximadamente de:
MÉDIA DA TEMPERATURA GLOBAL DA SUPERFÍCIE DA TERRA E DA ATMOSFERA AO NÍVEL DO MAR (1901-2010)
variação média da temperatura (°C)
14,50
14,25
14,00
13,75
13,40
1901 1910 | 13,59
1911 1920 | 13,64
1921 1930 | 13,76
1931 1940 | 13,89
1941 1950 | 13,95
1951 1960 | 13,92
1961 1970 | 13,93
1971 1980 | 13,95
1981 1990 | 14,12
1991 2000 | 14,26
2001 2010 | 14,47
Adaptado de The Global Climate 2001-2010. Genebra: OMM/ONU, 2013.
Entre as décadas de 1901-1910 e de 2001-2010, a variação da média da temperatura global, em graus Fahrenheit, foi aproximadamente de:
Questão 5 · Objetiva
ÁREAS ATERRADAS NA BAÍA DE GUANABARA ATÉ O FINAL DA DÉCADA DE 1990
[imagem: mapa da Baía de Guanabara com áreas aterradas em vermelho]
Fonte: Elmo da S. Amador, 1997.
A Baía de Guanabara tinha cerca de 468 km² de superfície nos anos de 1500. Por ser instável, a estrutura geológica do local possui uma tendência natural ao acúmulo sedimentar, mas a atuação antrópica foi fundamental para a aceleração desse processo.
A invasão dos colonizadores marcou o início dessa transição, e o crescimento urbano do último século acentuou de forma mais drástica as transformações na paisagem, em especial com aterros como os das ilhas do Fundão e do Governador e dos bairros do Flamengo e do Centro. Hoje, o espelho d’água da Baía, bastante reduzido, tem aproximadamente 374 km².
Os processos socioespaciais ocorridos no entorno da Baía de Guanabara, sobretudo ao longo do século XX, tiveram enorme impacto na deterioração das “águas da Guanabara”, hoje diferentes daquelas percorridas pelo “navegante negro”. As intervenções antrópicas observadas na imagem e descritas na reportagem contribuíram para essa deterioração.
Muitas dessas intervenções tinham a finalidade de favorecer a:
[imagem: mapa da Baía de Guanabara com áreas aterradas em vermelho]
Fonte: Elmo da S. Amador, 1997.
A Baía de Guanabara tinha cerca de 468 km² de superfície nos anos de 1500. Por ser instável, a estrutura geológica do local possui uma tendência natural ao acúmulo sedimentar, mas a atuação antrópica foi fundamental para a aceleração desse processo.
A invasão dos colonizadores marcou o início dessa transição, e o crescimento urbano do último século acentuou de forma mais drástica as transformações na paisagem, em especial com aterros como os das ilhas do Fundão e do Governador e dos bairros do Flamengo e do Centro. Hoje, o espelho d’água da Baía, bastante reduzido, tem aproximadamente 374 km².
Os processos socioespaciais ocorridos no entorno da Baía de Guanabara, sobretudo ao longo do século XX, tiveram enorme impacto na deterioração das “águas da Guanabara”, hoje diferentes daquelas percorridas pelo “navegante negro”. As intervenções antrópicas observadas na imagem e descritas na reportagem contribuíram para essa deterioração.
Muitas dessas intervenções tinham a finalidade de favorecer a:
Questão 6 · Objetiva
A descontinuidade territorial representada pela fronteira não se restringe às linhas ou zonas de contato entre os Estados nacionais. A fronteira pode ser reconhecida, também, dentro de um determinado Estado. Na língua inglesa, mais especificamente nos Estados Unidos, mantém-se a distinção entre a fronteira border, ou seja, internacional, e a fronteira frontier, reconhecida em 1894 pelo historiador Frederick Jackson Turner como “as terras que formam a mais distante extensão das regiões habitadas de um país”.
Enquanto a fronteira border significa a demarcação institucionalizada, mesmo tendo sido objeto de disputas e mesmo de antigos fronts em disputa, a fronteira frontier designa uma abertura, um espaço de competição, conflito e destinos políticos ainda com certo grau de indefinição.
Adaptado de PÓVOA, Helion. Fronteira. Em: GRIEBELER, Marcos (org.). Dicionário de Desenvolvimento Regional e Temas Correlatos. Uruguaiana: Conceito, 2021.
Um processo socioespacial, ocorrido nas últimas quatro décadas no Brasil, que exemplifica o conceito de frontier destacado, é:
Enquanto a fronteira border significa a demarcação institucionalizada, mesmo tendo sido objeto de disputas e mesmo de antigos fronts em disputa, a fronteira frontier designa uma abertura, um espaço de competição, conflito e destinos políticos ainda com certo grau de indefinição.
Adaptado de PÓVOA, Helion. Fronteira. Em: GRIEBELER, Marcos (org.). Dicionário de Desenvolvimento Regional e Temas Correlatos. Uruguaiana: Conceito, 2021.
Um processo socioespacial, ocorrido nas últimas quatro décadas no Brasil, que exemplifica o conceito de frontier destacado, é:
Questão 7 · Objetiva
AVENIDA BRASIL — TUDO PASSA, QUEM NÃO VIU? (1994)
De lá pra cá, daqui pra lá
Eu vou
Com meu amor, vou viajando
Nessa Avenida
Pela faixa seletiva
No sufoco dessa vida
Tudo passa, quem não viu?
Uma confusão de coisas
Assim é a Avenida Brasil
Linha Vermelha vem cortando a Maré
É a bailarina da cidade
Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade
Do importado à carroça
O contraste social
Nesse rio de asfalto
O dinheiro fala alto
É a filosofia nacional
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
E hoje ela passa por você
(...)
DIOGO DA VIOLA, JEFINHO e JORGE GANNEM
galeriadosamba.com.br
Analisar o território da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, é analisar uma cidade de contrastes e seus caminhos, os sentidos de sua ocupação. Desde sua inauguração, na década de 1940, houve momentos de aceleração e inércia, tal como acontece no percurso das pessoas que por ali transitam de trem, de ônibus, de van, de mototáxi, automóveis ou, até mesmo, carroças. Cumprindo o papel estratégico para o qual foi traçada, a Avenida facilitou o tráfego rumo ao “centro da cidade”, ou para “fora” dela, para os subúrbios, para outras cidades do Grande Rio, ou para outros destinos. Assim, funcionou como importante eixo impulsionador da ocupação da área por indústrias, estabelecimentos e negócios urbanos nos anos 1940/1950.
Adaptado de TORRES, Pedro. “Avenida Brasil – tudo passa, quem não viu?”: formação e ocupação do subúrbio rodoviário no Rio de Janeiro (1930-1960). Revista Brasileira de Estudos Urbanos Regionais, São Paulo, 2018.
Tanto o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel quanto o trecho do artigo acadêmico registram algumas mudanças ocorridas no território da Avenida Brasil ao longo dos anos. Tais mudanças se relacionam com o processo de urbanização da então capital da República.
Um objetivo e um impacto socioeconômico associados à construção e à expansão da Avenida Brasil, nos anos 1940 e 1950, estão indicados, respectivamente, em:
De lá pra cá, daqui pra lá
Eu vou
Com meu amor, vou viajando
Nessa Avenida
Pela faixa seletiva
No sufoco dessa vida
Tudo passa, quem não viu?
Uma confusão de coisas
Assim é a Avenida Brasil
Linha Vermelha vem cortando a Maré
É a bailarina da cidade
Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade
Do importado à carroça
O contraste social
Nesse rio de asfalto
O dinheiro fala alto
É a filosofia nacional
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
E hoje ela passa por você
(...)
DIOGO DA VIOLA, JEFINHO e JORGE GANNEM
galeriadosamba.com.br
Analisar o território da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, é analisar uma cidade de contrastes e seus caminhos, os sentidos de sua ocupação. Desde sua inauguração, na década de 1940, houve momentos de aceleração e inércia, tal como acontece no percurso das pessoas que por ali transitam de trem, de ônibus, de van, de mototáxi, automóveis ou, até mesmo, carroças. Cumprindo o papel estratégico para o qual foi traçada, a Avenida facilitou o tráfego rumo ao “centro da cidade”, ou para “fora” dela, para os subúrbios, para outras cidades do Grande Rio, ou para outros destinos. Assim, funcionou como importante eixo impulsionador da ocupação da área por indústrias, estabelecimentos e negócios urbanos nos anos 1940/1950.
Adaptado de TORRES, Pedro. “Avenida Brasil – tudo passa, quem não viu?”: formação e ocupação do subúrbio rodoviário no Rio de Janeiro (1930-1960). Revista Brasileira de Estudos Urbanos Regionais, São Paulo, 2018.
Tanto o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel quanto o trecho do artigo acadêmico registram algumas mudanças ocorridas no território da Avenida Brasil ao longo dos anos. Tais mudanças se relacionam com o processo de urbanização da então capital da República.
Um objetivo e um impacto socioeconômico associados à construção e à expansão da Avenida Brasil, nos anos 1940 e 1950, estão indicados, respectivamente, em:
Questão 8 · Objetiva
LEGENDA COM A PALAVRA MAPA
Tebas, Madian, Monte Hor,
séfnigéticos nomes.
Idumeia, Efraim, Gilead,
histórias que dispensam meu concurso.
Os mapas me descansam,
mais em seus desertos que em seus mares,
onde não mergulho porque mesmo nos mapas são profundos,
voraginosos, indomesticáveis.
Como pode o homem conceber o mapa?
Aqui rios, aqui montanhas, cordilheiras, golfos,
aqui florestas, tão assustadoras quanto os mares.
As legendas dos mapas são tão belas
que dispensam as viagens. Você está louca, dizem-me,
um mapa é um mapa. Não estou, respondo.
O mapa é a certeza de que existe O LUGAR,
o mapa guarda sangue e tesouros.
Deus nos fala no mapa com sua voz geógrafa.
PRADO, Adélia. Terra de Santa Cruz. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
No poema de Adélia Prado, é enfatizada a seguinte função da linguagem cartográfica:
Tebas, Madian, Monte Hor,
séfnigéticos nomes.
Idumeia, Efraim, Gilead,
histórias que dispensam meu concurso.
Os mapas me descansam,
mais em seus desertos que em seus mares,
onde não mergulho porque mesmo nos mapas são profundos,
voraginosos, indomesticáveis.
Como pode o homem conceber o mapa?
Aqui rios, aqui montanhas, cordilheiras, golfos,
aqui florestas, tão assustadoras quanto os mares.
As legendas dos mapas são tão belas
que dispensam as viagens. Você está louca, dizem-me,
um mapa é um mapa. Não estou, respondo.
O mapa é a certeza de que existe O LUGAR,
o mapa guarda sangue e tesouros.
Deus nos fala no mapa com sua voz geógrafa.
PRADO, Adélia. Terra de Santa Cruz. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
No poema de Adélia Prado, é enfatizada a seguinte função da linguagem cartográfica:
Gere provas alinhadas à habilidade EM13CHS102
Monte provas, atividades e planos de aula alinhados à BNCC em segundos com o GeraProva.
Ver planos