— Se a atividade da fonte é constante, por que o detector não registra sempre o mesmo número de pulsos? —…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Se a atividade da fonte é constante, por que o detector não registra sempre o mesmo número de pulsos? — perguntou uma estudante durante uma simulação didática sobre decaimento radioativo. A professora explicou que os decaimentos nucleares ocorrem aleatoriamente, embora a fonte selada mantenha atividade de 1,0 kBq. Mantendo o detector a 5,0 cm da fonte, a turma realizou 20 medições independentes, cada uma com duração de 60 s. Em 16 dessas medições, o contador registrou entre 47 e 53 pulsos; nas quatro restantes, registrou valores fora desse intervalo. Para estimar a chance de um resultado em novas medições nas mesmas condições, foi adotada a frequência relativa: P(E) = N(E)/N_total. Com base nos resultados obtidos, estime a probabilidade de o próximo intervalo de 60 s registrar entre 47 e 53 pulsos.
- A) A probabilidade de o próximo intervalo registrar de 47 a 53 pulsos é 0,04.
- B) A probabilidade de o próximo intervalo registrar de 47 a 53 pulsos é 0,20.
- C) A probabilidade de o próximo intervalo registrar de 47 a 53 pulsos é 1,00.
- D) A probabilidade de o próximo intervalo registrar de 47 a 53 pulsos é 0,80.
- E) A probabilidade de o próximo intervalo registrar de 47 a 53 pulsos é 0,50.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique o evento E: o contador registrar entre 47 e 53 pulsos em um intervalo de 60 s. Passo 2: Pelos dados do enunciado, N(E) = 16, pois em 16 das 20 medições o resultado ficou nesse intervalo, e N_total = 20. Passo 3: Aplique a frequência relativa, P(E) = N(E)/N_total = 16/20 = 0,80. Passo 4: Como as medições foram independentes e realizadas nas mesmas condições, a frequência relativa é a estimativa adotada para o próximo intervalo de 60 s, ainda que cada decaimento seja aleatório. Passo 5: Por isso a estimativa é 0,80, alternativa D, que coincide com o gabarito oficial. Passo 6: Por que as outras estão erradas: A (0,04) não corresponde a nenhuma razão entre os dados; B (0,20) é a fração de medições fora do intervalo, ou seja, a probabilidade do evento complementar; C (1,00) supõe certeza, o que contraria a aleatoriedade dos decaimentos evidenciada pelas medições fora do intervalo; E (0,50) não tem base nos dados, pois equivale a supor chances iguais sem qualquer medição que sustente isso.
💡 Dica: Calcule a frequência relativa usando a razão entre medições favoráveis e total.
Alternativa por alternativa
O aluno provavelmente tentou dividir um número de medições por outro sem relacionar corretamente o evento com o total, por exemplo calculando 1/25 ou 4/100, sem usar N(E) = 16 e N_total = 20.
O aluno calculou a fração de medições fora do intervalo (4/20 = 0,20) e a apresentou como a probabilidade pedida, confundindo o evento com seu complementar.
O aluno supôs que, por a atividade ser constante, o contador registraria sempre o mesmo valor, ignorando que os decaimentos são aleatórios e que houve medições fora do intervalo.
O intervalo ocorreu em 16 das 20 medições. Pela frequência relativa, P = 16/20 = 0,80.
O aluno assumiu intuitivamente que há chances iguais de o resultado cair ou não no intervalo, como em um lançamento de moeda, sem usar a frequência observada nas 20 medições.
Raio-X da questão
probabilidade frequência relativa decaimento
diagnostico
probabilidade básica · frequência relativa
Estude probabilidade e frequência relativa em experimentos aleatórios.
Confundir frequência relativa com frequência absoluta ou não considerar o total de medições.
pensamento_critico
cientifico
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