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Língua Portuguesa3ª sérieBNCC EM13LP49Difícil⏱ 2 a 3 minu

No ônibus, a passageira observa a cidade pela janela em um fim de tarde nublado. Ao ver um menino oferecendo…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP49

Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

No ônibus, a passageira observa a cidade pela janela em um fim de tarde nublado. Ao ver um menino oferecendo doces no sinal, o poema registra: "A rua passa por mim / como quem não quer ficar. / E eu, parada no vidro, / aprendo a olhar devagar." Considerando o texto, qual sentido é construído pela imagem de a rua "passa[... ] como quem não quer ficar" em contraste com a voz que diz estar "parada no vidro"?

  1. A) A imagem mostra que a janela impede a passagem da rua e faz o eu lírico permanecer separado da realidade urbana, sem participar dela.
  2. B) A imagem evidencia que a rua invade a subjetividade da passageira, fazendo com que o ambiente urbano determine totalmente seus sentimentos.
  3. C) A imagem contrapõe o movimento da rua à imobilidade do eu lírico, sugerindo uma postura contemplativa diante da cidade e a ideia de que observar também produz experiência.
  4. D) A imagem indica que, como a passageira está parada, é a rua que ganha movimento e passa a conduzir a experiência dela pela janela.
  5. E) A imagem mostra que a cidade está em constante pressa, e por isso a passageira se sente apenas cansada e sem interesse pelo que vê.

✅ Resposta correta: alternativa C

Resolução passo a passo

  1. Leia o trecho com atenção. A rua é descrita como alguém que passa por mim e como quem não quer ficar, ou seja, ela está em movimento e em deslocamento constante. Já o eu lírico se diz parada no vidro, isto é, imóvel, observando de dentro do ônibus.
  2. Perceba o contraste construído pelo poema. Há uma oposição entre o movimento da rua, que passa e não se demora, e a imobilidade da voz, que permanece no lugar. Essa oposição é o recurso central da imagem.
  3. Interprete o sentido desse contraste. O verso final, aprendo a olhar devagar, mostra que a imobilidade não é passividade vazia: a passageira observa com calma e, nessa contemplação, adquire uma experiência, aprendendo a olhar. Portanto, a alternativa C reúne corretamente o contraste de movimento e imobilidade e a ideia de que observar também produz experiência.
  4. Analise as outras alternativas. A) está errada porque o poema não fala em impedimento: a passageira não está separada da cidade, ela a observa e se deixa afetar por ela. B) está errada porque inverte a relação: a rua não invade a subjetividade nem determina os sentimentos da passageira. D) está errada porque o texto não afirma que a rua passa a conduzir a experiência; o movimento é da rua, e quem aprende é o eu lírico. E) está errada porque o texto não fala em pressa generalizada nem em cansaço; o tom é de calma e atenção.
  5. Conclusão. O gabarito oficial C está correto e coincide com a leitura feita a partir do próprio poema.

💡 Dica: Observe o contraste entre ação externa e postura do eu lírico.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretação

O aluno entendeu que a janela funciona como barreira que impede qualquer contato com a cidade, ignorando que o eu lírico observa e é afetado pela paisagem.

B Erradaerro: Interpretação

O aluno inverteu o sentido da imagem, supondo que a rua é que age sobre a passageira e determina totalmente seus sentimentos, quando o poema apenas mostra a rua passando.

C Correta

É a leitura adequada do contraste: o deslocamento externo não elimina a pausa interna, mas reforça a atitude de observação e reflexão do sujeito poético.

D Erradaerro: Interpretação

O aluno concluiu que, por estar parada, a passageira transfere o movimento para a rua e perde o controle da experiência, uma leitura que o texto não sustenta, pois quem aprende a olhar é o próprio eu lírico.

E Erradaerro: Senso comuma que mais engana

O aluno associou a rua que passa a uma cidade apressada e tomou o cansaço como sentimento central, quando o poema enfatiza a calma e o olhar devagar.

Por que engana: ler a cena de modo literal e ignorar o valor expressivo do contraste

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Leitura inferencia
Discriminação Alto
Peso pedagógico médio
Autonomia do enunciado alta
Cobertura da habilidade efeito de
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativo🧩 leitura de texto lit
🎯 Conceito central

efeito de contraste

📌 Objetivo

interpretar contrast

🧱 Pré-requisitos

leitura inferencial · identificação de imagem poética

📚 Reveja

sentido figurado na poesia

⚠️ Erro mais comum

ler a cena de modo literal e ignorar o valor expressivo do contraste

🌎 Tema transversal

mobilidade urbana

🤝 Socioemocional

atenção

🏫 Contexto

prova de Língua Port

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