Durante uma assembleia do grêmio estudantil sobre a criação de um clube de leitura no intervalo, Beatriz…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/ contra-argumentação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar sua força e eficácia, e posicionar-se criticamente diante da questão discutida e/ou dos argumentos utilizados, recorrendo aos mecanismos linguísticos necessários.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante uma assembleia do grêmio estudantil sobre a criação de um clube de leitura no intervalo, Beatriz defendeu a proposta: "O grêmio deve criar um clube de leitura no intervalo. Em duas escolas do bairro, clubes semelhantes aumentaram a participação em atividades culturais, segundo relatos publicados nos sites dessas escolas. Ainda assim, nosso calendário é diferente; por isso, proponho um projeto-piloto de oito semanas, com registro de presença e avaliação dos participantes antes de ampliar a iniciativa." Considerando o tipo de argumento empregado e os critérios de força argumentativa, qual aspecto do trecho contribui mais para a força da justificativa apresentada por Beatriz?
- A) A menção a experiências de duas escolas, acompanhada da indicação de onde os relatos foram publicados, oferece evidência verificável em vez de opinião isolada.
- B) A referência a experiências de duas escolas já basta para comprovar que a proposta funcionará no clube de leitura.
- C) Os resultados observados nas duas escolas permitem afirmar que toda escola terá necessariamente o mesmo resultado com a proposta.
- D) A indicação dos sites transforma os relatos das escolas em provas científicas definitivas sobre a eficácia do clube de leitura.
- E) Como a leitura é uma atividade cultural valorizada, a proposta se sustenta mesmo sem relatos ou informações verificáveis.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O trecho é um argumento por exemplo (ou analogia com casos reais). Beatriz apoia a proposta em experiências concretas de duas escolas do bairro, e não em opinião isolada. Passo 2: O ponto mais forte é a indicação da fonte: os relatos foram publicados nos sites das escolas, o que permite verificação. Isso torna a evidência checável, algo que critérios de força argumentativa valorizam. Passo 3: A alternativa A está correta porque identifica exatamente esse aspecto: evidência verificável em vez de opinião isolada. Passo 4: A alternativa B está errada porque duas experiências não comprovam que a proposta funcionará; além disso, Beatriz mesma reconhece que o calendário é diferente. Passo 5: A alternativa C está errada porque transforma resultados de duas escolas em certeza universal, com o termo necessariamente, o que é uma generalização indevida. Passo 6: A alternativa D está errada porque relatos publicados em sites escolares não são provas científicas definitivas, pois não há método controlado nem amostra representativa. Passo 7: A alternativa E está errada porque o valor cultural da leitura não substitui evidências; a justificativa depende dos relatos e, além disso, Beatriz propõe um projeto-piloto com registro de presença e avaliação, o que reforça a cautela e a busca por dados. Passo 8: Conclusão: a força da justificativa vem da evidência verificável combinada com a proposta de testar a ideia antes de ampliá-la, e a alternativa A é a única que reconhece isso.
💡 Dica: focar na evidência apresentada e sua verificação
Alternativa por alternativa
A fala utiliza exemplos de outras escolas como sustentação e indica as fontes dos relatos, o que torna a evidência mais verificável e fortalece a argumentação.
O aluno acredita que experiências bem-sucedidas em outras escolas comprovam, de forma definitiva, que a proposta dará certo aqui. Ele ignora que o próprio texto ressalva que o calendário é diferente.
O aluno transforma resultados de apenas duas escolas em uma lei universal, supondo que toda escola obterá o mesmo efeito. Ele não percebe que o argumento não pode sustentar uma generalização tão forte.
O aluno confunde relatos publicados na internet com estudos científicos rigorosos, achando que a simples publicação gera prova definitiva. Ele não considera a ausência de controle, de amostra e de método.
O aluno acredita que, por a leitura ser socialmente valorizada, a proposta não precisa de evidências. Ele usa a intuição do senso comum de que atividades culturais são sempre boas, dispensando a comprovação.
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