Em uma escola, a equipe de Educação Física criou um aplicativo para acompanhar um desafio corporal. A…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma escola, a equipe de Educação Física criou um aplicativo para acompanhar um desafio corporal. A plataforma classificava os estudantes em um ranking com base em medidas corporais e na aproximação a uma meta definida pela equipe. Alguns estudantes passaram a evitar as aulas por vergonha de aparecer no aplicativo. Em uma reunião, outros alunos questionaram se aquele procedimento transformava um único padrão de corpo em referência para avaliar todas as pessoas. Considerando a situação apresentada, qual análise identifica criticamente o preconceito e a relação de poder presentes no uso do aplicativo?
- A) O ranking transforma um padrão corporal em medida de mérito, legitima a vigilância dos corpos e pode excluir quem não se enquadra nele.
- B) O ranking mostra que qualquer registro de medidas corporais em aulas de Educação Física é necessariamente preconceituoso e deve ser proibido.
- C) O ranking é adequado porque estabelece uma competição objetiva e premia os estudantes que mais se aproximam da meta corporal definida.
- D) O ranking apenas organiza os resultados individuais e incentiva cada estudante a acompanhar sua própria evolução, sem produzir efeitos sobre a participação.
- E) O ranking valoriza a diversidade corporal ao comparar desempenhos e permite que cada estudante escolha livremente como participar.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. O aplicativo classifica estudantes em ranking com base em medidas corporais e na aproximação de uma meta definida pela equipe, e isso faz alguns alunos evitarem as aulas por vergonha. Outros alunos questionam se um único padrão de corpo vira referência para avaliar todas as pessoas. A pergunta pede a análise crítica que identifica o preconceito e a relação de poder no uso do aplicativo.
- Resolva por conta própria. A questão trata de uma crítica social e pedagógica: quem define a meta e o padrão corporal exerce poder sobre os demais, e o ranking converte uma característica do corpo em medida de valor. Isso legitima a vigilância e pode excluir quem não se enquadra.
- Analise a alternativa A. Ela afirma que o ranking transforma um padrão corporal em medida de mérito, legitima a vigilância dos corpos e pode excluir quem não se enquadra. Essa é a análise crítica que o enunciado pede, pois articula preconceito (padrão único) e poder (quem define a meta e controla o ranking).
- Por que as outras estão erradas. B está errada porque generaliza para qualquer registro de medidas, algo que o enunciado não afirma e que não é a crítica central. C está errada porque trata a competição como objetiva e neutra, ignorando o padrão imposto e a exclusão observada. D está errada porque nega os efeitos do ranking, contrariando o fato de que alunos passaram a evitar as aulas. E está errada porque afirma que o ranking valoriza a diversidade, quando ele compara todos a um único padrão.
- Conclusão. O gabarito oficial A está correto, pois é a única alternativa que identifica tanto o preconceito quanto a relação de poder presentes na situação.
💡 Dica: Identifique o impacto social e político do ranking no corpo e na exclusão.
Alternativa por alternativa
A classificação não apenas organiza informações: ela define um padrão corporal como referência de valor, expõe os estudantes ao controle e pode afastar aqueles que não correspondem à meta estabelecida.
O aluno entende que qualquer medida corporal é em si preconceituosa, deslocando a crítica da forma como o padrão é usado para o ato de medir.
O aluno acredita que uma competição com critério objetivo é neutra e justa, sem perceber que a meta única é um padrão imposto que exclui parte dos estudantes.
O aluno considera que o ranking é apenas um registro individual sem consequências, ignorando que os alunos passaram a faltar às aulas por vergonha.
Por que engana: Achar que qualquer medição corporal é preconceituosa ou que rankings são neutros.
O aluno confunde comparação com valorização da diversidade e supõe que a escolha livre elimina a pressão de um padrão único, sem notar que o ranking compara todos a uma mesma meta.
Raio-X da questão
Preconceito e relações de poder na avaliação corporal
Desenvolver pensamen
Noções básicas de preconceito e discriminação · Compreensão de padrões sociais e diversidade corporal
Estereótipos e vigilância corporal
Achar que qualquer medição corporal é preconceituosa ou que rankings são neutros.
Diversidade e direitos humanos
Empatia e pensamento crítico
Ensino médio, aulas
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