Durante os preparativos para a feira do bairro, moradores decidiram apresentar uma modalidade local de bolinha…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante os preparativos para a feira do bairro, moradores decidiram apresentar uma modalidade local de bolinha de gude, apelidada por eles de “três cortes”. No chão, três círculos de giz indicam os pontos do jogo. Pessoas mais velhas do Morro lembram que a bolinha deve partir de dentro do primeiro círculo; moradores da região do Mercado afirmam que ela começa atrás de uma linha. Em ambas as formas, vence quem alcança os três pontos com menos tentativas. Para evitar que uma lembrança fosse tratada como erro, jovens gravaram os relatos, desenharam os dois percursos e convidaram crianças a experimentar cada início. A mediadora comparou a futura placa da feira a um mapa com rotas diferentes: ela deveria orientar quem chega e, ao mesmo tempo, mostrar que os caminhos pertencem às histórias de cada grupo. Analise o texto e defina a proposta de placa interativa que explique o jogo, valorize as duas memórias comunitárias e permita sua vivência pelos visitantes.
- A) Apresentar um percurso único, áudio de uma moradora e convite para repeti-lo corporalmente.
- B) Apresentar só os nomes locais, áudios de moradores e convite para escolher o mais antigo.
- C) Apresentar os dois percursos, texto sem vozes e convite para seguir regra padronizada.
- D) Apresentar placar de vencedores, áudios de árbitros e convite para disputar um torneio.
- E) Apresentar os dois percursos, áudios de moradores e convite para testá-los corporalmente.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto descreve duas memórias sobre o início da bolinha de gude 'três cortes': no Morro, a bolinha parte de dentro do primeiro círculo; no Mercado, ela começa atrás de uma linha. A mediadora quer uma placa que oriente o visitante e, ao mesmo tempo, mostre que cada caminho pertence a um grupo.
- Analisando os requisitos, a placa precisa (a) explicar o jogo, (b) valorizar as duas memórias comunitárias e (c) permitir a vivência pelos visitantes. Isso exige apresentar os dois percursos, dar voz aos moradores e convidar à experimentação física.
- A alternativa E atende aos três requisitos: apresenta os dois percursos (valoriza as duas memórias), usa áudios de moradores (preserva as vozes e as histórias de cada grupo) e convida a testá-los corporalmente (permite a vivência).
- Por que as outras estão erradas:
- A: apresenta um percurso único, apagando uma das memórias, o que contraria a proposta de valorizar as duas.
- B: escolher o mais antigo hierarquiza as memórias, em vez de valorizá-las ambas, e não apresenta os percursos.
- C: texto sem vozes retira justamente a dimensão comunitária, e a regra padronizada uniformiza o que deveria ser plural.
- D: placar de vencedores e torneio distorcem o espírito do texto, que trata de memórias e não de competição.
- Conclusão: o gabarito E está correto e coincide com a análise feita a partir do enunciado.
💡 Dica: Considere as memórias e a função da placa para propor uma solução inclusiva.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter entendido que basta escolher um único percurso para orientar o visitante, sem perceber que a questão exige valorizar as duas memórias.
O aluno pode ter pensado que a valorização da memória passa por eleger a versão mais antiga, confundindo antiguidade com legitimidade das duas tradições.
O aluno pode ter registrado apenas a presença dos dois percursos e ignorado que o texto exige vozes dos moradores e vivência, aceitando uma regra padronizada.
O aluno pode ter associado 'jogo' a competição e vitória, levando a uma placa centrada em placar e torneio em vez das memórias do texto.
Integra representação visual, relatos orais e experimentação corporal, sem hierarquizar as duas formas comunitárias de jogar.
Raio-X da questão
valorização cultural e inclusão
diagnostico
compreensão de diversidade cultural · mediação e comunicação comunitária
estudo sobre diversidade cultural e mediação comunitária
focar apenas em uma versão do jogo, desconsiderando a diversidade de memórias comunitárias.
saude
empatia
cotidiano
Questões parecidas com resolução
- — Quem não enxergar o tabuleiro também deve conseguir acompanhar cada lance — afirmou a mediadora de um centro cultural…
- - Se a gente trocar o nome para "jogo das tampinhas", o pessoal entra mais facil - sugeriu uma aluna no grupo de…
- — Aqui a gente chama de taco; na praça do bairro vizinho, dizem bete — explicou uma moradora durante uma feira…
- “Aqui era bete; na vila vizinha, taco”, contaram moradores durante uma roda de memória organizada para preparar um…
- — Precisamos usar sementes iguais às do acervo? — perguntou uma estudante enquanto preparava uma mostra comunitária. O…
- — Se não há tabuleiros para todos, o jogo deixa de existir? — perguntou Vinícius no encontro do bairro. A monitora…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
