- Se a gente trocar o nome para "jogo das tampinhas", o pessoal entra mais facil - sugeriu uma aluna no grupo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Propor e produzir alternativas para experimentação dos esportes não disponíveis e/ou acessíveis na comunidade e das demais práticas corporais tematizadas na escola.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
- Se a gente trocar o nome para "jogo das tampinhas", o pessoal entra mais facil - sugeriu uma aluna no grupo de mensagens do grêmio. A ideia era montar, na feira cultural do bairro, uma mesa para visitantes experimentarem um jogo apresentado por um morador angolano: usa um tabuleiro com cavidades, pecas pequenas e uma regra de "semeadura" (distribuir uma peca por cavidade) para tentar capturar pecas do adversario. Como o evento teria filas, o combinado foi atender grupos em 8 minutos, com tabuleiro feito de caixa de ovos e feijoes. A coordenação pediu que a placa explicativa fosse curta (no maximo 60 palavras). Parte da turma temia que, ao encurtar a explicacao, o jogo virasse apenas um passatempo sem referencia cultural, ou fosse apresentado com frases estereotipadas sobre a Africa. Com base no texto, identifique a proposta de placa e conduzione que mais recria o jogo para o evento sem descaracteriza-lo e, ao mesmo tempo, valoriza sua origem cultural.
- A) Explicar a origem, mas retirar a captura para evitar disputa, deixando so a distribuicao de feijoes sem objetivo final.
- B) Manter o nome, mas trocar a semeadura por sorteio de dados para acelerar e decidir o vencedor por pontos de sorte.
- C) Chamar de "jogo das tampinhas", ensinar so como contar feijoes e premiar quem terminar primeiro.
- D) Apresentar como "jogo africano misterioso", pedir dancas tematicas e liberar qualquer regra para "animar" a mesa.
- E) Manter nome e referencia a Angola, explicar a semeadura e a captura, indicar o que foi adaptado e orientar respeito na mesa.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a proposta que recria o jogo sem descaracterizá-lo e que valorize sua origem cultural. O texto cita três elementos centrais: o tabuleiro com cavidades, a semeadura (distribuir uma peça por cavidade) e a captura de peças do adversário, além da origem angolana. Passo 2: A alternativa E mantém o nome e a referência a Angola, explica a semeadura e a captura, indica o que foi adaptado e orienta respeito na mesa. Ela atende aos três critérios: fidelidade à mecânica, valorização da origem e transparência sobre as adaptações feitas para caber em 60 palavras e 8 minutos. Passo 3: A alternativa A retira a captura, que é a mecânica que dá sentido ao jogo; sem ela, sobra apenas a distribuição de feijões, o que descaracteriza a proposta. Passo 4: A alternativa B troca a semeadura por sorteio de dados, transformando um jogo de estratégia em jogo de sorte e eliminando sua essência. Passo 5: A alternativa C muda o nome, apaga a referência à origem e reduz o jogo a contar feijões, o que não recria a experiência proposta. Passo 6: A alternativa D usa rótulos misteriosos e estereótipos, libera regras arbitrárias e contraria o objetivo de valorizar a origem cultural. Passo 7: Conclusão: a alternativa correta é a E, em conformidade com o gabarito oficial. Observação: o texto não informa o nome tradicional do jogo nem detalhes históricos, então a placa deve evitar inventar esses dados.
💡 Dica: Escolha a proposta que preserva as regras centrais e apresenta a origem cultural com respeito.
Alternativa por alternativa
Acredita que a captura é um detalhe dispensável e que distribuir feijões sem objetivo final já representa o jogo, sem perceber que a captura define o objetivo da partida.
Entende que trocar a semeadura por sorteio de dados mantém o jogo, quando a semeadura é o mecanismo central e o sorteio transforma a disputa em jogo de sorte.
Imagina que mudar o nome e premiar quem termina primeiro é apenas uma adaptação inocente, sem notar que isso apaga a origem cultural e reduz o jogo a uma contagem.
Por que engana: O aluno pode priorizar a rapidez ou a animação do evento e aceitar mudanças que eliminam regras centrais ou apresentam a cultura angolana de forma estereotipada.
Acha que rótulos exóticos, danças e regras livres tornam a mesa mais atraente, ignorando que o enunciado pede valorizar a origem e não descaracterizar o jogo.
Correta: preserva elementos essenciais do jogo (regras centrais) e explicita adaptacoes, valorizando a origem sem estereotipos.
Raio-X da questão
Recriação cultural de jogos
avaliacao
Regras e objetivos dos jogos · Respeito à diversidade cultural
Revise como adaptar jogos sem perder suas características e como valorizar suas origens culturais sem recorrer a estereótipos.
O aluno pode priorizar a rapidez ou a animação do evento e aceitar mudanças que eliminam regras centrais ou apresentam a cultura angolana de forma estereotipada.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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