“Eu queria participar, mas disseram que a roda dos pares fica difícil para quem usa cadeira de rodas”, contou…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“Eu queria participar, mas disseram que a roda dos pares fica difícil para quem usa cadeira de rodas”, contou Joana, de 63 anos, ao conselho cultural do bairro. Na inscrição para uma noite de danças de salão, houve 42 interessados. Em comentários divulgados pela organização, algumas pessoas afirmaram que essa prática exige corpo jovem, magro e em pé. Outras sugeriram criar uma apresentação separada para participantes com deficiência. Na reunião de planejamento, a instrutora explicou que ritmo e interação podem ser organizados com diferentes deslocamentos e trocas entre parceiros. Já um morador defendeu manter a programação como sempre foi, pois o público esperaria uma apresentação tradicional. O conselho precisará definir orientações para a divulgação e as oficinas. Com base no relato, identifique a orientação que o conselho deve adotar para enfrentar os preconceitos sem limitar a participação.
- A) Adotar turmas exclusivas por idade e deficiência, evitando mudanças na apresentação principal.
- B) Adotar seleção por experiência prévia e padrão técnico, preservando o estilo tradicional do evento.
- C) Adotar divulgação com participantes diversos, recursos de acessibilidade e formas flexíveis de conduzir e acompanhar.
- D) Adotar atividades de observação para quem necessite de apoio nos deslocamentos durante a dança.
- E) Adotar divulgação centrada em movimentos difíceis, valorizando somente os participantes mais experientes.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O relato apresenta preconceitos (a dança exigiria corpo jovem, magro e em pé), sugestões de segregação (apresentação separada para pessoas com deficiência) e uma posição de manter a tradição. O conselho precisa de uma orientação que combata o preconceito sem excluir ninguém.
- A instrutora mostra que ritmo e interação podem ser organizados com diferentes deslocamentos e trocas entre parceiros. Isso indica que a própria prática pode ser adaptada, e não que o participante deve se adaptar a uma forma única.
- A alternativa C reúne essas ideias: divulgação com participantes diversos (mostra que a dança é para todos), recursos de acessibilidade (garantem condições reais de participação) e formas flexíveis de conduzir e acompanhar (permitem adaptar a dinâmica sem separar o público). Essa é a orientação que combate o preconceito sem limitar a participação.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Turmas exclusivas por idade e deficiência reforçam a segregação que o relato critica e mantêm a apresentação principal sem mudanças.
- B) Seleção por experiência e padrão técnico excluiria pessoas como Joana e preservaria justamente o estilo tradicional que limita a participação.
- D) Atividades apenas de observação para quem precisa de apoio restringem a participação a espectadores, em vez de garantir que a pessoa dance.
- E) Divulgação centrada em movimentos difíceis e nos mais experientes reforça a ideia de que só corpos considerados ideais podem participar.
💡 Dica: Analise o relato e identifique a orientação que promove inclusão e combate preconceitos.
Alternativa por alternativa
Acredita que separar grupos por idade e deficiência resolve o preconceito, quando na prática isso segrega os participantes e aceita a ideia de que eles não pertencem à programação principal.
Entende que manter o padrão técnico e o estilo tradicional protege a qualidade do evento, sem perceber que esse critério é justamente o que exclui pessoas como Joana.
A medida combate ideias sobre idade, corpo e deficiência ao garantir visibilidade e condições reais para diferentes modos de participar da dança.
Interpreta que a solução para quem precisa de apoio é apenas observar, o que transforma a participação ativa em assistência passiva e não enfrenta a barreira na dança.
Supõe que valorizar movimentos difíceis e os mais experientes atrai público, ignorando que isso reforça o preconceito de que só corpos jovens e magros podem dançar.
Raio-X da questão
inclusão e combate a preconceitos
diagnostico
respeito à diversidade · empatia e convivência social
estude conceitos de inclusão social e diversidade nas atividades físicas
confundir inclusão com segregação ou aceitar práticas que limitam a participação de pessoas com deficiência.
saude
empatia
cotidiano
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