— Professor, eu não vou na estação da corda — disse João, baixinho. Na aula de Educação Física, a turma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar situações de injustiça e preconceito geradas e/ou presentes no contexto das danças e demais práticas corporais e discutir alternativas para superá-las.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Professor, eu não vou na estação da corda — disse João, baixinho. Na aula de Educação Física, a turma montava um circuito para a “Feira das Brincadeiras” do bairro: corda, elástico e um jogo de arremesso com bolas leves. Quando a professora explicou que todos passariam por todas as estações, alguns colegas riram de João e falaram: “Pular corda é coisa de menina!”. Outros comentaram que quem “erra muito” atrapalha o tempo do grupo e deveria ficar só olhando. A professora percebeu que, além de aprender movimentos, a turma precisava combinar como participar com respeito, porque a feira teria visitantes e seria organizada pelos próprios alunos. Com base no texto, identifique a proposta que mais ajuda a superar o preconceito e a injustiça, garantindo que todos participem da prática com respeito.
- A) Propor que João fique apenas contando o tempo, para não ouvir comentários, e os demais continuem como sempre
- B) Propor retirar a estação da corda do circuito para acabar com as piadas e terminar a feira mais rápido
- C) Propor grupos mistos e revezamento de papéis (pular, girar, contar), após combinar regras contra zombarias
- D) Propor separar a corda para meninas e deixar os meninos apenas no jogo de arremesso, evitando constrangimentos
- E) Propor que só participe da corda quem já consegue pular sem errar, para o grupo não perder tempo no circuito
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto mostra dois problemas: João é ridicularizado por achar que pular corda é coisa de menina (preconceito de gênero) e há a ideia de que quem erra deve ficar de fora (exclusão por desempenho). A proposta procurada deve combater ambos e garantir a participação de todos com respeito.
- A alternativa C propõe grupos mistos, o que quebra a associação de atividades a um gênero, e o revezamento de papéis (pular, girar, contar), que permite que cada aluno participe sem ser obrigado a executar sempre a mesma tarefa. Além disso, combina regras contra zombarias, atendendo ao objetivo da professora de construir respeito entre a turma.
- A alternativa A é errada porque mantém João excluído da prática, apenas o afasta dos comentários, e não combate o preconceito dos colegas.
- A alternativa B é errada porque elimina a atividade para todos, em vez de enfrentar a zombaria, e ainda prioriza a rapidez da feira sobre a aprendizagem e a inclusão.
- A alternativa D é errada porque reforça o estereótipo de que corda é para meninas e arremesso para meninos, ou seja, cria a própria injustiça que o texto critica.
- A alternativa E é errada porque condiciona a participação ao desempenho, reproduzindo a ideia de que quem erra atrapalha e deve ficar só olhando.
- Conclusão: a proposta que supera o preconceito e a injustiça, garantindo participação respeitosa de todos, é a C.
💡 Dica: Reflita sobre atitudes que promovem respeito e inclusão no grupo.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que proteger João da zombaria basta tirando-o da atividade, sem questionar o preconceito dos colegas nem garantir sua participação.
O aluno entende que eliminar o conflito é a solução, retirando a estação da corda para todos, e ainda valoriza a rapidez da feira mais que a inclusão.
Enfrenta o preconceito e a exclusão: mistura grupos, cria diferentes formas de participação e estabelece respeito na convivência.
O aluno supõe que separar meninos e meninas em atividades diferentes evita constrangimentos, aceitando o estereótipo de que corda é coisa de menina.
O aluno associa a participação ao desempenho, achando que quem erra atrapalha o grupo e deve ser excluído, o que contraria a ideia de participação para todos.
Raio-X da questão
respeito e inclusão social
diagnostico
respeito ao próximo · convivência em grupo
Estude sobre respeito, preconceito e convivência social.
O aluno pode achar que excluir alguém por habilidade é justo ou normal.
saude
empatia
cotidiano
Questões parecidas com resolução
- — Mãe, posso me inscrever no taekwondo do centro esportivo? — perguntou Davi, mostrando o panfleto. — Luta? Isso ensina…
- — Posta no grupo do bairro: “Treino na praça, sábado, 8h. Vamos gravar um vídeo para divulgar!”. Nos comentários…
- — Vocês vão mesmo fazer “dança de salão”? Isso é coisa de gente velha! — comentou um aluno no corredor, ao ver o cartaz…
- Na semana cultural de uma escola, a turma do 5o ano organizou uma roda de dança com músicas de diferentes regiões do…
- "Vi no comentário: ‘forró de salão é coisa de casal de novela’", contou uma jovem ao preencher a avaliação do projeto de…
- — Vocês viram os comentários no vídeo da aula de judô? — perguntou Lara no grupo da turma. No vídeo, dois colegas…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
