— Vocês vão mesmo fazer “dança de salão”? Isso é coisa de gente velha! — comentou um aluno no corredor, ao ver…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Vocês vão mesmo fazer “dança de salão”? Isso é coisa de gente velha! — comentou um aluno no corredor, ao ver o cartaz da oficina aberta à comunidade. Na semana seguinte, 28 pessoas se inscreveram, incluindo estudantes, responsáveis e um grupo de idosos do bairro. No primeiro encontro, dois participantes faltaram depois de ouvir piadas sobre “passo de adulto”, e uma estudante que usa cadeira de rodas relatou que alguns colegas ofereceram ajuda sem perguntar, dizendo que ela “não conseguiria acompanhar”. A coordenação observou que quem permaneceu no grupo era, em sua maioria, quem já tinha experiência em festas e apresentações. A professora decidiu reorganizar a oficina para que mais pessoas se sintam respeitadas e tenham condições reais de participar, sem reforçar ideias de quem “pode” ou “não pode” dançar. Interprete a situação apresentada e identifique a medida que mais contribui para enfrentar os preconceitos descritos e ampliar a participação na oficina.
- A) Trocar a oficina por exercícios individuais, reduzindo o contato, para que ninguém vire alvo de comentários.
- B) Obrigar pares fixos de menino e menina, mantendo um como “condutor” e outro como “conduzido”.
- C) Selecionar só passos e músicas “de adulto”, sem adaptações, para não “descaracterizar” a dança de salão.
- D) Firmar combinados contra piadas e apresentar formas variadas de dançar, com papéis trocáveis e adaptações de participação.
- E) Dividir participantes por idade e habilidade para evitar que alguns “atrapalhem” os demais.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique o problema central do texto. Há preconceito contra a dança de salão ('coisa de gente velha'), piadas que afastaram participantes, uma estudante com deficiência que sofreu ajuda não solicitada e a suposição de que ela 'não conseguiria acompanhar', e um grupo que ficou restrito a quem já tinha experiência. A professora quer combater esses preconceitos e ampliar a participação sem classificar quem 'pode' ou 'não pode' dançar.
- Procure a medida que ataca as causas. Firmar combinados contra piadas enfrenta diretamente o desrespeito que fez pessoas saírem. Apresentar formas variadas de dançar e permitir papéis trocáveis cria espaço para que pessoas de diferentes idades, habilidades e corpos participem. Adaptações de participação garantem condições reais de acesso, como pede o enunciado. Por isso a alternativa D é a que mais contribui.
- Analise as outras alternativas. A) Acabar com a oficina por medo de comentários é ceder ao preconceito, pois afasta todos do convívio. B) Impor pares fixos de menino e menina com papéis de condutor e conduzido reforça exatamente a ideia de quem 'pode' ou 'não pode' dançar e exclui quem não se encaixa. C) Selecionar só passos 'de adulto' sem adaptações exclui justamente as pessoas que a oficina quer incluir. E) Separar por idade e habilidade cria grupos de exclusão e rotula os participantes como 'atrapalhando', contrariando a proposta de integração.
- Conclusão. A alternativa D combina combate ao preconceito, diversidade de formas de participação e adaptação, atendendo ao objetivo da professora. O gabarito oficial D está correto.
💡 Dica: Analise as atitudes que promovem inclusão e respeito na oficina de dança.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a melhor forma de evitar preconceito é eliminar a situação em que ele aparece, reduzindo o contato entre as pessoas. Assim, pensa que o problema se resolve com isolamento, e não com enfrentamento.
O aluno entende que dar papéis fixos e organizados por gênero é uma forma neutra de estruturar a dança, sem perceber que isso reforça a ideia de quem 'pode' ou 'não pode' dançar e exclui quem não se encaixa no modelo.
O aluno confunde preservar a tradição da dança de salão com manter a exclusão, supondo que adaptações 'descaracterizam' a atividade. Não percebe que o enunciado pede ampliar a participação de todos.
Enfrenta o preconceito diretamente, amplia referências e flexibiliza papéis e modos de participação, favorecendo respeito e inclusão no grupo.
O aluno acredita que agrupar pessoas por idade e habilidade resolve conflitos, sem notar que isso rotula os participantes como 'atrapalhando' e perpetua a segregação que a professora quer combater.
Por que engana: Escolher alternativas que mantêm preconceitos ou segregam participantes ao invés de promover inclusão.
Raio-X da questão
inclusão e respeito na dança
diagnostico
respeito à diversidade · empatia social
estude preconceitos e estratégias de inclusão social
Escolher alternativas que mantêm preconceitos ou segregam participantes ao invés de promover inclusão.
cidadania_etica
empatia
cotidiano
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