Por que um relógio conectado pode interromper o descanso mesmo quando seu usuário não está olhando para a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e reconhecer como as redes sociais e artefatos computacionais em geral interferem na saúde física e mental de seus usuários.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que um relógio conectado pode interromper o descanso mesmo quando seu usuário não está olhando para a tela? Em uma investigação com 24 estudantes, cada participante passou uma semana com alertas de redes sociais e mensagens ativos durante a noite e outra semana recebendo apenas chamadas de contatos previamente definidos. A ordem das semanas foi alternada entre os participantes, e seus horários de dormir foram mantidos. Nos registros do relógio, a primeira configuração gerou, em média, 7 alertas e 3 despertares por noite; na segunda, foram 1 alerta e 1 despertar. Ao fim de cada semana, os estudantes relataram maior dificuldade de concentração pela manhã na configuração com mais alertas. O estudo não avaliou o conteúdo das mensagens nem outros usos do aparelho durante o dia. Avalie as evidências do texto e identifique a orientação de configuração mais justificável para reduzir interferências do artefato computacional no descanso noturno.
- A) Recomendar o bloqueio integral do aparelho à noite, pois os dados demonstram que qualquer uso prejudica o sono.
- B) Recomendar o silenciamento noturno de alertas não urgentes, mantendo chamadas de contatos definidos pelo usuário.
- C) Recomendar alertas vibratórios mais frequentes, pois a repetição faz o usuário se adaptar às interrupções.
- D) Recomendar a exclusão das redes sociais, pois o estudo isolou seus conteúdos como causa dos despertares.
- E) Recomendar a troca do relógio por modelo com tela menor, pois a dimensão da tela explica os despertares.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto compara duas configurações do mesmo relógio, com 24 estudantes, horários de dormir mantidos e ordem das semanas alternada. Na configuração com mais alertas (média de 7 alertas e 3 despertares por noite), os estudantes relataram mais dificuldade de concentração na manhã seguinte. Na configuração com apenas chamadas de contatos definidos (1 alerta e 1 despertar), o efeito foi menor. Isso indica que as notificações noturnas, e não o simples fato de o aparelho existir, são o fator que interrompe o descanso.
- A orientação mais justificável é reduzir justamente o que foi associado às interrupções, ou seja, silenciar à noite os alertas não urgentes e manter as chamadas de contatos previamente definidos. Essa medida atua na causa observada e preserva a função de emergência do aparelho. Por isso, a alternativa B é a correta, e o gabarito oficial está coerente com a análise.
- A alternativa A está errada, pois o estudo não comparou uso zero com uso algum; ele mostrou diferença entre tipos de alerta, e não que qualquer uso prejudica o sono. A alternativa C está errada, pois alertas mais frequentes tendem a aumentar as interrupções, e nada no texto indica adaptação. A alternativa D está errada, pois o estudo não avaliou o conteúdo das mensagens, então não é possível afirmar que as redes sociais foram isoladas como causa. A alternativa E está errada, pois o texto não compara tamanhos de tela e a variável testada foi o tipo de alerta.
- Uma limitação do estudo é que ele não avaliou o conteúdo das mensagens nem outros usos do aparelho durante o dia, o que impede conclusões mais específicas sobre a causa exata dos despertares.
💡 Dica: Analise os dados do estudo para identificar a configuração que reduz alertas e despertares.
Alternativa por alternativa
O estudante supõe que qualquer uso do aparelho à noite prejudica o sono e tira conclusão absoluta de um experimento que comparou apenas tipos diferentes de alerta.
A comparação das configurações associa mais alertas e despertares a pior concentração, sem impedir chamadas consideradas necessárias.
O estudante acredita que a repetição de alertas gera adaptação e que, por isso, alertas mais frequentes seriam menos incômodos, contrariando os dados de que mais alertas aumentaram os despertares.
O estudante entende que o estudo identificou o conteúdo das redes sociais como causa dos despertares, quando o texto diz expressamente que o conteúdo das mensagens não foi avaliado.
O estudante imagina que a tela maior ou menor do relógio controla os despertares, mas o experimento variou o tipo de alerta e não o tamanho ou a dimensão da tela.
Raio-X da questão
impacto de alertas no descanso
diagnostico
interpretação de dados experimentais
estudos sobre efeitos de notificações em dispositivos eletrônicos no sono
Confundir o número de alertas com a causa dos despertares ou ignorar a relação entre alertas e dificuldade de concentração.
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