Durante as inscrições para oficinas de lutas no centro comunitário, 24 vagas foram abertas para judô, boxe e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar preconceitos e estereótipos relacionados ao universo das lutas e demais práticas corporais, propondo alternativas para superá-los, com base na solidariedade, na justiça, na equidade e no respeito.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante as inscrições para oficinas de lutas no centro comunitário, 24 vagas foram abertas para judô, boxe e capoeira. No formulário, seis meninas que demonstraram interesse no boxe desistiram após ouvir que a modalidade “é coisa de menino”. Quatro meninos interessados em capoeira indicaram receio de sofrer zombarias. Outros estudantes marcaram que evitariam qualquer luta por considerá-la violenta. Os instrutores informaram que as oficinas preveem regras de contato, uso de equipamentos, sinal para interromper a atividade e respeito às decisões dos participantes. Como as turmas serão definidas após um encontro inicial, a coordenação precisa criar uma medida que amplie a participação sem impor modalidades a ninguém. Analise os motivos apresentados e identifique a medida de inscrição que enfrenta os estereótipos sem trocar uma exclusão por outra.
- A) Organizar uma turma de boxe somente para meninas e destinar as demais lutas somente aos meninos.
- B) Organizar somente capoeira para quem teme violência, sem discutir a associação entre lutas e agressão.
- C) Organizar vagas por sexo para evitar que interesses fora do padrão provoquem desconforto entre colegas.
- D) Organizar a seleção pela força demonstrada no encontro inicial para aumentar a segurança das oficinas.
- E) Organizar vivências com regras e debate dos comentários antes de cada estudante escolher sua turma.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve três obstáculos à participação: meninas que desistiram do boxe por achar que é coisa de menino, meninos que temem zombaria na capoeira e estudantes que evitam qualquer luta por considerá-la violenta. A medida procurada deve combater esses estereótipos sem colocar ninguém em uma modalidade imposta. Passo 2: A alternativa E atende aos dois critérios. As vivências com regras, equipamentos e sinal de parada mostram na prática que a luta é atividade controlada e respeitosa, o que enfrenta a ideia de que é violenta. O debate dos comentários trata diretamente os estereótipos de gênero e de zombaria, em vez de ignorá-los. Passo 3: Como cada estudante escolhe a turma só depois dessas experiências e discussões, ninguém é excluído nem forçado. Passo 4: A alternativa A cria exclusão por sexo, pois reserva o boxe às meninas e as demais lutas aos meninos, reforçando o próprio estereótipo. Passo 5: A alternativa B evita a capoeira apenas para quem tem medo, sem discutir a associação entre lutas e agressão, então o preconceito permanece intacto. Passo 6: A alternativa C organiza vagas por sexo para evitar desconforto, o que legitima o preconceito em vez de combatê-lo. Passo 7: A alternativa D seleciona pela força demonstrada, o que exclui quem tem menos força e não resolve nenhum dos estereótipos citados. Passo 8: Portanto, a medida correta é a E, que amplia a participação sem trocar uma exclusão por outra.
💡 Dica: Reflita sobre os estereótipos e como promover inclusão nas inscrições.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que separar as turmas por sexo resolve o problema, pois garante vagas às meninas no boxe. Ele não percebe que a divisão reforça justamente a ideia de que certas modalidades pertencem a um sexo.
O aluno pensa que basta oferecer uma modalidade considerada menos violenta para quem tem receio, sem questionar a crença de que lutas são agressivas. Ele trata o sintoma e mantém o estereótipo.
O aluno entende que evitar o desconforto dos colegas é um objetivo válido e que separar por sexo é uma forma de preservar a convivência. Ele aceita o preconceito como ponto de partida em vez de enfrentá-lo.
O aluno associa a seleção pela força à segurança e supõe que uma turma mais forte é mais segura. Ele ignora que o problema descrito é de estereótipos e que a seleção exclui quem tem menos força.
A medida permite conhecer as práticas com segurança, discutir os preconceitos e garantir escolha individual, baseada em respeito e equidade.
Raio-X da questão
estereótipos e inclusão em esportes
diagnostico
estereótipos de gênero · inclusão social
estereótipos de gênero e inclusão em atividades físicas
Confundir medidas que apenas trocam exclusões por outras, sem combater estereótipos.
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