Por que um desenho não basta para explicar uma prática corporal? Em uma mostra cultural, Dona Araci apresentou…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita, audiovisual), as brincadeiras e os jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana, explicando suas características e a importância desse patrimônio histórico cultural na preservação das diferentes culturas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que um desenho não basta para explicar uma prática corporal? Em uma mostra cultural, Dona Araci apresentou o jogo da onça, tradicional entre povos indígenas brasileiros. No chão, havia um tabuleiro feito de linhas. Uma criança movia uma peça que representava a onça, enquanto outra movimentava catorze peças menores. Na gravação de áudio, explicou-se que não eram usados dados: as peças só podiam seguir os caminhos traçados. Ao final da demonstração corporal, a onça havia retirado cinco peças menores e foi considerada vencedora. Os estudantes fizeram um desenho do tabuleiro e escreveram no cartaz apenas: “Jogo antigo dos indígenas”. A professora pediu que completassem o registro para que outra turma pudesse compreender a dinâmica da prática. Analise os registros apresentados e identifique a frase que completa o cartaz, descrevendo o jogo de modo compreensível para outra turma.
- A) É um jogo de estratégia em que uma onça e catorze peças menores se movem pelas linhas, e a onça vence ao retirar cinco peças.
- B) É uma dança em que uma onça e catorze peças menores percorrem as linhas até formar uma roda com cinco participantes.
- C) É um jogo de sorte em que uma onça e catorze peças menores avançam conforme o resultado obtido no lançamento de dados.
- D) É um jogo de estratégia em que catorze onças perseguem uma peça menor, que vence ao retirar cinco onças do tabuleiro.
- E) É uma corrida em que uma onça e catorze peças menores disputam quem chega primeiro ao final do desenho no chão.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve as regras do jogo: há um tabuleiro de linhas, uma peça que representa a onça e catorze peças menores, todas se movem apenas pelos caminhos traçados, não há dados, e a onça vence ao retirar cinco peças menores. Passo 2: Como não há dados nem sorte envolvida, cada jogada depende de escolhas dos jogadores sobre por onde mover as peças, o que caracteriza um jogo de estratégia. Passo 3: A alternativa A reúne exatamente esses elementos: o jogo de estratégia, a onça e as catorze peças se movendo pelas linhas e a vitória da onça ao retirar cinco peças. Passo 4: A alternativa B está errada porque a prática é um jogo com vencedor, e não uma dança que termina em formar uma roda. Passo 5: A alternativa C está errada porque o texto afirma expressamente que não eram usados dados, e a sorte não define o avanço das peças. Passo 6: A alternativa D está errada porque inverte os papéis: há uma única onça que captura peças menores, e não catorze onças perseguindo uma peça. Passo 7: A alternativa E está errada porque o jogo não é uma corrida até a chegada ao final do desenho, e sim uma disputa de captura de peças. Passo 8: O gabarito oficial (A) está correto, e a resposta coincide com a análise feita a partir do enunciado.
💡 Dica: Reflita sobre a dinâmica do jogo e o que falta para que outra turma entenda como jogar.
Alternativa por alternativa
Correta: reúne os movimentos observados, a regra dos caminhos e a condição de vitória, transformando registros corporal, oral e escrito em descrição.
O aluno confunde a prática corporal com uma dança, ignorando que o texto descreve um jogo com regras de movimento e vencedor. Também supõe que o objetivo é formar uma roda, sem base no enunciado.
O aluno associa jogos tradicionais ao uso de dados e lê a palavra 'jogo' como sinônimo de sorte, ignorando a frase explícita de que não eram usados dados.
O aluno inverte os papéis dos personagens, achando que há catorze onças e uma peça menor, quando o texto diz que há uma onça e catorze peças menores. Trata-se de uma leitura desatenta dos dados.
O aluno usa a intuição do cotidiano, em que disputas com peças percorrendo um caminho costumam ser corridas, e ignora que o objetivo do jogo é retirar peças do tabuleiro.
Raio-X da questão
prática corporal tradicional indígena
diagnostico
compreensão de práticas culturais
dinâmica e regras de jogos tradicionais indígenas
O aluno pode focar apenas no desenho e não compreender a importância da descrição da dinâmica do jogo.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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