Na semana cultural de uma escola, a turma do 5o ano organizou uma roda de dança com músicas de diferentes…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar situações de injustiça e preconceito geradas e/ou presentes no contexto das danças e demais práticas corporais e discutir alternativas para superá-las.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na semana cultural de uma escola, a turma do 5o ano organizou uma roda de dança com músicas de diferentes regiões do Brasil. Pedro quis participar da apresentação de carimbo, mas alguns colegas riram e disseram que "dança é coisa de menina". Ao mesmo tempo, Ana, que usa cadeira de rodas, ouviu que poderia só assistir, porque "seria difícil demais entrar na coreografia". A professora interrompeu a conversa e propôs que o grupo pensasse em formas de participação para todos. Depois disso, os alunos testaram passos que podiam ser feitos em pé, sentados ou com apoio, e combinaram respeitar as escolhas de cada colega. No ensaio seguinte, a apresentação ficou mais variada e todos puderam contribuir. Analise o texto-base e identifique a atitude que melhor supera a injustiça e o preconceito presentes nessa atividade de dança.
- A) Manter a coreografia igual para provar que todos precisam fazer os mesmos movimentos.
- B) Trocar a dança por outra brincadeira, para nao lidar com comentários dos colegas.
- C) Permitir a apresentação apenas para quem já dança bem, evitando erros durante o ensaio.
- D) Separar a apresentação em grupos diferentes para quem gosta de dançar e para quem prefere apenas assistir.
- E) Organizar a dança para que todos participem, sem riso, com adaptações e respeito às diferenças.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto mostra duas situações de exclusão: Pedro sofre preconceito de gênero ("dança é coisa de menina") e Ana é excluída por causa de sua deficiência ("seria difícil demais", sugerindo que ela apenas assista). A questão pede a atitude que supera essas injustiças.
- Analisando as alternativas, a E organiza a dança para que todos participem, sem risos e com adaptações que respeitem as diferenças. É exatamente o que a professora propõe e o que o grupo faz depois: testa passos em pé, sentados ou com apoio e combina respeitar as escolhas de cada um. Isso combate o preconceito de gênero e a exclusão por deficiência ao mesmo tempo.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Manter a coreografia igual ignora a necessidade de adaptação e reforça a exclusão de Ana.
- B) Trocar a dança evita o problema em vez de enfrentá-lo, mantendo o preconceito sem questionamento.
- C) Permitir só a quem dança bem cria uma seleção excludente e não resolve o preconceito.
- D) Separar os grupos cria divisão e rotula os alunos, reforçando a segregação em vez de promover a inclusão.
- Conclusão: a alternativa E é a única que combate a injustiça de forma inclusiva e coletiva, em acordo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Reflita sobre as atitudes que promovem inclusão e respeito na dança.
Alternativa por alternativa
Acredita que tratar todos de forma idêntica é justo, sem perceber que a igualdade de tratamento pode excluir quem tem limitações diferentes, como Ana.
Entende que fugir do conflito resolve a situação, quando na verdade o preconceito permanece e Pedro e Ana continuam sem participação plena.
Confunde a melhoria do desempenho artístico com a superação do preconceito, achando que selecionar os mais habilidosos é uma solução neutra.
Imagina que separar as pessoas por preferência resolve o problema, sem notar que isso cria uma divisão e mantém a exclusão dentro do grupo.
Por que engana: O aluno pode achar que excluir ou separar grupos resolve o problema, sem promover inclusão verdadeira.
Essa atitude enfrenta o preconceito contra Pedro e a exclusao de Ana, como mostra o texto, promovendo participação de todos.
Raio-X da questão
inclusão e respeito na dança
diagnostico
respeito às diferenças · empatia e convivência social
Estude sobre preconceito, inclusão e respeito às diferenças.
O aluno pode achar que excluir ou separar grupos resolve o problema, sem promover inclusão verdadeira.
saude
empatia
cotidiano
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