— A história tem três momentos bem diferentes — lembra a mediadora da biblioteca do bairro —: a chuva…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— A história tem três momentos bem diferentes — lembra a mediadora da biblioteca do bairro —: a chuva chegando, a corrida no corredor escuro e a porta que range no final. Para a apresentação, um grupo de estudantes decidiu narrar o conto ao vivo e criar os sons na hora. Eles trouxeram um pandeiro, um chocalho feito com grãos dentro de um pote, um saco plástico e um violão. Nos testes, alguns colegas disseram que “parecia tudo igual”, porque os sons apareciam ao mesmo tempo e cobriam a fala do narrador. O grupo quer manter a improvisação, mas também quer que o público entenda quando cada acontecimento muda, mesmo sem ver os objetos usados para produzir os efeitos sonoros. Com base no texto, identifique a decisão que melhor organiza a sonorização improvisada para marcar os três momentos da história com clareza ao público.
- A) Manter um som contínuo do início ao fim, para criar unidade e evitar mudanças bruscas durante a narrativa
- B) Substituir objetos e sons corporais por instrumentos convencionais, para obter efeitos mais corretos e padronizados
- C) Eliminar a voz do narrador e deixar apenas os efeitos, para que os sons descrevam sozinhos toda a ação do conto
- D) Organizar entradas e pausas, associando timbres a cada momento e variando a intensidade para destacar a narração
- E) Sobrepor todos os sons em todos os momentos, para reforçar o clima e aumentar o impacto sonoro da história
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve três momentos da história (chuva chegando, corrida no corredor escuro e porta que range) e um problema concreto: os sons aparecem todos ao mesmo tempo e cobrem a fala do narrador. O grupo quer manter a improvisação, mas que o público perceba quando cada acontecimento muda.
- Para resolver isso, é preciso organizar a sonorização no tempo e no conjunto: decidir quando cada som entra e sai (entradas e pausas), associar um timbre diferente a cada momento (por exemplo, o saco plástico para a chuva, o chocalho para a corrida e o pandeiro ou o violão para a porta) e variar a intensidade para que o som não encubra a voz do narrador. Isso preserva a improvisação com objetos simples e deixa a mudança de cada momento audível.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Um som contínuo do início ao fim elimina justamente a diferença entre os momentos, que é o que os colegas reclamaram.
- B) Trocar os objetos por instrumentos convencionais contraria a proposta de manter a improvisação, e o enunciado não pede padronização.
- C) Retirar a voz do narrador vai contra a narração ao vivo, que é a base da apresentação, e os sons não conseguem sozinhos descrever toda a ação.
- E) Sobrepor todos os sons em todos os momentos reproduz exatamente o problema que os testes revelaram, pois os sons continuam confundidos e cobrindo a fala.
- Assim, a decisão que melhor organiza a sonorização improvisada é a D, que une estrutura (entradas e pausas), identidade sonora por momento (timbres) e controle de volume para a narração.
💡 Dica: Pense em como organizar os sons para que cada momento da história fique claro para o público.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a unidade sonora é o mais importante e que mudanças no som atrapalhariam a narrativa, ignorando que a falta de contraste é justamente o problema relatado.
O aluno associa qualidade do efeito a instrumentos convencionais e padronização, sem perceber que o texto valoriza a improvisação com objetos do cotidiano.
O aluno supõe que, em uma apresentação de efeitos, os sons podem substituir totalmente a narração, esquecendo que o narrador conduz a história ao vivo.
Resolve a confusão descrita ao distribuir sons no tempo, relacionar timbres aos eventos e controlar volume, mantendo a improvisação.
O aluno pensa que mais sons simultâneos sempre geram mais impacto e clima, sem considerar que a sobreposição foi exatamente o que confundiu o público e encobriu a fala.
Raio-X da questão
organização sonora na narrativa
diagnostico
noções básicas de narrativa · conceitos de sonorização
estude técnicas de sonorização e organização de efeitos sonoros em narrativas
O aluno pode confundir a organização dos sons, colocando-os simultaneamente e dificultando a compreensão da história.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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