O som das palmas começou baixinho e foi ficando forte. No “batuque do corpo”, 12 crianças fazem música sem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O som das palmas começou baixinho e foi ficando forte. No “batuque do corpo”, 12 crianças fazem música sem instrumentos: batem palmas, estalam os dedos, pisam no chão e tocam no peito. A cada rodada, uma criança vira “maestra” e deve, com gestos e olhar, avisar qual som o grupo fará e se será rápido ou devagar. Nas primeiras tentativas, quase todas usam o mesmo gesto (braços para cima) e olham para a educadora antes de escolher. Quando uma maestra tentou um sinal diferente, parte do grupo não entendeu e continuou no som anterior; alguns riram e ela parou, dizendo “não deu certo”. A educadora quer que inventem sinais próprios, sem virar “copiar a professora”, e que o grupo consiga acompanhar. Com base no texto, identifique a orientação da educadora que melhor apoia as crianças a criar gestos, olhares e mímicas próprios para conduzir o “batuque do corpo”, mantendo a brincadeira compreensível para o grupo.
- A) Entregar cartões com desenhos dos sons para que a maestra aponte, sem precisar usar gestos e olhar
- B) Escolher a educadora como maestra fixa e deixar as crianças apenas repetirem os sons combinados
- C) Parar a rodada quando surgir um sinal novo e voltar ao gesto mais conhecido para evitar risadas
- D) Combinar que cada maestra invente dois sinais, teste com o grupo e mude o gesto se não for entendido
- E) Mostrar sinais prontos e pedir que cada maestra use exatamente os mesmos para o grupo não errar
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto descreve uma brincadeira em que a maestra precisa comunicar, com gestos e olhar, qual som será feito e o ritmo. O problema observado é que as crianças copiam o gesto habitual (braços para cima) e olham para a educadora, e que um sinal novo não foi compreendido pelo grupo, o que levou à interrupção da rodada.
- A educadora quer duas coisas ao mesmo tempo: que as crianças invistam em sinais próprios e que o grupo consiga acompanhar. Logo, a orientação ideal precisa estimular a criação individual e, ao mesmo tempo, garantir a compreensão coletiva por meio de testes e ajustes.
- A alternativa D atende a essas duas exigências: cada maestra inventa sinais, testa com o grupo e, se não houver entendimento, muda o gesto. Assim o sinal é validado pela própria turma e não se torna cópia de um modelo pronto.
- Por que as outras estão erradas: A usa cartões e elimina justamente os gestos e o olhar que a brincadeira pede que as crianças criem. B transforma a brincadeira em repetição e impede a maestra de inventar. C desiste do sinal novo sempre que há dificuldade, o que impede a criação. E impõe sinais prontos e cópia exata, contrariando a ideia de sinais próprios.
💡 Dica: Analise a situação e escolha a orientação que favorece a criação e compreensão dos gestos.
Alternativa por alternativa
A criança acredita que a comunicação deve ser feita por imagens externas, eliminando a expressão corporal que o texto valoriza.
Entende que a brincadeira deve ter um único líder fixo e que o papel das crianças é só repetir, ignorando a proposta de invenção de gestos pelas maestras.
Acredita que a dificuldade de compreensão deve ser evitada voltando ao padrão conhecido, mesmo que isso impeça a criação de sinais novos; também dá peso excessivo às risadas.
Por que engana: Escolher alternativas que evitam a inovação ou que não consideram a compreensão do grupo.
Favorece autoria e ajuste: cria sinais corporais e, ao testar e ajustar, mantém comunicação e participação do grupo.
Supõe que para o grupo não errar é preciso padronizar sinais prontos, confundindo clareza com cópia de um modelo fixo.
Raio-X da questão
criação e compreensão de gestos
avaliacao
comunicação não verbal · dinâmica de grupo
estude como criar e interpretar sinais e gestos em grupo
Escolher alternativas que evitam a inovação ou que não consideram a compreensão do grupo.
pensamento_critico
cotidiano
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