— Escuta... plim, plim! — diz a educadora, apontando para a janela, onde a chuva cai fraquinha. No tapete…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Escuta... plim, plim! — diz a educadora, apontando para a janela, onde a chuva cai fraquinha. No tapete, três crianças (entre 2 e 3 anos) se aproximam. Ela coloca no chão três cartões com desenhos simples: um gato, uma poça d’água e um guarda-chuva. A educadora combina: “Hoje nossa história vai ser sobre a chuva”. Uma criança pega o cartão do gato e fala: “Gato!”. Outra aponta a poça e diz: “Água!”. A terceira segura o guarda-chuva e balança o corpo, sem falar. A educadora quer que o grupo invente uma história juntos, usando os cartões como pista, sem precisar que todos falem do mesmo jeito. Ela pensa em como conduzir a conversa para que as crianças liguem as ideias e contem o que acontece na história. Com base no texto-base, identifique a fala da educadora que mais ajuda as crianças a criar e contar, oralmente, uma história a partir do tema sugerido.
- A) Corrigir a pronúncia de cada palavra antes de deixar que a próxima criança fale.
- B) Pedir que escolham o cartão mais bonito e guardem os outros sem conversar sobre eles.
- C) Perguntar o nome de cada cartão e pedir que repitam as palavras bem alto.
- D) Convidar as crianças a dizer, em turnos, o que aconteceu com o gato antes, durante e depois da chuva.
- E) Contar uma história pronta e pedir que as crianças só apontem os cartões citados.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O objetivo da educadora é que o grupo crie e conte oralmente uma história a partir dos cartões (gato, poça e guarda-chuva), respeitando que cada criança fala de um jeito. Passo 2: A alternativa D é a que mais favorece isso, pois propõe uma estrutura narrativa (o que aconteceu com o gato antes, durante e depois da chuva), que organiza as ideias em sequência e dá a cada criança uma vez de falar em turnos, ajudando a ligar os cartões em uma história. Passo 3: A alternativa A está errada porque corrigir a pronúncia de cada palavra interrompe a criação e foca na forma da fala, quando o objetivo principal é a narrativa e a expressão. Passo 4: A alternativa B está errada porque escolher o cartão mais bonito e guardar os outros sem conversar elimina justamente o diálogo e a construção conjunta da história. Passo 5: A alternativa C está errada porque apenas nomear os cartões e repetir palavras trabalha vocabulário isolado, sem articular ideias em uma sequência de acontecimentos. Passo 6: A alternativa E está errada porque contar uma história pronta e pedir apenas que apontem os cartões transforma as crianças em espectadoras, sem criação própria. Passo 7: Portanto, a fala que mais ajuda na criação e no relato oral é a da alternativa D, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Pense em qual fala da educadora estimula a criação coletiva da história.
Alternativa por alternativa
Acredita que a fala precisa estar correta na pronúncia antes de ser valorizada, tratando a correção formal como prioridade sobre a criação da narrativa.
Interpreta a atividade como uma escolha estética de cartões, sem perceber que o objetivo é o diálogo e a construção conjunta da história.
Entende que desenvolver a linguagem oral se resume a nomear objetos e repetir palavras, sem relacioná-las em uma sequência de acontecimentos.
Por que engana: Escolher alternativas que focam em repetição ou correção, não na criação coletiva da história.
Ajuda a ligar tema e cartões, criando sequência de acontecimentos com participação oral do grupo.
Confunde a proposta de criar uma história coletiva com a simples apresentação de uma história pronta, reduzindo a participação das crianças a apontar figuras.
Raio-X da questão
criação coletiva de histórias
diagnostico
compreensão oral básica · expressão oral inicial
estratégias para estimular a narrativa oral em crianças pequenas
Escolher alternativas que focam em repetição ou correção, não na criação coletiva da história.
pensamento_critico
cotidiano
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