— Vó, olha o Davi! — diz a mãe, segurando o celular na chamada de vídeo. Deitado de barriga para baixo sobre…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Vó, olha o Davi! — diz a mãe, segurando o celular na chamada de vídeo. Deitado de barriga para baixo sobre um tapete firme, Davi acompanha a tela com os olhos e solta sons. Ele estica um braço, mas a mão para antes de tocar o celular. Tenta de novo, empurra o chão com as pernas e o tronco sobe um pouco; o corpo treme e ele apoia a testa no tapete por alguns segundos. Quando a mãe aproxima muito o celular, Davi para de se esforçar e só observa. Quando ela afasta um pouco, ele volta a tentar, vira o corpo devagar para o lado e procura outro apoio com a mão. A mãe quer manter a conversa e, ao mesmo tempo, ajudar Davi a participar sem fazer tudo por ele. Com base no texto-base, avalie a atitude da mãe que mais favorece Davi a perceber e ajustar as possibilidades e os limites do próprio corpo ao tentar participar da interação.
- A) Segurar o braço de Davi e conduzir o movimento até a tela, para ele tocar mesmo sem conseguir sozinho.
- B) Aproximar o celular até encostar na mão de Davi, para evitar que ele faça esforço e se canse.
- C) Ajustar a distância do celular e esperar novas tentativas, oferecendo apoio leve só quando ele perder a estabilidade.
- D) Manter o celular alto e chamar repetidas vezes, para Davi levantar o tronco por mais tempo e “fortalecer”.
- E) Encerrar a chamada ao primeiro tremor e colocar Davi de barriga para cima, para ele não precisar se reorganizar.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto mostra Davi tentando participar da chamada de vídeo. Ele tenta alcançar o celular, para quando se cansa e volta a tentar quando a mãe afasta o aparelho. Isso indica que a distância e o esforço precisam ser ajustados ao que ele consegue fazer naquele momento. Passo 2: A alternativa correta é a C. A mãe ajusta a distância do celular, espera novas tentativas e oferece apoio leve apenas quando Davi perde a estabilidade. Assim, ele percebe por si mesmo seus limites e possibilidades, sem que a mãe faça o movimento por ele. Passo 3: A alternativa A está errada porque conduzir o braço de Davi faz o movimento por ele e tira a oportunidade de perceber e ajustar o próprio corpo. Passo 4: A alternativa B está errada porque encostar o celular na mão elimina a tentativa e impede Davi de descobrir o que consegue fazer. Passo 5: A alternativa D está errada porque manter o celular alto e insistir sem considerar o cansaço ignora os sinais de limite do corpo de Davi. Passo 6: A alternativa E está errada porque encerrar a chamada e mudar a posição de Davi retira a interação e a chance de ele se reorganizar. Passo 7: Minha análise coincide com o gabarito oficial, C.
💡 Dica: Analise a atitude da mãe que promove autonomia e segurança para o bebê.
Alternativa por alternativa
Entendeu que ajudar é fazer o movimento no lugar da criança para que ela atinja o objetivo, confundindo ajuda com substituição.
Por que engana: Escolher alternativas que superprotegem ou forçam o bebê, impedindo seu desenvolvimento autônomo.
Acreditou que evitar qualquer esforço protege a criança, sem perceber que a tentativa é essencial para ela descobrir os próprios limites.
Equilibra desafio e segurança, permitindo que Davi experimente, pause e reorganize o corpo, percebendo limites sem ter a ação feita por ele.
Achou que insistir repetidamente com o celular alto fortalece o tronco, sem considerar o cansaço e os sinais de limite do corpo que o texto descreve.
Leu a situação como se a melhor saída fosse encerrar o contato ao primeiro desconforto, sem perceber que a reorganização faz parte da participação.
Raio-X da questão
autonomia e limites corporais
avaliacao
desenvolvimento motor infantil · interacao social precoce
estude como apoiar o desenvolvimento motor do bebê respeitando seus limites
Escolher alternativas que superprotegem ou forçam o bebê, impedindo seu desenvolvimento autônomo.
empatia
cotidiano
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