Por que um brinquedo “foge” das mãos de um bebê? Em um tapete firme, Davi, de 5 meses, fica de barriga para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que um brinquedo “foge” das mãos de um bebê? Em um tapete firme, Davi, de 5 meses, fica de barriga para baixo enquanto a cuidadora coloca uma bola macia perto de um rolinho de toalha, a poucos palmos à frente. Davi estica os braços, abre e fecha as mãos e tenta puxar a bola. Quando empurra o corpo, o rosto se aproxima do tapete e ele escorrega para o lado. Ele para, respira ofegante e olha para a cuidadora, que fala com voz calma. Davi então muda o jeito: apoia um antebraço, gira um pouco o quadril e tenta alcançar de novo, mas a bola rola mais um pouco. A cuidadora quer ajudar sem “fazer por ele”, mantendo a segurança. Com base no texto-base, avalie a ação da cuidadora que mais favorece Davi a perceber possibilidades e limites do próprio corpo, com segurança, na tentativa de alcançar a bola.
- A) Entregar a bola diretamente na mão de Davi, para evitar esforço e impedir que ele escorregue no tapete.
- B) Interromper a brincadeira ao primeiro sinal de cansaço, colocando Davi no colo e guardando a bola.
- C) Afastar a bola um pouco mais, para estimular que Davi se estique ao máximo e desenvolva força rapidamente.
- D) Segurar Davi pelos braços e puxá-lo até a bola, para que ele alcance mais rápido sem precisar mudar o corpo.
- E) Ajustar a posição da bola e dar apoio leve ao tronco, deixando Davi tentar, pausar e retomar a ação.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto descreve um bebê de 5 meses, em posição de prono (barriga para baixo), que tenta alcançar um brinquedo. Ele estica os braços, tenta puxar a bola, escorrega, para, olha para a cuidadora e depois muda sua estratégia, apoiando o antebraço e girando o quadril. Esse processo mostra exploração ativa do corpo, com tentativas, ajustes e pausas.
- A cuidadora quer ajudar sem fazer por Davi, mantendo a segurança. Logo, a ação ideal é aquela que oferece condições para a tentativa, sem substituir o esforço da criança.
- A alternativa E ajusta a posição da bola (torna o alcance possível, mas ainda desafiador), dá apoio leve ao tronco (garante segurança e estabilidade sem levar Davi até o objetivo) e permite que ele tente, pause e retome. Isso favorece a percepção de possibilidades e limites do próprio corpo, com segurança.
- Por que as outras estão erradas: A entrega a bola na mão, retirando o esforço de Davi, impede que ele descubra por si o que seu corpo consegue fazer. B interrompe a brincadeira sem necessidade clara, pois o texto não indica cansaço excessivo, e retira a oportunidade de exploração. C afasta a bola, aumentando a dificuldade sem apoio, o que pode gerar frustração e não favorece a segurança. D puxa Davi até a bola, eliminando a necessidade de ele mudar o corpo, o que contraria a ideia de perceber os próprio limites e possibilidades.
- Portanto, a alternativa E é a que melhor equilibra desafio, segurança e autonomia, coincidindo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise a ação da cuidadora que promove autonomia e segurança para o bebê.
Alternativa por alternativa
Acredita que a melhor ajuda é poupar o bebê de qualquer esforço, pois assim ele não correrá riscos. Não percebe que, ao fazer por Davi, a criança perde a oportunidade de explorar seus movimentos.
Por que engana: Escolher ações que impedem o bebê de tentar sozinho, como entregar o brinquedo diretamente ou puxá-lo, prejudicando o desenvolvimento da autonomia.
Entende que, diante de qualquer sinal de desconforto ou respiração ofegante, o adulto deve encerrar a atividade. Ignora que o texto mostra Davi retomando a tentativa após uma pausa, sinal de exploração saudável.
Supõe que estimular a criança exige aumentar a dificuldade para que ela 'desenvolva força rapidamente'. Não considera que o desafio excessivo, sem apoio, pode gerar frustração e insegurança.
Confunde ajudar com realizar a ação no lugar da criança, acreditando que puxar o bebê até o objeto é o modo mais rápido de alcançá-lo. Não percebe que a criança deixaria de mudar o corpo e de conhecer seus limites.
Mantém o desafio possível e seguro, permitindo que ele experimente apoios, pausas e novas estratégias ao perceber limites corporais.
Raio-X da questão
desenvolvimento motor e autonomia
avaliacao
percepção corporal básica · controle motor inicial
estágios do desenvolvimento motor e apoio adequado
Escolher ações que impedem o bebê de tentar sozinho, como entregar o brinquedo diretamente ou puxá-lo, prejudicando o desenvolvimento da autonomia.
autogestao
cotidiano
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