Em uma história, um personagem diz: "Tô chegando, espera um tiquinho." Em seguida, o narrador escreve a mesma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma história, um personagem diz: "Tô chegando, espera um tiquinho." Em seguida, o narrador escreve a mesma ideia em registro formal. — Por que a segunda forma é usada?
- A) Porque a forma escrita precisa adaptar a linguagem ao contexto, mantendo a mesma ideia da fala.
- B) Porque, no texto escrito, a fala deve virar uma opinião nova do narrador, mesmo sem dizer a mesma coisa.
- C) Porque a forma formal serve para deixar a frase mais bonita, ainda que o sentido mude um pouco.
- D) Porque o narrador quer corrigir um erro de português da fala do personagem.
- E) Porque, na escrita, o personagem deve falar com palavras difíceis para mostrar inteligência.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado mostra um personagem falando de forma informal ('Tô chegando, espera um tiquinho') e, em seguida, o narrador reescrevendo a mesma ideia em registro formal, por exemplo 'Estou chegando, aguarde um instante'.
- A pergunta é por que a segunda forma é usada. A ideia central é que a linguagem muda conforme o contexto e o gênero: na narração escrita, costuma-se usar a norma culta, enquanto a fala do personagem pode ser coloquial para dar realismo e caracterizá-lo. O conteúdo informativo permanece o mesmo.
- Portanto, a alternativa correta é a A, pois a forma escrita adapta a linguagem ao contexto e mantém a mesma ideia da fala.
- A alternativa B está errada, pois a reescrita formal não transforma a fala em uma opinião nova do narrador; o sentido permanece.
- A alternativa C está errada, pois a formalidade não existe para embelezar a frase às custas do sentido, que é preservado.
- A alternativa D está errada, pois não há erro de português na fala do personagem; a informalidade é recurso de caracterização, não um erro a ser corrigido.
- A alternativa E está errada, pois a escrita formal não exige palavras difíceis nem serve para exibir inteligência; a intenção é clareza e adequação.
- Conclusão: o gabarito oficial A está correto.
💡 Dica: Observe se a ideia continua a mesma, mudando só a forma de dizer.
Alternativa por alternativa
Resposta correta. Mostra que o narrador reescreve a fala em outro registro para combinar com o texto escrito, sem alterar o significado.
O aluno acredita que a reescrita formal cria uma interpretação pessoal do narrador, alterando o conteúdo em vez de apenas mudar o registro.
Por que engana: Achar que falar formalmente é o mesmo que mudar o conteúdo.
O aluno entende que a norma culta serve para embelezar o texto, mesmo que o sentido seja modificado, confundindo estilo com alteração de significado.
O aluno supõe que toda linguagem informal é um erro gramatical, usando a intuição de que 'falar errado' precisa ser corrigido, sem perceber que é recurso de caracterização.
O aluno associa a escrita formal ao uso de palavras difíceis e rebuscadas, confundindo formalidade com erudição ou exibição de vocabulário.
Raio-X da questão
Adequação linguística ao contexto.
Identificar mudança
Compreensão de fala e narração. · Diferença entre linguagem formal e coloquial.
Registro formal e coloquial.
Achar que falar formalmente é o mesmo que mudar o conteúdo.
Diversidade linguística.
Respeito às diferentes formas de falar.
Uso de linguagem for
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