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Língua Portuguesa1ª sérieBNCC EM13LP46Difícil⏱ medio

Quando o audio do poema terminou, o grupo do sarau ficou em silencio por alguns segundos. O texto ouvido…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP46

Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários, percebendo diferenças e eventuais tensões entre as formas pessoais e as coletivas de apreensão desses textos, para exercitar o diálogo cultural e aguçar a perspectiva crítica.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Quando o audio do poema terminou, o grupo do sarau ficou em silencio por alguns segundos. O texto ouvido dizia: "No muro, a tinta grita um nome que nao cabe. Quem passa, finge nao ver, mas o muro lembra. Eu encosto a mao: frio. A rua segue, apressada, como se o nome fosse nada." Na conversa, Rita comentou que o verso "eu encosto a mao" a levou ao portao da casa onde cresceu, onde escrevia nomes de amigas para "não esquecer". Jonas discordou: para ele, o muro do poema lembra nomes apagados pela pressa da cidade, e o "finge nao ver" aponta uma escolha coletiva de ignorar. Outra participante acrescentou que, no bairro dela, nomes em muro viram recado e disputa. O mediador pediu que cada um retomasse um verso e explicasse o que ele faz sentir e pensar. Analise as leituras apresentadas pelo grupo e identifique a intervencao do mediador que melhor compartilha sentidos do poema, reconhecendo a tensao entre a experiencia pessoal e uma interpretacao coletiva.

  1. A) Reconhecer que o poema comporta memoria intima e denuncia social, e que ouvir ambas as leituras amplia o sentido do "nome".
  2. B) Afirmar que o sentido correto depende da intencao do autor, e que o grupo deve descobrir o que ele quis dizer.
  3. C) Defender que o poema fala apenas de injustica social, pois a cidade e culpada e toda leitura afetiva desvia do tema.
  4. D) Defender que o poema fala apenas de saudade, pois o eu lirico relata uma lembranca pessoal ao tocar o muro.
  5. E) Afirmar que qualquer interpretacao vale do mesmo modo, sem necessidade de justificar nos versos o que cada um entendeu.

✅ Resposta correta: alternativa A

Resolução passo a passo

  1. A questão pede a intervenção do mediador que reconhece a tensão entre a experiência pessoal (Rita e o portão da casa onde cresceu) e a leitura coletiva (Jonas e o descaso da cidade diante dos nomes apagados). Passo 2: O poema traz elementos que sustentam as duas leituras: a tinta grita um nome que não cabe, o muro lembra, quem passa finge não ver e a rua segue apressada, como se o nome fosse nada. Essas imagens permitem tanto a memória íntima quanto a denúncia social. Passo 3: A alternativa A reconhece exatamente essa coexistência e valoriza a escuta das duas leituras, o que amplia o sentido de 'nome'. Passo 4: As outras alternativas estão erradas: B supõe um sentido único fixado pela intenção do autor, o que não é a proposta do mediador; C nega a leitura afetiva, embora o próprio texto a sustente com o verbo lembrar e o gesto de encostar a mão; D reduz o poema à saudade, ignorando a crítica à pressa e ao finge não ver; E dispensa a justificativa nos versos, o que esvazia a discussão literária. Passo 5: Portanto, o gabarito oficial A está correto e coincide com a minha resolução.

💡 Dica: Compare as interpretações e identifique a intervenção que reconhece múltiplos sentidos do poema.

Alternativa por alternativa

A Correta

Articula leituras distintas sem anulá-las e evidencia a tensao entre afeto individual e gesto coletivo sugerida pelos versos.

B Erradaerro: Conceituala que mais engana

Acredita que a interpretação correta é a que coincide com a intenção do autor, como se o sentido estivesse fixado fora do texto e da leitura do grupo.

Por que engana: O aluno pode confundir interpretação pessoal com única correta, desconsiderando múltiplos sentidos do poema.

C Erradaerro: Interpretação

Entende que só a crítica social é legítima e que a leitura afetiva desvia do tema, ignorando que a lembrança e o gesto de encostar a mão também aparecem no poema.

D Erradaerro: Interpretação

Toma a lembrança pessoal como centro único do poema, lendo apenas o verso eu encosto a mão e deixando de lado a crítica à pressa e ao finge não ver.

E Erradaerro: Senso comum

Conclui que, por ser subjetiva, toda leitura vale igualmente, sem perceber que a interpretação precisa ser justificada com base nos versos.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Analisar
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade multipla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

interpretação literária múltipla

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

interpretação de textos poéticos · análise de múltiplas perspectivas

📚 Reveja

estude interpretação de textos poéticos e múltiplas leituras

⚠️ Erro mais comum

O aluno pode confundir interpretação pessoal com única correta, desconsiderando múltiplos sentidos do poema.

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

literario

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