— Moça, posso largar junto com os demais? — perguntou Renato, atleta que usa cadeira de rodas, ao retirar seu…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Moça, posso largar junto com os demais? — perguntou Renato, atleta que usa cadeira de rodas, ao retirar seu kit para uma corrida de 5 km promovida por uma empresa e pela prefeitura. A voluntária explicou que ele deveria sair depois do pelotão principal “para nao atrapalhar” e que, no fim, receberia uma medalha “de participacao”. Renato observou que o percurso divulgado incluía dois viadutos acessados por escadas e um trecho com calçada estreita, sem rebaixamento de guia. Ao comentar a situacao, um organizador afirmou que “o regulamento e o patrocínio ja estao fechados” e que mudar o trajeto poderia “tirar a cara competitiva do evento”. Nas redes sociais, apareceram mensagens elogiando a “boa vontade” de permitir a inscricao de pessoas com deficiência, mas sem discutir as condicoes reais de disputa e visibilidade. Analise a situacao descrita e identifique a medida da organizacao que mais enfrenta o capacitismo e a relacao de poder no evento, garantindo participacao com igualdade de condicoes na pratica corporal.
- A) Reservar a participacao de atletas com deficiencia para uma apresentacao antes da prova, sem interferir na corrida.
- B) Reformular percurso e regulamento com consulta a atletas com deficiencia, assegurando acessibilidade e premiacao equivalente.
- C) Exigir que atletas com deficiencia levem acompanhante para superar escadas, evitando alteracoes no trajeto.
- D) Manter o percurso e oferecer medalha de participacao, divulgando que o evento apoia a inclusao de todos.
- E) Criar uma largada separada e um trajeto menor para cadeiras de rodas, sem classificacao no resultado oficial.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A situação mostra barreiras concretas (escadas nos viadutos e calçada estreita sem rebaixamento de guia), além de uma lógica de exclusão disfarçada de boa vontade: largada depois do pelotão, medalha de participação e discurso de inclusão sem mudança real. Passo 2: O enunciado pede a medida que mais enfrenta o capacitismo e a relação de poder, garantindo participação com igualdade de condições na prática corporal. Passo 3: A alternativa B é a correta, pois reformular percurso e regulamento com consulta a atletas com deficiência ataca a barreira na raiz (acessibilidade real) e redistribui o poder de decisão, já que quem é afetado participa das escolhas; a premiação equivalente garante que a disputa seja de fato igual. Passo 4: A alternativa A está errada, pois cria uma apresentação segregada, sem disputa real e sem igualdade de condições. Passo 5: A alternativa C está errada, pois transfere ao atleta a responsabilidade de superar a barreira e mantém o trajeto inacessível. Passo 6: A alternativa D está errada, pois mantém o percurso inacessível e usa a inclusão apenas como discurso, com uma medalha simbólica. Passo 7: A alternativa E está errada, pois segrega a categoria e retira a classificação oficial, reduzindo o reconhecimento e a visibilidade dos atletas. Passo 8: O gabarito oficial coincide com a análise feita, não havendo discordância.
💡 Dica: Analise a situação e identifique a medida que promove igualdade e acessibilidade.
Alternativa por alternativa
Acredita que reservar um momento separado para atletas com deficiência já garante inclusão, sem perceber que eles continuam fora da competição real.
Enfrenta o preconceito ao mudar condicoes e decisao (poder) com participacao dos envolvidos, garantindo disputa e reconhecimento em igualdade.
Entende que a barreira é um problema pessoal do atleta, que deve ser superado com ajuda externa, e não uma falha do ambiente e do trajeto que precisam ser corrigidos.
Confunde inclusão simbólica (medalha e discurso de apoio) com igualdade de condições, ignorando que o percurso inacessível continua impedindo a participação.
Por que engana: Confundir inclusão com ações simbólicas que não garantem igualdade real de condições.
Considera que separar a largada e o percurso é a forma justa de incluir, sem perceber que a retirada da classificação oficial reforça a desigualdade de reconhecimento.
Raio-X da questão
inclusão e acessibilidade em esportes
avaliacao
direitos das pessoas com deficiência · acessibilidade em eventos esportivos
estude sobre acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência
Confundir inclusão com ações simbólicas que não garantem igualdade real de condições.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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