— Se a gente nao tiver o tabuleiro original, da para brincar mesmo assim? — perguntou uma aluna, ao abrir o…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Recriar, individual e coletivamente, e experimentar, na escola e fora dela, brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e demais práticas corporais tematizadas na escola, adequando-as aos espaços públicos disponíveis.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Se a gente nao tiver o tabuleiro original, da para brincar mesmo assim? — perguntou uma aluna, ao abrir o bau emprestado pelo centro cultural do bairro. No bau havia duas fichas: uma sobre o adugo (jogo de origem indigena, em que um jogador controla a “onca” e o outro controla “cachorros” que tentam cerca-la, vencendo ao deixa-la sem movimentos) e outra sobre o ouri (jogo de matriz africana, em que os jogadores “semeiam” graos, distribuindo-os casa a casa, para capturar e acumular mais pecas que o adversario). Para a feira da comunidade, o grupo teria uma mesa pequena, tampinhas, feijoes e fita adesiva. Entre os visitantes haveria uma crianca com baixa visao. O professor pediu que a estacao mantivesse o jeito de jogar, explicasse a origem e deixasse claro o que foi adaptado. Com base no texto, identifique a proposta que melhor recria os dois jogos com os materiais disponiveis, preservando suas regras centrais e valorizando suas origens culturais, com participacao segura.
- A) Unificar as regras em um so jogo, misturar “onca” com “semeadura”, e anunciar como versao moderna sem mencionar origens.
- B) Manter os jogos exatamente como nas fichas, usar pecas pequenas iguais, e evitar explicacoes para nao influenciar os visitantes.
- C) Montar tabuleiros simples, manter objetivos e turnos dos jogos, apresentar os nomes e origens, e usar tampinhas com relevo/contraste.
- D) Copiar apenas o desenho do tabuleiro, liberar movimentos sem vitoria definida, e focar no enfeite da mesa com temas de animais.
- E) Transformar os dois jogos em uma corrida de revezamento, explicar que sao “antigos”, e escolher vencedores pelo tempo mais rapido.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a proposta que recria os dois jogos (adugo e ouri) com os materiais disponíveis (mesa pequena, tampinhas, feijões e fita adesiva), preservando as regras centrais, valorizando as origens culturais e garantindo participação segura, inclusive para uma criança com baixa visão.
- Analisando as exigências, a proposta correta precisa cumprir quatro pontos: manter o jeito de jogar (objetivos e turnos), explicar a origem, deixar claro o que foi adaptado e tornar a participação acessível.
- A alternativa C atende a todos esses pontos: monta tabuleiros simples com fita adesiva e feijões/tampinhas, mantém os objetivos e turnos de cada jogo (cercar a onça ou deixá-la sem movimentos no adugo; semear, capturar e acumular peças no ouri), apresenta os nomes e as origens e usa tampinhas com relevo ou contraste para a criança com baixa visão.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Mistura os dois jogos e omite as origens, o que descaracteriza os jogos e contraria o objetivo de valorização cultural.
- B) Não faz adaptação alguma para a criança com baixa visão e proíbe explicações, o que impede a compreensão da origem e do que foi adaptado.
- C) É a alternativa correta, pois respeita regras, origens e acessibilidade.
- D) Remove as regras centrais (sem vitória definida), transformando os jogos em algo que não preserva sua essência.
- E) Troca os jogos por uma corrida de revezamento, altera completamente as regras e trata os jogos como apenas 'antigos', sem valorizar sua origem.
- Conclusão: a alternativa C é a única que preserva as regras centrais, valoriza as origens e promove participação segura com adaptações claras.
💡 Dica: Compare as opções com as regras centrais, a valorização das origens e a participação segura de todos.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que unificar os jogos em uma versão moderna é uma forma válida de recriá-los, sem perceber que isso descaracteriza as regras e apaga a origem cultural.
O aluno entende que manter o jogo idêntico e evitar explicações garante neutralidade, ignorando a exigência de acessibilidade para a criança com baixa visão e de explicar a origem.
Por que engana: Escolher uma adaptação que altera as regras centrais ou omite as origens culturais, ou ignorar recursos de contraste e relevo que favorecem a participação da criança com baixa visão.
Preserva a logica de cada jogo, explicita a origem e adapta materiais sem descaracterizar, incluindo recurso de acessibilidade citado no texto.
O aluno foca apenas na estética do tabuleiro e acha que liberar movimentos sem vitória definida não altera o jogo, desconsiderando que o objetivo (cercar a onça ou deixá-la sem movimentos) é uma regra central.
O aluno associa 'antigo' a algo que pode ser transformado em outra atividade e acredita que escolher vencedores pelo tempo preserva o jogo, quando na verdade as regras e os objetivos originais são alterados.
Raio-X da questão
Adaptação de jogos tradicionais
avaliacao
Regras e objetivos dos jogos · Respeito à diversidade cultural
Revise como adaptar jogos sem descaracterizar suas regras e como reconhecer e valorizar suas origens culturais.
Escolher uma adaptação que altera as regras centrais ou omite as origens culturais, ou ignorar recursos de contraste e relevo que favorecem a participação da criança com baixa visão.
multiculturalismo
tomada_decisao
cotidiano
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