— Aqui a gente chama de “jogo de semear” — contou Dona Lurdes, moradora do bairro, ao emprestar um tabuleiro…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio histórico cultural.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Aqui a gente chama de “jogo de semear” — contou Dona Lurdes, moradora do bairro, ao emprestar um tabuleiro de madeira com 12 buraquinhos e um punhado de sementes. Na roda, as criancas jogavam em duplas: cada pessoa escolhia um buraquinho do seu lado, pegava todas as sementes dali e ia espalhando pelos buraquinhos seguintes, sem pular nenhum, ate acabar. O objetivo era terminar com mais sementes guardadas. Para a feira cultural, a turma quis ensinar a brincadeira, mas so tinha caixas de ovos, feijoes e 10 minutos por rodada. Alguns colegas sugeriram mudar bastante as regras para ficar mais rapido; outros defenderam que a recriacao precisava respeitar o modo tradicional de jogar, mesmo usando materiais simples. Analise o texto e identifique a proposta que recria a brincadeira citada, adaptando materiais e tempo, sem mudar a forma principal de jogar.
- A) Manter a ideia de pontuar, trocando sementes por cartas e vencendo por sorteio
- B) Manter as sementes, jogando todas de uma vez no buraquinho seguinte para acelerar
- C) Manter o nome da brincadeira, acrescentando chutes a gol ao fim de cada rodada
- D) Manter o espalhamento sequencial, usando caixa de ovos e menos sementes em cada buraquinho
- E) Manter os buraquinhos, usando um dado para avançar casas como em jogo de trilha
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto descreve o jogo de semear: o jogador pega todas as sementes de um buraquinho e vai distribuindo uma a uma nos buraquinhos seguintes, sem pular nenhum. Essa forma de jogar é o que deve ser preservado na recriação. Passo 2: O enunciado pede uma recriação que adapte materiais (caixas de ovos e feijões) e tempo (10 minutos por rodada) sem mudar a forma principal de jogar. Passo 3: A alternativa D mantém o espalhamento sequencial, usa caixa de ovos como tabuleiro (uma caixa com 12 cavidades corresponde aos 12 buraquinhos) e diminui o número de sementes por buraquinho, o que ajuda a caber no tempo e no material. Passo 4: Por que as outras estão erradas: A troca o objetivo de pontuar por cartas e sorteio, o que altera a lógica do jogo; B quebra a regra de distribuir uma semente por vez, pois joga tudo de uma vez; C mantém apenas o nome da brincadeira e transforma a mecânica em chutes a gol; E substitui o espalhamento por dado e avanço de casas, como em jogo de trilha. Passo 5: Portanto, o gabarito D está correto, pois é a única proposta que adapta materiais e tempo preservando o modo tradicional de jogar.
💡 Dica: Compare as propostas com as regras originais para identificar a que mantém a essência do jogo.
Alternativa por alternativa
Acredita que recriar a brincadeira basta manter a ideia de pontuar, abandonando o espalhamento sequencial de sementes que define o jogo.
Entende que acelerar significa juntar todas as sementes e jogá-las de uma vez, o que descaracteriza a distribuição uma a uma pelos buraquinhos seguintes.
Por que engana: Confundir mudanças que alteram a essência do jogo com adaptações que mantêm a forma principal de jogar.
Confunde manter o nome da brincadeira com manter sua essência, achando que um novo jogo com chutes a gol ainda preserva o jogo de semear.
Preserva a logica de “semear” ao distribuir sementes de buraquinho em buraquinho, adaptando apenas material e quantidade.
Acredita que qualquer jogo com buraquinhos serve como recriação e troca a mecânica de semear por avanço com dado, como em trilha.
Raio-X da questão
adaptação de jogo tradicional
avaliacao
compreensão de regras de jogos
estudo das regras e características do jogo tradicional
Confundir mudanças que alteram a essência do jogo com adaptações que mantêm a forma principal de jogar.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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