Por que mapas oficiais de algumas epidemias históricas não coincidem com registros visuais e gráficos? Em um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares, para se comunicar, acessar e difundir informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que mapas oficiais de algumas epidemias históricas não coincidem com registros visuais e gráficos? Em um portal de acervos digitais, pesquisadores georreferenciaram um mapa oficial de áreas de quarentena da varíola no Rio de Janeiro em 1904, infográfico com número de casos por bairro (Centro: 120; Catumbi: 45; Andaraí: 210) e fotografias de pacientes atendidos pelo Serviço de Saúde Pública. Ao sobrepor o mapa digital e o infográfico, notou-se que a quarentena não incluía Andaraí, bairro com maior incidência. Além disso, as fotografias revelaram a presença de ambulatórios em áreas não demarcadas oficialmente. Esse procedimento indicou que a representação oficial silenciava populações periféricas. Analise o relato e identifique qual prática exemplifica a utilização crítica das linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica no estudo histórico em questão?
- A) aplicar a escala cartográfica do mapa para calcular a extensão territorial de cada bairro
- B) confiar nas delimitações oficiais do mapa digital como reflexo fiel da distribuição da epidemia
- C) analisar a disparidade entre o número de casos por bairro no infográfico e as áreas demarcadas no mapa oficial
- D) reconhecer a fidedignidade das fotografias na documentação das áreas de quarentena
- E) usar as cores originais do infográfico para reproduzir idêntica paleta em publicações acadêmicas
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o problema central do relato. Pesquisadores compararam três tipos de fontes sobre a varíola no Rio de Janeiro em 1904: um mapa oficial de quarentena, um infográfico com casos por bairro e fotografias de atendimento. A pergunta é qual prática usa essas linguagens de forma crítica, ou seja, questionando o que cada uma representa e o que deixa de fora.
- Resolva por conta própria. Uso crítico significa cruzar as fontes, verificar coerências e contradições e questionar quem produziu a representação e com que finalidade. O relato mostra exatamente isso: ao sobrepor o mapa e o infográfico, percebeu-se que Andaraí, com 210 casos, o maior número, ficou fora da quarentena, e que as fotos revelaram ambulatórios em áreas não demarcadas. Logo, a prática crítica é analisar a disparidade entre os dados numéricos do infográfico e as áreas demarcadas no mapa.
- Analise as alternativas erradas. A alternativa A trata de cálculo de escala, uma habilidade técnica que não questiona a fonte. A alternativa B aceita o mapa oficial como espelho fiel da realidade, justamente o oposto da leitura crítica. A alternativa D trata as fotografias como documentação neutra e fidedigna, ignorando que toda imagem é construída. A alternativa E propõe reproduzir cores de um infográfico sem análise, o que é apenas reprodução técnica.
- Compare com o gabarito. O gabarito oficial é C, que coincide com a conclusão obtida na resolução independente. Não há discordância.
💡 Dica: Compare as informações dos diferentes tipos de fontes para identificar contradições.
Alternativa por alternativa
O aluno entendeu que analisar fontes cartográficas se resume a operações técnicas, como medir áreas com a escala, sem perguntar o que o mapa omite ou representa.
O aluno considerou que o mapa oficial é uma representação neutra e fiel da distribuição da epidemia, sem perceber que ele pode silenciar populações.
Por que engana: O aluno pode aceitar as delimitações oficiais do mapa como verdade absoluta, sem questionar possíveis omissões.
Combina análise comparativa de dados gráficos e representação cartográfica para revelar vieses e omissões oficiais.
O aluno acreditou que fotografias são registros objetivos e fidedignos, sem reconhecer que a imagem também é produzida com intenções e escolhas.
O aluno entendeu que a análise de fontes gráficas envolve apenas reproduzir sua forma visual, sem examinar o conteúdo e os dados que ela transmite.
Raio-X da questão
análise crítica de fontes históricas
avaliacao
interpretação de fontes históricas · análise de dados visuais
estudo das linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica
O aluno pode aceitar as delimitações oficiais do mapa como verdade absoluta, sem questionar possíveis omissões.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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