Folhas secas rodopiam sob o alpendre de uma casa quase abandonada. De dentro, ouve-se o relógio da estante…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Folhas secas rodopiam sob o alpendre de uma casa quase abandonada. De dentro, ouve-se o relógio da estante: tic-tac, tic-tac, marcando cada segundo com impaciência. Lá fora, o vento uivava pelas frestas, como se carregasse sussurros antigos. Num tom súbito, um piso de madeira gemeu com um rangido longo, rompendo o silêncio espesso. Cada som parecia ganhar vida própria, transformando a casa em um cenário de mistério e tensão. Analise o texto e identifique qual recurso estilístico reproduz sons e amplifica a expressividade na leitura em voz alta.
- A) Uso de metáfora para estabelecer comparações simbólicas
- B) Uso de aliteração para repetir sons consonantais
- C) Uso de antítese para opor ideias contrastantes
- D) Uso de onomatopeia para representar sons no texto
- E) Uso de personificação para atribuir ação humana a objetos
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique o que a questão pede. Ela quer o recurso que reproduz sons e aumenta a expressividade na leitura em voz alta. Passo 2: Procure no texto palavras que imitam sons reais. Aparecem 'tic-tac' (o relógio), 'uivava' (o vento) e 'rangido longo' (o piso de madeira). Esses termos reproduzem sonoramente o que descrevem. Passo 3: Esse recurso se chama onomatopeia, que é a criação de palavras ou expressões que imitam sons da natureza, de objetos ou de animais. Passo 4: Por isso a alternativa D está correta. Passo 5: As outras alternativas estão erradas. A metáfora (A) compara por identidade simbólica, sem imitar sons, e o texto não faz essa comparação. A aliteração (B) repete sons consonantais, mas não é ela que o enunciado destaca como reprodução de sons do ambiente. A antítese (C) opõe ideias contrastantes, e não aparece no trecho. A personificação (E) atribui ações humanas a objetos, como o piso que 'gemeu', mas seu foco não é reproduzir sons. Passo 6: Conclusão: o gabarito oficial D está correto.
💡 Dica: Identifique o recurso que imita sons no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno pode confundir qualquer descrição expressiva com metáfora, achando que 'o vento uivava como se carregasse sussurros' já é uma comparação simbólica que reproduz o som.
O aluno pode ver repetição de sons em 'tic-tac' e 'rangido' e concluir que se trata de aliteração, sem perceber que a repetição de consoantes não é o recurso central para imitar sons.
Por que engana: Confundir onomatopeia com outros recursos como metáfora ou personificação.
O aluno pode achar que há contraste entre o 'silêncio espesso' e os sons, e tomar esse contraste como antítese, sem notar que não há oposição de ideias expressa no texto.
Onomatopeia reproduz sons (tic-tac, uivava, gemeu), intensificando a expressividade na leitura em voz alta.
O aluno pode perceber que o piso 'gemeu' e o relógio marca 'com impaciência', atribuindo sentimentos humanos aos objetos, e marcar personificação, sem reparar que o foco do enunciado é o som reproduzido.
Raio-X da questão
recurso estilístico onomatopeia
diagnostico
recursos estilísticos básicos
Estude os recursos estilísticos e suas funções no texto.
Confundir onomatopeia com outros recursos como metáfora ou personificação.
tomada_decisao
literario
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