Você já reparou que, às vezes, até objetos parecem ter vontades próprias? Foi isso que aconteceu quando um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Ler e compreender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Você já reparou que, às vezes, até objetos parecem ter vontades próprias? Foi isso que aconteceu quando um lápis procurou um médico. No recreio, João exibiu o objeto desconfiado: “O lápis foi ao médico!” Os colegas pediram explicação. Ele disse: “Ele não aguentava mais ficar sem ponta, sentia uma dor aguda!” Todos caíram na risada ao imaginar um entrevistador atendendo aquele lápis aflito. A piada virou motivo de diversão na escola, pois um objeto inanimado ganhou voz e sentimentos, como se fosse um paciente de verdade. Identifique no texto o recurso que cria o efeito de humor na piada apresentada.
- A) Hipérbole que exagera a situação
- B) Trocadilho com palavras que possuem duplo sentido
- C) Personificação de um objeto como ser humano
- D) Metáfora que compara o lápis a alguém doente
- E) Aliteração na repetição de sons para enfatizar a piada
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique a fonte do humor. A piada nasce do fato de um lápis, que é um objeto inanimado, ir ao médico, sentir dor aguda e ser atendido como se fosse um paciente de verdade. Passo 2: Reconheça o recurso. Atribuir características humanas, como voz, sentimentos, dor e aflição, a algo que não é humano chama-se personificação, também chamada prosopopeia. O próprio texto afirma que o objeto 'ganhou voz e sentimentos'. Passo 3: Verifique as alternativas erradas. A) Não há exagero para provocar o riso; a graça não está em ampliar uma quantidade ou intensidade, e sim em animar o objeto. B) Não há palavra explorada por dois sentidos, e o humor não depende de ambiguidade lexical. D) O lápis não é comparado a um doente; ele é tratado literalmente como doente, o que caracteriza personificação e não metáfora. E) Não há repetição sonora destacada; a piada não se apoia na sonoridade das palavras. Passo 4: Conclusão: o recurso que cria o efeito de humor é a personificação do lápis, alternativa C, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Identifique o recurso literário que atribui características humanas a objetos.
Alternativa por alternativa
Interpreta que a piada depende de exagero, achando que dizer que o lápis 'não aguentava mais' sem ponta ou sentia dor aguda é uma ampliação intencional da realidade. Não percebe que o exagero não é o foco da graça.
Procura um duplo sentido em palavras como 'ponta' ou 'médico' e acredita que o humor vem de um jogo de palavras. Confunde trocadilho com a situação absurda criada pela personificação.
A atribuição de voz e sentimentos ao lápis usa personificação, criando humor.
Acredita que o lápis é apenas comparado a um doente, confundindo metáfora com personificação. Não percebe que o texto atribui ao objeto a condição de ser humano e não uma semelhança figurada.
Por que engana: Confundir personificação com metáfora ou hipérbole ao identificar o recurso de humor.
Supõe que a repetição de sons, como em 'aguda' e 'ajuda' ou outras sonoridades, seja o recurso principal, pois associa qualquer repetição sonora ao humor. Não distingue aliteração de um efeito de sentido criado pela situação.
Raio-X da questão
personificação em texto literário
diagnostico
figuras de linguagem básicas
Estude figuras de linguagem, especialmente personificação.
Confundir personificação com metáfora ou hipérbole ao identificar o recurso de humor.
pensamento_critico
literario
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