No litoral do Brasil colonial, um cronista jesuíta descreveu a convivência entre aldeias tupinambás e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização dos processos históricos (continuidades e rupturas).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No litoral do Brasil colonial, um cronista jesuíta descreveu a convivência entre aldeias tupinambás e missionários portugueses. Segundo o relato, os indígenas eram convidados a trabalhar na construção de uma capela, aprendendo a usar ferramentas de ferro trazidas pelos missionários. Em troca, recebiam alimentos europeus. Ao circular nas aldeias, o cronista observou que quem insistia em realizar cerimônias tradicionais sem permissão era impedido de participar das feiras de troca de mantimentos organizadas pelos jesuítas. Alguns jovens indígenas passaram a falar português diariamente, enquanto outros continuavam a ensinar cantos e danças ancestrais apenas em segredo. Analise o texto e identifique a forma de exclusão sofrida por parte dos indígenas descrita pelo cronista.
- A) Distribuição de alimentos europeus como parte do trabalho na capela
- B) Aprendizagem do uso de ferramentas de ferro trazidas pelos missionários
- C) Adoção cotidiana do português entre os jovens indígenas
- D) Impedimento de participação nas feiras de troca por manter cerimônias tradicionais
- E) Realização de trocas de mantimentos entre missionários e aldeões
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado pergunta qual forma de exclusão sofrida pelos indígenas o cronista descreveu.
- O texto afirma que quem insistia em realizar cerimônias tradicionais sem permissão era impedido de participar das feiras de troca de mantimentos organizadas pelos jesuítas. Isso é uma exclusão, pois o indígena perde acesso a um benefício (alimentos) por causa de sua prática cultural.
- A alternativa D descreve exatamente essa situação: o impedimento de participar das feiras de troca por manter cerimônias tradicionais. Portanto, esta é a resposta correta, e concordo com o gabarito oficial.
- A alternativa A está errada, pois a distribuição de alimentos era uma recompensa pelo trabalho, não uma exclusão.
- A alternativa B está errada, pois aprender a usar ferramentas de ferro era parte do processo de convivência descrito, não uma forma de exclusão.
- A alternativa C está errada, pois a adoção do português pelos jovens é apresentada como fato cotidiano, sem qualquer punição associada.
- A alternativa E está errada, pois a troca de mantimentos entre missionários e aldeões é o mecanismo de convívio mencionado, e não uma forma de exclusão.
💡 Dica: Identifique no texto a forma de exclusão mencionada pelo cronista.
Alternativa por alternativa
O aluno entendeu que receber alimentos europeus era uma forma de punição ou de restrição, quando o texto apresenta esses alimentos como pagamento pelo trabalho na capela.
Por que engana: Confundir ações de convivência com formas de exclusão social descritas no texto.
O aluno considerou que aprender a usar ferramentas de ferro seria uma forma de afastamento da cultura indígena, mas o texto descreve essa aprendizagem como parte do trabalho convidado pelos missionários.
O aluno associou a fala do português a uma perda de identidade e tomou-a como exclusão cultural, quando o texto apenas relata o fato sem qualquer sanção.
O texto menciona que indígenas que realizavam cerimônias sem permissão eram proibidos de participar das feiras de mantimentos.
O aluno confundiu a troca de mantimentos, que é o mecanismo de convívio, com a exclusão, sem perceber que a exclusão descrita é a proibição de participar dessas trocas.
Raio-X da questão
exclusão social indígena colonial
avaliacao
colonização portuguesa no Brasil · relações indígenas e missionários
estude formas de exclusão social e cultural no Brasil colonial
Confundir ações de convivência com formas de exclusão social descritas no texto.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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