Em várias cidades das Américas, levantamento recente aponta que bairros com maior proporção de população negra…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas, com base na seleção e consulta de fontes de diferentes naturezas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em várias cidades das Américas, levantamento recente aponta que bairros com maior proporção de população negra apresentam índices de pobreza 30% acima da média nacional. Nas mesmas localidades, apenas 5% das vias públicas recebem nomes de líderes negros do período colonial, enquanto 45% homenageiam figuras associadas ao tráfico negreiro ou à elite escravista. Documentos de arquivo revelam que, no século XIX, a toponímia urbana foi deliberadamente usada para valorizar a memória dos proprietários de escravos. Pesquisa etnográfica local incluiu entrevistas com moradores sobre o significado dessas escolhas. A partir do texto, identifique o questionamento de pesquisa que melhor investiga como a toponímia urbana contribui para a manutenção das desigualdades raciais originadas no período escravista?
- A) Que influência teve a presença de comunidades quilombolas nos índices de pobreza regional nas localidades estudadas?
- B) Como a distribuição de nomes de ruas de líderes envolvidos no tráfico negreiro evidencia a perpetuação de desigualdades sociais?
- C) De que forma a proporção de moradores de ascendência africana influencia o desenvolvimento urbano nas cidades analisadas?
- D) Como a presença de monumentos relacionados ao período escravista contribui para a manutenção de desigualdades raciais atuais?
- E) Qual o impacto da adoção de políticas de cotas no acesso à educação para descendentes de escravizados nas Américas?
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o foco do texto. O texto relaciona a toponímia urbana, isto é, os nomes das ruas, com a valorização da memória de proprietários de escravos e com desigualdades raciais atuais, como a pobreza 30% acima da média nos bairros com maior proporção de população negra. Passo 2: Antes de olhar as alternativas, perceba que o questionamento correto precisa unir três elementos: nomes de vias públicas, memória do período escravista e manutenção de desigualdades raciais. Passo 3: Analise a alternativa A. Ela trata de quilombolas e pobreza regional, tema que não aparece no texto e não envolve a toponímia. Passo 4: Analise a alternativa B. Ela trata da distribuição de nomes de ruas de líderes ligados ao tráfico negreiro e de sua relação com a perpetuação de desigualdades sociais, reunindo os três elementos. Esta é a alternativa correta. Passo 5: Analise a alternativa C. Ela fala da proporção de moradores de ascendência africana e do desenvolvimento urbano, deixando de lado os nomes das vias, que é o centro do texto. Passo 6: Analise a alternativa D. Ela é a distratora mais forte, pois monumentos também são formas de memória pública, mas o texto fala especificamente de toponímia, isto é, de nomes de ruas, e não de monumentos. Passo 7: Analise a alternativa E. Ela trata de políticas de cotas na educação, tema de ação afirmativa que não é discutido no texto. Passo 8: Conclusão. O gabarito B está correto, pois é a única alternativa que investiga a toponímia urbana ligada à desigualdade racial de origem escravista, em linha com os dados e documentos apresentados.
💡 Dica: Analise como a toponímia urbana reflete e mantém desigualdades raciais históricas.
Alternativa por alternativa
O aluno desloca a discussão para quilombos e pobreza regional, como se a desigualdade racial dependesse da presença de comunidades quilombolas, sem perceber que o texto trata dos nomes de ruas.
Conecta diretamente a toponímia urbana (nomes de ruas) ao legado da escravidão e às desigualdades atuais, conforme o texto-base.
O aluno foca na proporção de moradores de ascendência africana e no desenvolvimento urbano, imaginando que a questão é demográfica, e ignora que o enunciado pergunta sobre os nomes das vias públicas.
O aluno considera que monumentos e nomes de ruas são a mesma coisa, ou seja, trata qualquer símbolo de memória pública como toponímia, quando a toponímia se refere especificamente aos nomes dos logradouros.
Por que engana: Confundir o foco da questão, relacionando pobreza ou políticas públicas sem conexão direta com a toponímia urbana.
O aluno associa desigualdade racial de imediato a políticas de cotas, uma resposta de senso comum sobre ações afirmativas, e não percebe que a questão investiga a memória urbana e não o acesso à educação.
Raio-X da questão
toponímia urbana e desigualdades raciais
diagnostico
desigualdades sociais históricas · memória e cultura urbana
estude a relação entre memória histórica e desigualdade racial
Confundir o foco da questão, relacionando pobreza ou políticas públicas sem conexão direta com a toponímia urbana.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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