Manchete fictícia: Comunidades de camponeses, em uma planície fértil na região central da África Oriental…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e contextualizar o protagonismo das populações locais na resistência ao imperialismo na África e Ásia.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Manchete fictícia: Comunidades de camponeses, em uma planície fértil na região central da África Oriental, enfrentam, no início do século XX, a demarcação forçada de suas terras por autoridades coloniais europeias. Dados ilustrativos apontam que, em 1905, chefes locais convocaram rituais religiosos que prometiam proteção contra armas estrangeiras — o “Maji”, água sagrada — e, a partir dessa crença, mobilizaram milhares de agricultores para atacar postos administrativos. Apesar da superioridade bélica dos colonizadores, os insurgentes ocuparam estradas estratégicas, destruíram armazéns de suprimentos e mantiveram bloqueios que atrasaram a expansão do domínio europeu por vários meses. Analise o texto-base e identifique de que forma as populações locais expressaram protagonismo na resistência ao imperialismo nessa situação.
- A) Promoveram negociações diplomáticas com autoridades coloniais para obter maior autonomia.
- B) Implementaram reformas internas inspiradas em modelos europeus para evitar o domínio estrangeiro.
- C) Formaram alianças militares com outras potências europeias para expulsar o colonizador.
- D) Organizaram levantes armados liderados por chefes tradicionais e rituais espirituais contra os colonizadores.
- E) Estabeleceram greves de trabalhadores para pressionar economicamente os colonizadores.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base. Ele descreve uma resistência de camponeses da África Oriental, no início do século XX, contra a demarcação de terras feita por autoridades coloniais europeias. O movimento se apoiou no ritual do Maji (água sagrada), mobilizou milhares de agricultores, atacou postos administrativos, ocupou estradas, destruiu armazéns e manteve bloqueios. Passo 2: Identifique a forma de protagonismo. As populações locais agiram por conta própria, com lideranças tradicionais e crenças religiosas como base de organização, e promoveram levantes armados contra o domínio colonial. Passo 3: Compare com a alternativa D, que fala em levantes armados liderados por chefes tradicionais e rituais espirituais contra os colonizadores. Ela corresponde exatamente ao que o texto descreve, por isso é a correta, e coincide com o gabarito oficial. Passo 4: Analise as demais alternativas. A଼ A) está errada porque o texto não menciona negociações diplomáticas, e a resistência foi de confronto direto. B) está errada porque não há reformas internas inspiradas em modelos europeus; o movimento buscava justamente afastar a influência europeia. C) está errada porque não há alianças com outras potências europeias, e o texto fala apenas em insurgentes locais contra os colonizadores. E) está errada porque greves de trabalhadores não aparecem no texto, que descreve ataques armados e bloqueios. Passo 5: Conclusão. A resposta é a alternativa D, pois ela reúne o protagonismo local (chefes tradicionais, camponeses mobilizados), a dimensão espiritual (o Maji) e a ação armada contra o imperialismo.
💡 Dica: Identifique a forma de resistência descrita no texto e relacione com o protagonismo local.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter imaginado que a resistência se deu por meio de negociação com o poder colonial, em busca de autonomia, sem perceber que o texto descreve ataques e bloqueios.
Por que engana: Confundir resistência armada com negociações diplomáticas ou greves, não relacionando com o contexto histórico e cultural.
O aluno pode ter associado resistência a modernização, supondo que os povos locais copiaram modelos europeus para se fortalecer, quando o texto fala de uma reação baseada em crenças tradicionais.
O aluno pode ter achado que expulsar o colonizador exigiria aliados europeus, deslocando para o campo externo uma luta que o texto apresenta como iniciativa dos próprios insurgentes africanos.
Os camponeses, orientados pelos chefes locais e pelo ritual do “Maji”, promoveram ofensivas contra estruturas coloniais, evidenciando ação direta e liderada internamente.
O aluno pode ter pensado em pressão econômica por greves, uma forma de luta operária comum em outros contextos, sem perceber que o texto descreve ações armadas, destruição de armazéns e bloqueios de estradas.
Raio-X da questão
resistência imperialismo africano
diagnostico
colonialismo e imperialismo · movimentos de resistência
estude formas de resistência ao imperialismo na África
Confundir resistência armada com negociações diplomáticas ou greves, não relacionando com o contexto histórico e cultural.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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