No grupo de mensagens da família, Miguel escreveu: “Tia, depois eu passo aí pra pegar os brinquedo”. A prima…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No grupo de mensagens da família, Miguel escreveu: “Tia, depois eu passo aí pra pegar os brinquedo”. A prima respondeu: “Escreve direito, menino. Assim parece que nem estudou”. O avô, que lia tudo em silêncio, comentou: “Na conversa do dia a dia, cada pessoa fala de um jeito. O importante é saber usar a forma mais adequada em cada situação”. Depois disso, Miguel reescreveu a mensagem para avisar sobre o encontro da turma da escola, mas continuou falando do mesmo modo quando conversava com os primos. À noite, a prima disse que o avô estava certo e que tinha exagerado na crítica. Considere a situação apresentada e identifique o sentido da fala do avô ao comentar a mensagem de Miguel.
- A) A fala sugere que Miguel fala errado e precisa abandonar seu modo de falar em casa.
- B) A fala confirma que só a norma-padrão garante comunicação correta em qualquer situação.
- C) A fala reconhece que toda variedade linguística tem valor e que a norma-padrão depende do contexto de uso.
- D) A fala indica que escrever e falar exigem sempre a mesma forma de expressão.
- E) A fala mostra que o modo de falar revela falta de estudo e menor capacidade intelectual.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. Miguel escreveu de forma informal ("pra pegar os brinquedo"), a prima criticou, e o avô comentou que cada pessoa fala de um jeito no dia a dia e que o importante é usar a forma mais adequada em cada situação.
- Identifique a ideia central da fala do avô. Ele não condena a forma informal de Miguel nem a considera errada em si; ele diz que a adequação depende da situação. Isso corresponde à alternativa C, que reconhece o valor de toda variedade linguística e mostra que a norma-padrão depende do contexto de uso.
- Confirme com o desfecho da história. Miguel reescreveu a mensagem de forma formal para avisar sobre o encontro da escola, mas manteve seu modo de falar com os primos. Isso mostra que ele entendeu o princípio de adequação, e não que deveria abandonar sua forma de falar.
- Analise as alternativas erradas. A) está errada porque o avô não diz que Miguel fala errado nem pede que ele abandone seu modo de falar. B) está errada porque o avô não afirma que só a norma-padrão garante comunicação correta, mas sim que o contexto determina a forma adequada. D) está errada porque o avô defende justamente que formas diferentes são adequadas em situações diferentes. E) está errada porque a fala do avô rejeita a ideia de que o modo de falar revela falta de estudo ou capacidade intelectual.
- Conclusão. A alternativa correta é a C, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise o contexto e o significado da fala do avô sobre variedades linguísticas.
Alternativa por alternativa
O aluno entendeu que a crítica da prima foi validada pelo avô, concluindo que a fala informal de Miguel é um erro a ser corrigido.
O aluno leu a fala do avô como uma defesa absoluta da norma-padrão, ignorando a ideia de que a forma adequada depende da situação.
Por que engana: Confundir norma-padrão com única forma correta de falar e desconsiderar o contexto comunicativo.
Correta. O avô distingue fala cotidiana e escrita formal, mostrando adequação linguística sem desvalorizar a variedade de Miguel.
O aluno interpretou a fala como uma exigência de uniformidade entre escrita e fala, quando o avô defende justamente adequar a forma a cada situação.
O aluno associou o jeito informal de falar a menor escolaridade ou inteligência, ideia que a crítica da prima sugere mas que o avô não endossa.
Raio-X da questão
variedades linguísticas e norma-padrão
diagnostico
variedades linguísticas · norma padrão
estude variedades linguísticas e uso contextual da norma-padrão
Confundir norma-padrão com única forma correta de falar e desconsiderar o contexto comunicativo.
pensamento_critico
cotidiano
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