ENEM - 2012 Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
ENEM - 2012 Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez. _DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979._ TEXTO II Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita. _HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado)._ Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume
- A) Defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.
- B) Entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.
- C) São legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.
- D) Concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.
- E) Atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Descartes, no primeiro texto, afirma que os sentidos são enganosos e que é prudente não confiar inteiramente em quem já nos enganou. Ele desconfia da confiabilidade dos sentidos como fonte segura de certeza. Passo 2: Hume, no segundo texto, afirma que toda ideia deve derivar de uma impressão sensorial. Para ele, os sentidos são a origem de todas as ideias, e a ausência de impressão sensorial indica que a ideia não tem significado. Passo 3: Comparando os dois, percebe-se que ambos tratam dos sentidos, mas atribuem a eles papéis diferentes no conhecimento. Descartes os considera uma fonte pouco confiável que a razão deve corrigir, enquanto Hume os toma como a base de toda ideia. Essa diferença de lugar é o que torna a alternativa E correta. Passo 4: A alternativa A está errada porque Descartes não defende os sentidos como critério legítimo de conhecimento, e sim os critica. Passo 5: A alternativa B está errada porque ambos os textos defendem justamente a necessidade de examinar ideias e suspeitar de seu significado. Passo 6: A alternativa C está errada porque Hume é empirista, e o criticismo associado a Kant tem outro sentido histórico, além de os dois autores não compartilharem essa posição sobre a gênese do conhecimento. Passo 7: A alternativa D está errada porque nenhum dos autores afirma que o conhecimento seja impossível; ambos buscam fundamentos para ele. Gabarito oficial E confirmado pela análise.
💡 Dica: Analise as ideias principais de cada autor antes de comparar.
Alternativa por alternativa
O aluno pensa que, por Descartes falar dos sentidos, ele os defende como critério originário do conhecimento, sem perceber que o texto os critica como enganosos.
Por que engana: Confundir as posições de Descartes e Hume sobre o papel dos sentidos no conhecimento, atribuindo a ambos a mesma visão.
O aluno entende que a suspeita sobre o significado das ideias seria algo dispensável, quando os dois textos justamente recomendam examinar e desconfiar de ideias sem fundamento.
O aluno associa o criticismo, termo ligado a Kant, a qualquer crítica ao conhecimento, e aplica o rótulo aos dois autores sem considerar que Hume é empirista e que a gênese do conhecimento é tratada de forma diferente por eles.
O aluno interpreta a dúvida dos autores sobre os sentidos e as ideias como negação da possibilidade de conhecimento, quando ambos buscam justificar e fundamentar o conhecimento.
Descartes valoriza a razão sobre os sentidos, enquanto Hume enfatiza a importância das impressões sensoriais, mostrando visões distintas sobre o conhecimento.
Raio-X da questão
natureza do conhecimento
avaliacao
natureza do conhecimento · filosofia moderna
Revisar as teorias de conhecimento de Descartes e Hume.
Confundir as posições de Descartes e Hume sobre o papel dos sentidos no conhecimento, atribuindo a ambos a mesma visão.
cidadania_etica
tomada_decisao
abstrato
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