Ao estudar a monarquia portuguesa dos séculos XV e XVI, uma turma reúne informações sobre a construção naval…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos (Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo, soberania etc.).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao estudar a monarquia portuguesa dos séculos XV e XVI, uma turma reúne informações sobre a construção naval ligada à Coroa: a autorização para construir embarcações dependia do poder régio, oficiais do rei participavam da administração e receitas alfandegárias eram destinadas à Coroa. Ao mesmo tempo, nobres conservavam terras e privilégios, e decisões fiscais podiam ser negociadas nas Cortes. Um estudante conclui que, como os nobres mantinham privilégios, o poder monárquico era apenas simbólico e o estaleiro funcionava por iniciativa autônoma dos comerciantes. Considerando o texto, como essa afirmação deve ser avaliada?
- A) A interpretação é parcialmente adequada: a autorização régia e as receitas alfandegárias mostram a presença da Coroa, mas a conservação de terras e privilégios indica que a organização dos estaleiros permanecia sob controle dos nobres.
- B) A conclusão é adequada: a administração régia e as receitas alfandegárias ampliaram a influência dos nobres, enquanto a negociação fiscal nas Cortes transferiu aos comerciantes a condução dos estaleiros e das decisões de construção naval.
- C) A afirmação é inadequada: a permanência de privilégios nobiliárquicos não torna simbólico o poder régio, e a administração e as receitas da Coroa indicam sua crescente capacidade de organizar a construção naval.
- D) A afirmação é inadequada: a arrecadação alfandegária beneficiava a Coroa, mas não demonstra sua capacidade de organizar a construção naval, cuja expansão dependia sobretudo da iniciativa comercial e das decisões negociadas nas Cortes.
- E) A afirmação é adequada: os privilégios dos nobres e a negociação fiscal nas Cortes limitavam a autoridade régia, de modo que a construção naval dependia principalmente da iniciativa autônoma dos comerciantes.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto informa que a construção de embarcações dependia de autorização régia, que oficiais do rei participavam da administração e que receitas alfandegárias eram destinadas à Coroa. Esses elementos mostram atuação efetiva do poder monárquico na construção naval.
- A permanência de terras e privilégios dos nobres e a negociação de questões fiscais nas Cortes indicam limites e negociações políticas, mas não tornam o poder do rei meramente simbólico nem transferem a organização dos estaleiros aos comerciantes.
- Portanto, a alternativa C avalia corretamente a conclusão do estudante: os dados apontam para uma crescente capacidade régia de organizar a construção naval. A alternativa A erra ao atribuir o controle dos estaleiros aos nobres; B e E inventam uma transferência de controle aos comerciantes; D desconsidera que a autorização régia e a administração por oficiais do rei demonstram capacidade organizadora da Coroa.
💡 Dica: Separe a permanência dos privilégios nobiliárquicos da capacidade administrativa e fiscal da Coroa.
Alternativa por alternativa
Supõe que a conservação de privilégios nobiliárquicos implica controle dos estaleiros pelos nobres, embora o texto atribua autorização e administração à Coroa.
Confunde a negociação fiscal nas Cortes com transferência da condução dos estaleiros e das decisões navais aos comerciantes, algo que o texto não afirma.
A conservação de privilégios e a negociação nas Cortes coexistiam com a ampliação da administração e da arrecadação régias. Os indícios apresentados vinculam a construção naval à autoridade da Coroa, não a uma iniciativa mercantil autônoma.
Considera a arrecadação insuficiente para demonstrar organização régia e ignora a autorização para construir embarcações e a participação dos oficiais do rei.
Conclui que privilégios nobiliárquicos e negociações nas Cortes tornam a autoridade régia secundária e dão autonomia aos comerciantes, apesar dos mecanismos régios descritos.
Por que engana: Inferir que a permanência de privilégios nobiliárquicos anulava o poder da Coroa e entregava a construção naval aos comerciantes.
Raio-X da questão
Centralização monárquica portuguesa e construção naval
avaliacao
Monarquia e poder régio · Privilégios da nobreza e funcionamento das Cortes
Formação do Estado moderno português
Inferir que a permanência de privilégios nobiliárquicos anulava o poder da Coroa e entregava a construção naval aos comerciantes.
Cidadania e organização do poder político
historico
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