Em uma monarquia europeia da Idade Moderna, o soberano passou a manter um exército permanente, cobrar tributos…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma monarquia europeia da Idade Moderna, o soberano passou a manter um exército permanente, cobrar tributos por agentes da Coroa e nomear funcionários para aplicar decisões em diferentes regiões. Essas medidas reduziram a autonomia de autoridades locais, mas não eliminaram os privilégios da nobreza nem os conflitos entre o rei e grupos regionais. Considerando a situação apresentada, qual interpretação explica melhor a lógica de formação e funcionamento dessa monarquia?
- A) A centralização política eliminou os privilégios da nobreza e estabeleceu uma autoridade régia absoluta, sem necessidade de negociações com grupos privilegiados.
- B) A formação monárquica resultou da preservação da autonomia das autoridades locais, enquanto o exército permanente e a cobrança de tributos apenas acompanharam esse processo.
- C) A centralização política substituiu a autoridade do soberano por uma administração controlada principalmente pelas autoridades locais e pelos grupos regionais.
- D) Os conflitos regionais indicam que a monarquia não criou instrumentos permanentes de governo nem conseguiu ampliar a autoridade do soberano.
- E) A centralização política ampliou a autoridade régia por meio de instituições permanentes, embora dependesse de negociações e enfrentasse resistências de grupos privilegiados.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve três medidas de centralização: exército permanente, cobrança de tributos por agentes da Coroa e nomeação de funcionários para aplicar decisões nas regiões. Isso mostra o fortalecimento do poder do soberano. Ao mesmo tempo, o texto diz que a nobreza mantém privilégios e que há conflitos entre o rei e grupos regionais, ou seja, o poder régio não é total nem eliminou as forças locais. Passo 2: A alternativa E junta esses dois aspectos: a autoridade régia se amplia por instituições permanentes e, ao mesmo tempo, depende de negociações e enfrenta resistências. Essa é a leitura que explica a lógica da monarquia moderna, em que o rei centraliza o governo, mas precisa conviver e negociar com privilégios e poderes regionais. Passo 3: A alternativa A está errada porque afirma que os privilégios foram eliminados e que não havia negociação, o que contraria o texto, que diz que os privilégios permaneceram. Passo 4: A alternativa B está errada porque inverte o processo: o texto fala em redução da autonomia local, não em sua preservação, e trata o exército e os tributos como parte central da formação monárquica. Passo 5: A alternativa C está errada porque sugere que o soberano foi substituído por autoridades locais, o que é o oposto da centralização descrita. Passo 6: A alternativa D está errada porque nega a criação de instrumentos permanentes de governo, quando o exército, os tributos e os funcionários são justamente esses instrumentos. Passo 7: Gabarito oficial E confirmado: é a única alternativa que reconhece simultaneamente a ampliação do poder régio e os limites impostos pela negociação e pelas resistências.
💡 Dica: identificar que centralização não eliminou privilégios nem conflitos
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a centralização acabou com a nobreza e deu ao rei um poder absoluto sem concessões, ignorando que o texto afirma que os privilégios permaneceram.
Por que engana: confundir centralização com absolutismo pleno
O aluno entende que a monarquia se formou para preservar a autonomia local, tratando o exército e os tributos como efeitos secundários, quando o texto mostra essas medidas como o centro do fortalecimento régio.
O aluno confunde centralização com transferência do poder para autoridades locais e grupos regionais, invertendo a direção do processo descrito no enunciado.
O aluno toma os conflitos regionais como prova de fraqueza do soberano e conclui que não houve instrumentos permanentes de governo, desconsiderando que exército, tributos e funcionários são exatamente esses instrumentos.
A criação de exército, sistema tributário e funcionários da Coroa fortaleceu o poder do rei e reduziu autonomias locais. Porém, a permanência de privilégios e conflitos mostra que a centralização não foi absoluta nem ocorreu sem negociações.
Raio-X da questão
centralização política em monarquias modernas
interpretar processo
formas de governo monárquico · estrutura social da Idade Moderna
privilégios da nobreza e conflitos regionais
confundir centralização com absolutismo pleno
cidadania e poder
pensamento crítico
ensino médio, histór
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