Uma das ironias interessantes da vida é que o silêncio, normalmente associado à passividade, seja uma força…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma das ironias interessantes da vida é que o silêncio, normalmente associado à passividade, seja uma força tão poderosa. O silêncio pode ajudar a nossa concentração e nos deixar mais calmos, introspectivos e talvez até mais sábios. E, com frequência, o silêncio consegue transmitir uma ideia com muito mais eficiência do que o argumento mais persuasivo. Primeiramente, considere como o silêncio é importante para o aprendizado. Quando falamos, é difícil aprender mais do que aquilo que já sabemos. Mas quando ouvimos em silêncio aquilo que os outros têm a dizer, novos mundos ficam à nossa disposição. Podemos começar a entender as coisas do ponto de vista de outros, e podemos ter acesso àquilo que eles sabem e nós não sabemos. À medida que escutamos algumas preocupações e opiniões dos outros, libertamo-nos, por uns momentos, das preocupações com nossos próprios problemas autocentrados e podemos aprender um pouco sobre como é estar na pele de outra pessoa. Ouvir em silêncio é o segredo para uma experiência de vida mais completa, mais informada e mais empática. (...) O silêncio oferece, ainda, um outro tesouro valioso – ele nos dá a oportunidade de escutar a nós mesmos. (...) Podemos, então, aprender a escutar a nós mesmos de uma forma nova e mais eficiente, escutando o que nossa voz interior tem para nos ensinar. (MANZ, Charles C. Felicidade: a escolha é sua. Rio de Janeiro: Editora Best Seller, 2005. Adaptado.) Quando falamos, é difícil aprender mais do que aquilo que já sabemos. Mas quando ouvimos em silêncio aquilo que os outros têm a dizer, novos mundos ficam à nossa disposição. Acrescentando a palavra que após a palavra destacada no trecho – ... é difícil aprender mais do que aquilo... – algumas alterações são exigidas para atender ao padrão normativo gramatical. Assinale a alternativa que apresenta o resultado correto dessas alterações sem que o sentido original do trecho seja prejudicado. (ETEC 2009)
- A) ... é difícil que aprendemos mais do que aquilo...
- B) ... é difícil que aprendamos mais do que aquilo...
- C) ... é difícil que se aprenda mais do que aquilo...
- D) ... é difícil que se aprendam mais do que aquilo...
- E) ... é difícil que temos aprendido mais do que aquilo...
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique a estrutura. Ao acrescentar 'que' após 'é difícil', forma-se uma oração subordinada substantiva subjetiva, que exige o verbo no modo subjuntivo.
- Identifique o sujeito. O sujeito de 'aprender' é o 'nós' implícito de 'quando falamos', portanto o verbo deve estar na 1a pessoa do plural.
- Aplique o presente do subjuntivo: aprendamos. Resultado: 'é difícil que aprendamos mais do que aquilo', que mantém o sentido original. Alternativa B correta.
- A alternativa A usa indicativo, errado após a expressão de avaliação. A alternativa C troca o sujeito por 'se' indeterminado, perdendo a referência ao nós. A alternativa D faz o mesmo com plural indeterminado. A alternativa E usa tempo composto do indicativo, incompatível com o subjuntivo exigido.
💡 Dica: Após 'é difícil que', use o subjuntivo e mantenha o sujeito nós.
Alternativa por alternativa
O aluno acrescenta o 'que' e mantém o verbo no indicativo, sem reconhecer a necessidade do subjuntivo após expressão de avaliação.
Por que engana: Manter o indicativo após expressão de avaliação
CORRETA. 'é difícil que aprendamos' usa o presente do subjuntivo na 1a pessoa do plural, concordando com o sujeito nós, e preserva o sentido original.
O aluno usa o 'se' de sujeito indeterminado por achar que a frase é geral, sem perceber que o sujeito é o nós do texto.
O aluno troca o sujeito por um plural indeterminado, pensando que o verbo deve concordar com 'aquilo que' ou com um coletivo genérico.
O aluno aplica um tempo composto do indicativo, confundindo a ideia de ação já ocorrida com a estrutura modal exigida.
Raio-X da questão
Modo subjuntivo em oração subjetiva com 'que'
avaliacao
Modos verbais (indicativo e subjuntivo) · Sujeito e concordância verbal
Concordância verbal e modos verbais
Manter o indicativo após expressão de avaliação
abstrato
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