Em uma investigação escolar sobre um monumento de pedra encontrado em um sítio arqueológico do Nordeste…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar diferentes leituras do céu e explicações sobre a origem da Terra, do Sol ou do Sistema Solar às necessidades de distintas culturas (agricultura, caça, mito, orientação espacial e temporal etc.).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma investigação escolar sobre um monumento de pedra encontrado em um sítio arqueológico do Nordeste brasileiro, os estudantes observaram uma base circular e uma parte estreita elevada. A forma lembrava um foguete moderno. O monumento também estava orientado para uma região do céu onde o Sol aparece em determinada época do ano. A partir dessa semelhança visual, o grupo levantou a hipótese de que o monumento poderia representar uma leitura do céu e estar ligado a explicações simbólicas sobre a origem da Terra. O professor ressaltou que uma analogia ajuda a formular hipóteses, mas precisa ser comparada com outros vestígios e evidências do local. Considerando o texto-base, como a analogia entre o monumento e um foguete moderno contribui para a interpretação do vestígio arqueológico?
- A) A semelhança permite concluir que todos os monumentos com base circular e parte elevada representavam foguetes.
- B) A semelhança demonstra que os foguetes modernos foram criados a partir desse monumento antigo.
- C) A semelhança orienta uma hipótese sobre a relação do monumento com o céu, mas não comprova que seus construtores dominavam a tecnologia dos foguetes.
- D) A semelhança mostra que o monumento era necessariamente um observatório criado para explicar a origem da Terra.
- E) A semelhança comprova que os construtores conheciam a tecnologia dos foguetes e usavam o monumento para representá-la.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. A analogia entre o monumento e um foguete moderno surge apenas da semelhança visual (base circular e parte estreita elevada). Além disso, o monumento está orientado para uma região do céu onde o Sol aparece em certa época do ano, o que sugere uma possível leitura astronômica. Esses dados sustentam uma hipótese, e não uma conclusão definitiva. Passo 2: Resolvendo por conta própria, a função da analogia é orientar a formulação de hipóteses sobre o significado do vestígio, por exemplo a relação com o céu e com explicações simbólicas. O texto também afirma que a hipótese precisa ser comparada com outros vestígios e evidências do local. Assim, a analogia não prova que os construtores dominavam tecnologia de foguetes, pois essa afirmação exigiria evidências independentes. Passo 3: A alternativa C expressa exatamente isso: a semelhança orienta uma hipótese sobre a relação do monumento com o céu, mas não comprova o domínio tecnológico dos construtores. Passo 4: Por que as outras estão erradas: A) generaliza indevidamente, pois uma semelhança visual não permite concluir que todos os monumentos com base circular representavam foguetes. B) inverte a relação temporal e causal, já que nada no texto indica que foguetes modernos derivaram de um monumento antigo. D) transforma uma hipótese em certeza ao afirmar que o monumento era necessariamente um observatório. E) afirma como comprovado algo que o texto apresenta apenas como hipótese, sem evidências adicionais. Passo 5: Conclusão: o gabarito oficial C está correto e coincide com a resolução feita de forma independente.
💡 Dica: focar no papel da analogia e na necessidade de evidências adicionais
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a semelhança visual é prova suficiente para classificar todos os monumentos semelhantes como foguetes, generalizando a partir de um único caso.
O aluno inverte a relação entre o monumento e os foguetes, supondo que a tecnologia moderna teria sido criada a partir do monumento antigo, o que o texto não sustenta.
A forma parecida com a de um foguete pode estimular uma hipótese sobre o significado do monumento e sua relação com a observação do céu. Porém, uma semelhança visual, sozinha, não prova que os construtores conheciam ou utilizavam foguetes.
O aluno transforma uma hipótese em certeza, concluindo que o monumento era necessariamente um observatório destinado a explicar a origem da Terra, quando o texto apenas levanta essa possibilidade.
O aluno considera que a analogia comprova o conhecimento tecnológico dos construtores, ignorando que o texto trata a semelhança apenas como ponto de partida para hipóteses que ainda exigem comparação com outras evidências.
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