Durante muito tempo, alguns estudiosos dividiram a trajetória humana entre "pré-história", período sem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante muito tempo, alguns estudiosos dividiram a trajetória humana entre "pré-história", período sem documentos escritos, e "história", iniciada com a escrita. Essa divisão contribuiu para apresentar as sociedades letradas como mais avançadas. Pesquisas atuais, porém, reconhecem que povos sem escrita também produzem história e preservam experiências por meio de relatos orais, objetos, construções e outras formas de memória. Na Mesopotâmia, a escrita cuneiforme surgiu em um processo ligado às necessidades e práticas de determinadas sociedades, não como prova de superioridade sobre outros povos. Com base no texto, qual crítica pode ser feita à ideia de que a escrita tornou os povos mesopotâmicos superiores às sociedades sem escrita?
- A) A presença da escrita não define a superioridade de um povo, pois diferentes sociedades registram e transmitem experiências de maneiras diversas.
- B) A presença da escrita tornou todas as sociedades mesopotâmicas igualmente desenvolvidas, sem diferenças políticas, econômicas ou culturais entre elas.
- C) A presença da escrita foi consequência da superioridade natural dos mesopotâmicos, que já possuíam capacidades inexistentes nos povos sem escrita.
- D) A presença da escrita eliminou as demais formas de memória na Mesopotâmia, tornando desnecessários os relatos orais e os objetos.
- E) A presença da escrita comprova a superioridade mesopotâmica, pois somente documentos escritos permitem conhecer experiências humanas do passado.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. O texto critica a divisão entre pré-história (sem escrita) e história (com escrita), pois essa divisão apresentava as sociedades letradas como mais avançadas.
- O texto afirma que povos sem escrita também produzem história e preservam experiências por meio de relatos orais, objetos, construções e outras formas de memória. Ou seja, a escrita é apenas uma forma entre várias de registrar e transmitir experiências.
- Portanto, a crítica pedida é que a escrita não define superioridade. A alternativa A diz exatamente isso: diferentes sociedades registram e transmitem experiências de maneiras diversas, logo a escrita não serve como critério de superioridade. Está correta.
- Por que as outras estão erradas:
- B) Afirma uma igualdade total entre sociedades mesopotâmicas, algo que o texto não diz e que não se extrai da crítica feita.
- C) Atribui a escrita a uma superioridade natural, o que o texto rejeita expressamente ao dizer que a escrita não é prova de superioridade.
- D) Diz que a escrita eliminou outras formas de memória, contrariando o texto, que mostra a coexistência de diferentes formas de memória.
- E) Repete justamente a ideia que o texto critica, ao afirmar que a escrita comprova superioridade.
- Conclusão: a alternativa A é a crítica adequada, coerente com o texto e com o gabarito oficial.
💡 Dica: Escolha a alternativa que rejeita a superioridade baseada na escrita.
Alternativa por alternativa
A alternativa critica corretamente a hierarquia cultural e reconhece a diversidade das formas de memória histórica.
O aluno pode ter entendido que a crítica à superioridade implica igualdade total entre todas as sociedades, ignorando diferenças políticas e culturais que o texto não nega.
O aluno pode ter invertido a ideia central do texto, supondo que a escrita reflete uma capacidade natural superior dos mesopotâmicos, quando o texto afirma que a escrita surgiu de necessidades sociais específicas.
O aluno pode ter imaginado que uma forma de registro substitui todas as outras, como se a escrita apagasse a oralidade e os objetos, ideia que o texto não sustenta.
O aluno pode ter confundido a crítica com a própria tese que ela combate, aceitando que somente documentos escritos dão acesso ao passado, o que é justamente a visão contestada no texto.
Por que engana: Confundir escrita com superioridade cultural.
Raio-X da questão
Crítica ao evolucionismo histórico.
Problematizar a opos
Conceito de pré-história e história. · Usos sociais da escrita e da memória.
Diversidade das formas de registro e memória.
Confundir escrita com superioridade cultural.
Diversidade cultural e direitos humanos.
Respeito à diversidade cultural.
Debate sobre escrita
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