“A luz precisa convidar, não invadir”, afirmou a artista responsável por uma instalação temporária em uma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“A luz precisa convidar, não invadir”, afirmou a artista responsável por uma instalação temporária em uma praça. A obra prevê módulos luminosos que mudam de cor conforme ritmos gravados por participantes do bairro. O desenho inicial ocupa uma passagem estreita e concentra as apresentações após as 23 horas. Na reunião aberta, trabalhadores noturnos informaram que atravessam a praça nesse horário, moradores apontaram a incidência de luz nas janelas e pessoas que usam cadeira de rodas solicitaram a utilização do percurso mais amplo. O orçamento prevê a compra de 80 módulos de LED para apenas duas noites, sem definição sobre seu destino posterior. A artista explicou que a disposição das luzes e a duração das sequências podem ser alteradas sem descaracterizar a proposta estética. Analise as condições apresentadas e identifique a proposta que recria a instalação de modo coerente com sua linguagem artística e com o bem comum.
- A) Organizar sessões curtas em percurso acessível, pactuadas com moradores, usando módulos LED locados e reutilizáveis.
- B) Organizar a instalação no corredor estreito, oferecendo transmissão on-line como única alternativa de acesso.
- C) Organizar o evento com refletores de alta potência comprados para uso único, evitando mudanças no desenho.
- D) Organizar visitas com ingresso e horário único, preservando a sequência original sem consultar usuários da praça.
- E) Organizar sessões apenas após as 23 horas, ampliando a intensidade da luz para compensar a menor circulação.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado apresenta um conflito entre a proposta estética da instalação (luz que convida, não invade) e as condições reais: passagem estreita, horário noturno que afeta moradores e trabalhadores, dificuldade de acesso para cadeirantes, orçamento de 80 módulos para apenas duas noites e falta de destino definido para o material. Passo 2: Pelo próprio texto, a artista afirma que disposição das luzes e duração das sequências podem mudar sem descaracterizar a obra. Logo, é possível adaptar o projeto sem perder sua linguagem. Passo 3: A alternativa A reúne as correções necessárias: sessões curtas reduzem a invasão luminosa, o percurso acessível atende cadeirantes, a pactuação com moradores responde às queixas da reunião aberta, e módulos locados e reutilizáveis evitam compra descartável sem destino. Passo 4: A alternativa B é errada porque mantém o corredor estreito e ainda limita o acesso à transmissão on-line, excluindo quem está no bairro. A alternativa C é errada porque compra refletores de alta potência para uso único, contrariando a ideia de luz que não invade e o bem comum. A alternativa D é errada porque ignora a consulta aos usuários da praça e cria barreira de ingresso em espaço público. A alternativa E é errada porque concentra a luz após as 23 horas com mais intensidade, agravando exatamente a invasão apontada pelos moradores.
💡 Dica: Considere as necessidades dos diferentes grupos e a proposta estética da obra.
Alternativa por alternativa
A proposta preserva a composição luminosa, adapta a experiência aos usuários da praça e reduz a compra de materiais para uso breve.
O aluno acredita que levar a obra para a internet resolve o problema de acesso, sem perceber que a exclusão de quem está na praça e a manutenção do corredor estreito continuam.
O aluno entende que mais potência luminosa e compra descartável são sinônimos de qualidade artística, ignorando a condição de não invadir e a questão do destino dos materiais.
O aluno confunde preservar a obra com manter integralmente o formato original, deixando de lado que o texto exige consulta à comunidade e que a própria artista admite ajustes.
O aluno pensa que, se há menos gente circulando à noite, basta concentrar mais luz, sem considerar que a queixa dos moradores é justamente a incidência de luz nas janelas.
Raio-X da questão
arte, acessibilidade, convivência social
diagnostico
interpretação de texto artístico · noções de acessibilidade
estudo sobre arte pública e inclusão social
Ignorar as necessidades dos usuários da praça e focar apenas na estética da instalação.
multiculturalismo
empatia
cotidiano
Questões parecidas com resolução
- — As vitrines vazias do mercado podem receber nossa produção, mas os feirantes precisam continuar vendo os produtos e…
- — A luz muda muito entre a saída da escola e o salão da associação de moradores — comentou uma estudante durante a…
- Como mandar uma obra de arte sem quebrar no caminho? Essa foi a pergunta de um grupo que vai participar de uma mostra em…
- — Quando a luz muda de lugar, a sombra também pode fazer parte do trabalho? — perguntou uma estudante durante a oficina…
- Como confiar no que se vê na tela? Em rodas semanais na biblioteca do bairro, um coletivo de estudantes reuniu 18…
- — A mostra precisa conversar com todos, e não apenas com quem já frequenta galerias — afirmou a coordenadora da feira…
Todas as questões de Relação das práticas artísticas com dimensões sociais e culturais
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
