Como confiar no que se vê na tela? Em rodas semanais na biblioteca do bairro, um coletivo de estudantes reuniu…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de maneira crítica, criativa, solidária e ética.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Como confiar no que se vê na tela? Em rodas semanais na biblioteca do bairro, um coletivo de estudantes reuniu 18 exemplos de vídeos e áudios manipulados que circularam em grupos de mensagem e geraram brigas entre vizinhos. Ao mapear onde os boatos se espalham com mais força, eles apontaram três pontos de encontro: o terminal de ônibus, a fila da unidade de saúde e a feira de domingo. O grupo tem poucos recursos: um projetor emprestado duas vezes por semana, uma caixa de som e materiais para impressão simples. Eles combinaram que a ação precisa (1) evitar expor pessoas citadas nos boatos, (2) convidar o público a participar, sem virar sermão, e (3) deixar algo que continue circulando depois da apresentação, inclusive para quem quase não usa internet. Analise as condições e objetivos do coletivo e identifique a proposta que melhor transforma o mapeamento do problema em uma atuação artística e cultural capaz de enfrentar a desinformação no bairro.
- A) Pintar um mural abstrato no terminal, sem menção aos boatos, para melhorar o clima e evitar conflitos na comunidade.
- B) Organizar uma palestra com especialistas, exibindo os materiais coletados e distribuindo uma lista de fontes confiáveis.
- C) Promover uma intervenção de teatro-fórum com projeções editadas, mediação do público e zine impresso com perguntas de checagem.
- D) Montar uma instalação que reproduz integralmente os vídeos manipulados, sem mediação, para chocar e conscientizar rapidamente.
- E) Criar uma campanha apenas em redes sociais, com posts diários e um filtro para denunciar conteúdos suspeitos nos grupos.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique as condições do coletivo: poucos recursos (projetor emprestado duas vezes por semana, uma caixa de som, impressão simples), três pontos de encontro (terminal, fila da unidade de saúde, feira), e três combinados: não expor pessoas citadas, convidar o público sem sermão e deixar algo que continue circulando, inclusive para quem usa pouco a internet.
- Verifique qual alternativa atende a todos esses critérios ao mesmo tempo. A alternativa C usa teatro-fórum, que convida o público a participar e intervir na cena, evitando o tom de sermão; usa projeções editadas, compatíveis com o projetor disponível; faz a intervenção nos locais de maior circulação do boato; e deixa um zine impresso com perguntas de checagem, que continua circulando e não depende de internet.
- Por que as outras estão erradas: A ignora o problema, pois o mural abstrato não aborda os boatos nem o objetivo de enfrentar a desinformação. B é centrada em palestra com especialistas, formato expositivo que tende ao sermão e não convida a participação ativa. D reproduz vídeos manipulados sem mediação, o que pode reforçar o boato e não cumpre a regra de não expor pessoas citadas. E depende de redes sociais, contrariando a exigência de alcançar quem quase não usa internet e de deixar algo duradouro no bairro.
- Conclusão: a alternativa C é a única que transforma o mapeamento em ação artística e cultural coerente com recursos, locais e combinados do grupo.
💡 Dica: Considere os objetivos do coletivo e o contexto para propor uma ação artística adequada.
Alternativa por alternativa
Acredita que uma ação artística precisa apenas melhorar o clima local, sem enfrentar diretamente o tema da desinformação mapeado pelo grupo.
Entende que informar o público com especialistas e listas de fontes basta para combater boatos, ignorando a exigência de convidar à participação sem sermão.
Articula linguagem cênica e visual, participação e circulação (zine), atende restrições e evita exposição direta ao editar e mediar.
Supõe que expor o conteúdo manipulado integralmente chocaria e conscientizaria rapidamente, sem perceber que a reprodução sem mediação pode reforçar o boato e expor pessoas citadas.
Acredita que a solução está nas redes sociais, desconsiderando que o enunciado exige ações acessíveis a quem quase não usa internet e que deixem algo duradouro no bairro.
Raio-X da questão
desinformação, ação artística, participação
diagnostico
compreensão de desinformação · ações culturais participativas
estude formas de comunicação artística e cultural para combater desinformação
Confundir ações artísticas com simples apresentações sem considerar o contexto social e a participação do público.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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