Por que tanta gente acredita em “cura milagrosa” que chega pelo celular? Num centro cultural de bairro, uma…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de maneira crítica, criativa, solidária e ética.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que tanta gente acredita em “cura milagrosa” que chega pelo celular? Num centro cultural de bairro, uma equipe de mediação relatou que, em um mês, circularam em grupos locais de mensagens pelo menos 12 boatos sobre saúde, alguns com vídeos editados e frases de “especialistas” sem identificação. Para reagir, o centro convidou estudantes a criar uma ação artística de baixo custo para a praça e para o mural externo do prédio. A proposta precisa partir de um mapeamento: que boatos aparecem mais, em quais espaços circulam e quem pode ajudar a confrontá-los (feira, escola, posto de saúde, associação). A equipe também pediu que a ação convide o público a participar, evite expor pessoas ou prints de conversas e ofereça formas de acesso para quem tem baixa visão ou baixa leitura. Com base no texto, identifique a proposta que melhor cria uma atuação artística e cultural, a partir de um mapeamento do problema, para enfrentar a desinformação sem expor indivíduos.
- A) Reproduzir cartazes prontos de campanhas oficiais, sem escuta local e sem mapear onde e como os boatos circulam no bairro.
- B) Publicar um aviso escrito no site do centro cultural com links de checagem, sem ações no território e sem participação do público.
- C) Organizar lambe-lambes e colagens cocriados após mapear boatos, com QR para áudio/legenda e roda de conversa na praça.
- D) Realizar um ato público citando nomes e exibindo prints de conversas para constranger quem compartilhou os boatos.
- E) Montar uma exposição interna de pinturas abstratas, sem relação com os boatos mapeados e sem interação com a comunidade.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a proposta que cria uma atuação artística e cultural, partindo de um mapeamento do problema, sem expor indivíduos. Resolvi antes de olhar o gabarito: os critérios são (a) mapeamento prévio dos boatos, espaços e aliados; (b) participação do público; (c) não exposição de pessoas; (d) acessibilidade para baixa visão e baixa leitura.
- A alternativa C atende a todos os critérios. Ela parte de um mapeamento ("após mapear boatos"), usa linguagem artística de baixo custo (lambe-lambes e colagens cocriados, ou seja, feitos com a comunidade), inclui acessibilidade (QR para áudio e legenda, que atende pessoas com baixa visão ou baixa leitura) e promove participação (roda de conversa na praça).
- As outras alternativas estão erradas, em uma frase cada: A reproduz cartazes prontos sem escuta local nem mapeamento; B é apenas um aviso no site, sem ação no território nem participação do público; D expõe pessoas com nomes e prints, justamente o que o texto proíbe; E é uma exposição desconectada dos boatos e sem interação com a comunidade.
- Conclusão: a resposta correta é a C, que coincide com o gabarito oficial. Não há discordância a registrar.
💡 Dica: Analise as propostas considerando o mapeamento e o respeito à privacidade e participação comunitária.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter achado que basta usar materiais de campanhas oficiais já prontos para combater a desinformação, sem perceber que o texto exige escuta local e mapeamento do bairro.
Por que engana: Escolher propostas que não consideram o mapeamento local ou expõem pessoas, ignorando a participação e o respeito à comunidade.
O aluno pode ter considerado que informar com links de checagem em um site já é uma ação suficiente, ignorando a exigência de atuação no território e de participação do público.
Atende aos critérios: mapeia circulação, cria intervenção visual participativa, amplia acesso e promove debate sem expor pessoas.
O aluno pode ter confundido enfrentar a desinformação com punir quem a compartilha, achando que expor nomes e prints constrange e resolve, quando o texto veda explicitamente essa exposição.
O aluno pode ter entendido que qualquer produção artística já cumpre a proposta, sem perceber que a ação precisa estar ligada aos boatos mapeados e envolver a comunidade.
Raio-X da questão
ação artística contra desinformação
avaliacao
compreensão de desinformação · participação comunitária em arte
estudo sobre desinformação e participação comunitária em arte
Escolher propostas que não consideram o mapeamento local ou expõem pessoas, ignorando a participação e o respeito à comunidade.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
Questões parecidas com resolução
- Como confiar no que se vê na tela? Em rodas semanais na biblioteca do bairro, um coletivo de estudantes reuniu 18…
- Por que algumas calçadas parecem “gritar” com tantas cores e frases ao mesmo tempo? A pergunta apareceu em um encontro…
- “De novo chamaram o colega de ‘incapaz’ no grupo da turma.” A frase apareceu na roda de conversa aberta que acontece aos…
- Quem decide o “som” de um filme mudo quando ele volta a circular? Um coletivo de jovens recuperou um curta silencioso em…
- Quem disse que uma peça de rua termina quando o público vai embora? Em um bairro onde a circulação à noite diminuiu, um…
- — Vocês viram o boato que voltou a circular no grupo do bairro? — perguntou uma das integrantes do Coletivo Farol…
Todas as questões de Relação das práticas artísticas com dimensões sociais e culturais
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
