— Por que a mesma brincadeira “soa” tão diferente quando muda quem conduz? — perguntou um jovem voluntário ao…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Por que a mesma brincadeira “soa” tão diferente quando muda quem conduz? — perguntou um jovem voluntário ao planejar a programação de um centro cultural do bairro. Na “Noite de Brincar e Contar”, três convidados conduzirão atividades para famílias. Uma contadora quilombola propõe uma história em que o grupo marca o pulso com palmas e responde a versos curtos em refrão. Um imigrante japonês sugere um jogo de habilidade com objeto de madeira, no qual a contagem em voz alta organiza as tentativas e os turnos. Já uma liderança indígena apresenta uma narrativa acompanhada por chocalho, alternando silêncio, passos e mudanças de intensidade para destacar personagens. A mediadora quer evitar que o encontro vire apenas “apresentação para assistir” ou que tudo seja misturado num único formato, mas também precisa criar uma forma de participação comum para o público. Analise as situações descritas e identifique a orientação à mediadora que favorece caracterizar e experimentar as diferentes matrizes estéticas presentes no encontro.
- A) Enfatizar o caráter exótico das práticas e pedir ao público que imite “como seria” cada cultura, sem combinar regras.
- B) Priorizar uma explicação sobre a origem de cada prática e pedir um resumo escrito, deixando a vivência para outro dia.
- C) Unificar as três propostas em uma única dinâmica com mesma batida e mesma sequência de gestos para facilitar a participação.
- D) Conduzir vivências em rodízio, destacando ritmo, regras e papéis, e propor recriações mantendo esses elementos de cada prática.
- E) Transformar as atividades em disputa de desempenho, premiando quem executar mais rápido e com menos erros.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado pede a orientação que ajuda a caracterizar e experimentar as diferentes matrizes estéticas do encontro. Cada prática tem elementos próprios: a contadora quilombola usa pulso, palmas e refrão; o jogo japonês usa objeto de madeira, contagem e turnos; a narrativa indígena usa chocalho, silêncio, passos e variação de intensidade. Passo 2: A alternativa D propõe vivências em rodízio, o que permite que o público passe por cada prática sem que tudo se misture num só formato. Ao destacar ritmo, regras e papéis, a mediadora torna visíveis os traços estéticos de cada matriz. Passo 3: Ao propor recriações que mantenham esses elementos, o público experimenta cada estética de forma ativa, evitando o encontro vire apenas apresentação para assistir, e ainda cria uma participação comum. Passo 4: A alternativa A está errada porque trata as culturas como exóticas e pede imitações superficiais, sem combinar regras. A alternativa B está errada porque transfere a vivência para outro dia e substitui a experiência por resumo escrito. A alternativa C está errada porque unifica as três propostas, justamente o que a mediadora quer evitar. A alternativa E está errada porque transforma as práticas em competição, o que descaracteriza seus sentidos e ritmos. Passo 5: O gabarito D está correto e coincide com a análise feita.
💡 Dica: Compare as propostas e escolha a que respeita as características culturais distintas.
Alternativa por alternativa
Acredita que mostrar as culturas como exóticas e imitá-las livremente é a forma de conhecê-las, ignorando que cada matriz tem regras e elementos próprios.
Entende que compreender uma prática se resume a conhecer sua origem histórica e registrá-la por escrito, sem vivenciá-la.
Acredita que uniformizar batida e gestos facilita a participação, sem perceber que isso apaga as diferenças estéticas que o enunciado pede para destacar.
Por que engana: Confundir unificação das práticas com respeito à diversidade cultural, escolhendo respostas que apagam as diferenças.
Permite experimentar e comparar modos de participação (corpo, som, turnos, narrativa) sem apagar a estrutura estética de cada matriz.
Supõe que premiar desempenho motiva a participação, sem notar que a competição desloca o foco do ritmo, da narrativa e dos papéis de cada prática.
Raio-X da questão
matrizes estéticas e mediação cultural
avaliacao
diversidade cultural em artes · mediação cultural
estudo sobre diversidade cultural e mediação em artes
Confundir unificação das práticas com respeito à diversidade cultural, escolhendo respostas que apagam as diferenças.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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