— Professora, no vídeo do encontro cultural, parecia vôlei, mas ninguém usava as mãos — comentou uma aluna. A…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Planejar e utilizar estratégias para possibilitar a participação segura de todos os alunos em brincadeiras e jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Professora, no vídeo do encontro cultural, parecia vôlei, mas ninguém usava as mãos — comentou uma aluna. A turma havia assistido a uma apresentação sobre o jikunahati, jogo praticado por povos do Alto Xingu, em que duas equipes mantêm a bola em jogo golpeando-a com a cabeça, com cooperação e ritmo contínuo. Para a aula, a professora tinha 20 minutos, um espaço reduzido (metade da quadra) e uma turma com diferenças de altura e força. Ela também queria evitar dor no pescoço e quedas, sem transformar a proposta em “outro esporte”. Em grupos, os estudantes sugeriram adaptações de materiais e regras para experimentar o jogo com segurança e, ao mesmo tempo, respeitar seus elementos principais. Com base no texto, avalie a proposta que melhor recria o jikunahati no contexto descrito, preservando sua lógica coletiva e suas características corporais, com adaptações de segurança.
- A) Converter em queimada com bola leve, usando a cabeça apenas para “salvar” colegas que seriam eliminados.
- B) Usar bola leve de espuma, manter rebatidas com a cabeça em equipes pequenas e prever pausas e combinados de segurança.
- C) Trocar por balão e permitir segurar e lançar com as mãos para facilitar a participação de todos.
- D) Propor desafio individual de embaixadinhas de cabeça, contando toques para formar um ranking da turma.
- E) Manter a bola pesada e liberar manchete e toque para acelerar o jogo na metade da quadra.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto diz que o jikunahati é jogado com a cabeça, sem uso das mãos, com cooperação e ritmo contínuo, e que a adaptação deve ser segura, sem dor no pescoço e sem quedas, mantendo a lógica do jogo. Passo 2: A alternativa B cumpre essas condições: a bola de espuma reduz o impacto no pescoço, a rebatida com a cabeça preserva o elemento corporal central, as equipes pequenas favorecem a cooperação e o espaço reduzido de meia quadra, e as pausas e combinados de segurança atendem às preocupações com quedas e dor. Passo 3: A alternativa A descaracteriza o jogo, pois transforma a proposta em queimada e usa a cabeça só para salvar colegas, perdendo a lógica coletiva de manter a bola em jogo. Passo 4: A alternativa C está errada porque permite segurar e lançar com as mãos, o que contraria o elemento principal do jogo. Passo 5: A alternativa D está errada porque é um desafio individual de embaixadinhas, enquanto o jikunahati depende da cooperação entre duas equipes. Passo 6: A alternativa E está errada porque mantém a bola pesada e libera manchete e toque, o que aumenta o risco de lesão no pescoço e descaracteriza o jogo com a cabeça. Passo 7: Conclusão: a alternativa correta é a B, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise as adaptações propostas para manter a essência do jogo e garantir segurança.
Alternativa por alternativa
Acredita que basta manter a ideia de ataque e defesa com bola leve para ter uma versão do jogo, mesmo que a cabeça vire apenas um recurso de salvamento. Assim, troca a lógica cooperativa e contínua do jikunahati pela eliminação típica da queimada.
Por que engana: Confundir adaptações que alteram a essência do jogo com aquelas que preservam sua lógica e segurança.
Preserva a ação corporal (cabeça) e a cooperação, adaptando material, espaço e regras para reduzir impactos e quedas.
Entende que trocar a bola por balão e liberar as mãos facilitaria a inclusão, sem perceber que o uso exclusivo da cabeça é uma característica essencial do jogo. Foca apenas na segurança e na participação, ignorando o elemento corporal que deve ser preservado.
Interpreta que a proposta deve ser uma atividade de habilidade individual, com contagem de toques e ranking, quando o texto destaca a cooperação entre equipes e o ritmo contínuo. Não percebe que a competição individual rompe a lógica coletiva do jogo.
Acredita que manter a bola pesada e liberar manchete e toque deixa o jogo mais rápido e, por isso, mais fiel, sem considerar o risco ao pescoço que o enunciado pede para evitar. Também não percebe que o uso das mãos e dos braços descaracteriza o jogo com a cabeça.
Raio-X da questão
adaptação segura de jogos coletivos
avaliacao
regras de jogos coletivos · segurança em atividades físicas
estude as características e regras do jikunahati e princípios de adaptação segura
Confundir adaptações que alteram a essência do jogo com aquelas que preservam sua lógica e segurança.
saude
colaboracao
cotidiano
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