Por que uma mesma atividade pode ser chamada de “luta” por uns e de “briga” por outros? Em um grupo de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar preconceitos e estereótipos relacionados ao universo das lutas e demais práticas corporais, propondo alternativas para superá-los, com base na solidariedade, na justiça, na equidade e no respeito.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que uma mesma atividade pode ser chamada de “luta” por uns e de “briga” por outros? Em um grupo de mensagens de responsáveis, circulou um vídeo curto de uma briga na rua com a legenda “isso é o que seu filho aprende no judô”. No mesmo dia, um estudante chegou em casa com um roxo no braço após o treino de quedas no tatame, e alguns responsáveis pediram que a apresentação de judô fosse retirada da feira cultural do bairro. A professora explicou que, nas aulas, há cumprimento no início e no fim, o movimento para ao sinal, não se usam golpes no rosto e o objetivo é controlar o colega com segurança (desequilibrar e imobilizar por poucos segundos), seguindo regras combinadas. Mesmo assim, parte da turma comentou que “quem faz luta é agressivo” e que “vai dar confusão” na feira. Com base no texto, identifique a ação que melhor enfrenta o estereótipo sobre lutas e ajuda a comunidade a reconhecer a prática como atividade com regras e segurança.
- A) Organizar uma aula aberta na feira com explicação das regras, demonstração do cumprimento e espaço para perguntas
- B) Organizar a divulgação de vídeos de nocautes famosos para convencer que luta de verdade sempre machuca
- C) Organizar a retirada da apresentação de judô para evitar comentários e impedir qualquer risco de machucado
- D) Organizar uma disputa valendo prêmio para quem derrubar mais rápido, para provar que a luta é eficiente
- E) Organizar a seleção apenas dos alunos mais fortes para se apresentar, para mostrar que conseguem se defender
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto mostra que a mesma atividade (o judô) é vista de forma diferente: o vídeo de uma briga de rua e o roxo do treino geram a impressão de agressividade, enquanto a professora descreve regras claras, cumprimento no início e no fim, parada ao sinal, proibição de golpes no rosto e controle seguro do colega. O problema central é o estereótipo, e a ação que o enfrenta é aquela que mostra a prática de perto.
- A alternativa A propõe uma aula aberta na feira, com explicação das regras, demonstração do cumprimento e espaço para perguntas. Isso permite que a comunidade veja, com os próprios olhos, que a luta tem regras, segurança e respeito, e tira dúvidas. Por isso ela enfrenta diretamente o estereótipo e está correta, concordando com o gabarito.
- A alternativa B está errada porque mostrar nocautes famosos reforça a ideia de violência, em vez de desfazer o estereótipo.
- A alternativa C está errada porque retirar a apresentação apenas silencia a prática e confirma o preconceito de que ela é perigosa, sem explicar nada.
- A alternativa D está errada porque uma disputa com prêmio para quem derruba mais rápido valoriza a competição violenta e contraria o objetivo de controle seguro descrito no texto.
- A alternativa E está errada porque selecionar só os mais fortes para mostrar capacidade de defesa reforça a associação entre luta e força e agressividade, em vez de mostrar as regras e a segurança da prática.
💡 Dica: Analise as ações que promovem compreensão e segurança na prática do judô.
Alternativa por alternativa
Aproxima famílias da prática real, destacando regras, autocontrole e segurança, reduzindo o julgamento baseado em vídeo e boatos.
Acredita que a melhor forma de combater o estereótipo é mostrar a violência espetacular, como nocautes, para provar algo sobre a luta. Ignora que o texto destaca justamente as regras e a ausência de golpes no rosto.
Por que engana: Escolher ações que reforçam estereótipos negativos ou ignoram a segurança e o respeito nas lutas.
Acredita que retirar a atividade elimina o risco e os comentários, sem perceber que isso reforça o preconceito e não informa a comunidade sobre as regras.
Entende que a eficiência da luta se mostra pela rapidez em derrubar o adversário e por prêmios, ignorando que o texto fala em controle seguro e regras combinadas.
Associa a luta à força física e à capacidade de defesa, reforçando a ideia de agressividade que o texto pretende desfazer, em vez de focar em regras e segurança.
Raio-X da questão
estereótipos em lutas
diagnostico
regras de lutas e judô
estereótipos e regras em artes marciais
Escolher ações que reforçam estereótipos negativos ou ignoram a segurança e o respeito nas lutas.
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