- Se a gente nao tem areia nem arquibancada, da para fazer do mesmo jeito? perguntou um aluno, enquanto o…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Experimentar, fruir e recriar diferentes lutas presentes no contexto comunitário e regional e lutas de matriz indígena e africana.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
- Se a gente nao tem areia nem arquibancada, da para fazer do mesmo jeito? perguntou um aluno, enquanto o grupo organizava uma apresentacao para a festa do bairro. A convidada, integrante de um coletivo do Marajo, contou que a luta marajoara costuma acontecer em roda, com combinados antes do inicio. O objetivo nao e machucar, mas desequilibrar e projetar o oponente com controle, usando principalmente pegadas no tronco e na cintura. Ela explicou que, em demonstracoes, e comum adaptar o espaco, mas sem perder o sentido do confronto corporal e o respeito aos limites. Para ajudar, comparou: recriar uma luta e como adaptar uma receita - pode trocar o utensilio, mas nao o modo de preparo que da o "sabor". Na escola, a turma so tera uma quadra e alguns colchonetes. Com base no texto, identifique a proposta que melhor recria a luta marajoara na escola, preservando seu sentido e garantindo seguranca no espaco disponivel.
- A) Estimular golpes com chutes e socos para ampliar a emocao, mantendo apenas a roda como referencia cultural
- B) Estabelecer saudacao e combinados, usar colchonetes e limitar pegadas ao tronco para projetar com controle
- C) Coreografar uma sequencia fixa em duplas sem oposicao, para evitar quedas e garantir uniformidade na apresentacao
- D) Competir por tempo de flexoes e abdominais para representar a preparacao fisica dos lutadores sem contato corporal
- E) Permitir agarrar qualquer parte do corpo e derrubar de forma livre para tornar a luta mais parecida com "vale-tudo"
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto descreve a luta marajoara como uma prática que acontece em roda, com combinados prévios, cujo objetivo é desequilibrar e projetar o oponente com controle, usando sobretudo pegadas no tronco e na cintura, sem intenção de machucar.
- O texto também afirma que, em demonstrações, é comum adaptar o espaço, mas sem perder o sentido do confronto corporal e o respeito aos limites. A comparação com a receita reforça isso: o utensílio (espaço, material) pode mudar, mas o modo de preparo (a essência da luta) deve ser preservado.
- Na escola, a turma tem apenas uma quadra e alguns colchonetes. Logo, a proposta ideal precisa adaptar o material (colchonetes para segurança na queda) e manter a essência (roda, combinados, pegadas no tronco e na cintura, projeção controlada).
- A alternativa B cumpre tudo isso: estabelece saudação e combinados (como na roda), usa colchonetes (adaptação segura ao espaço) e limita as pegadas ao tronco (preservando o foco do texto) para projetar com controle.
- Por que as outras estão erradas: A estimula chutes e socos, o que descaracteriza a luta descrita, que foca em pegadas e projeções. C elimina a oposição, transformando a luta em coreografia, o que contraria o sentido do confronto corporal. D retira totalmente o contato corporal, algo central na proposta. E libera agarrar qualquer parte do corpo, o que foge dos limites e do respeito descritos no texto e aproxima a prática do vale-tudo.
💡 Dica: Compare as alternativas com os princípios do texto sobre a luta marajoara.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a emoção da luta depende de golpes de chute e soco, e que basta manter a roda como símbolo cultural para preservar a prática.
Por que engana: Escolher alternativas que ignoram a segurança ou o respeito aos limites da luta marajoara, confundindo liberdade com descontrole.
Mantem confronto corporal e objetivo de desequilibrar/projetar, adaptando o "utensilio" (espaco/solo) com regras de seguranca.
O aluno entende que segurança e uniformidade exigem eliminar a oposição, transformando a luta em sequência fixa, sem perceber que o texto valoriza o confronto corporal.
O aluno associa a luta apenas à preparação física e ao condicionamento, ignorando que o texto fala explicitamente de contato corporal e projeção do oponente.
O aluno confunde a luta marajoara com o vale-tudo, supondo que tornar a prática mais livre a torna mais autêntica, ignorando os limites e o respeito destacados no texto.
Raio-X da questão
adaptação segura da luta marajoara
avaliacao
compreensão de texto situacional · princípios básicos de lutas e jogos
estude os princípios de adaptação e segurança em práticas corporais tradicionais
Escolher alternativas que ignoram a segurança ou o respeito aos limites da luta marajoara, confundindo liberdade com descontrole.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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