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História2ª sérieBNCC EM13CHS105Difícil⏱ medio

Na decada de 1860, um panfleto politico circulou em Buenos Aires defendendo escolas, ferrovias e a chegada de…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS105

Identificar, contextualizar e criticar tipologias evolutivas (populações nômades e sedentárias, entre outras) e oposições dicotômicas (cidade/campo, cultura/ natureza, civilizados/bárbaros, razão/emoção, material/virtual etc.), explicitando suas ambiguidades.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Na decada de 1860, um panfleto politico circulou em Buenos Aires defendendo escolas, ferrovias e a chegada de imigrantes europeus. O autor contrapoe a "cidade das luzes" a um "interior bruto", descrito como espaco de gente "errante" e "sem disciplina", onde a lei teria pouca forca. Ao mesmo tempo, ele admite que a capital depende do gado, do couro e de trabalhadores que vao e voltam conforme as estacoes, vindos justamente desse interior. Para convencer leitores urbanos, o texto afirma que o futuro do pais exige "domar" a vida do campo e aproxima-la dos habitos da cidade, tratados como sinal de progresso. Interprete o texto-base e identifique a critica historica mais adequada a tipologias evolutivas e dicotomias (cidade/campo) mobilizadas pelo autor.

  1. A) Concluir que a oposicao decorre apenas de fatores naturais do territorio, sem relacao com disputas de poder e projetos de Estado.
  2. B) Interpretar que cidade e campo sao esferas sem conexao, pois o texto descreve o interior como afastado da economia urbana.
  3. C) Entender que o autor apenas registra diferencas culturais com neutralidade, sem emitir juizo de valor sobre cidade e campo.
  4. D) Assumir que a descricao comprova uma sequencia universal em que todo campo, por natureza, evolui ate virar cidade.
  5. E) Reconhecer que a oposicao cria uma hierarquia moral para sustentar um projeto politico de modernizacao e controle do interior.

✅ Resposta correta: alternativa E

Resolução passo a passo

  1. O texto opõe a 'cidade das luzes' ao 'interior bruto', descrito como errante e sem disciplina, e associa o progresso a domar o campo e aproximá-lo dos hábitos urbanos. Passo 2: Ao mesmo tempo, o autor reconhece que a capital depende do gado, do couro e dos trabalhadores vindos do interior, o que mostra que as duas esferas estão economicamente ligadas. Passo 3: A crítica historicamente mais adequada é perceber que a dicotomia cidade/campo não é uma descrição neutra: ela cria uma hierarquia moral (civilização contra barbárie) que legitima um projeto político de modernização, escolarização, imigração e controle sobre o interior. Passo 4: Por isso a alternativa E é a correta, pois reconhece a hierarquia moral e sua função política. A alternativa A está errada porque a oposição é construída social e politicamente, não decorre de fatores naturais. A alternativa B está errada porque o próprio texto mostra a dependência econômica entre cidade e campo. A alternativa C está errada porque o texto emite juízo de valor explícito, chamando o interior de bruto e sem disciplina. A alternativa D está errada porque o texto não apresenta uma sequência universal e natural; ao contrário, trata a transformação do campo como um projeto a ser imposto.

💡 Dica: Analise a relação entre cidade e campo e o projeto político implícito no texto.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Conceitual

O aluno acha que a diferença entre cidade e campo é uma questão de geografia ou de natureza do território, ignorando que o texto trata a oposição como construção política.

B Erradaerro: Interpretação

O aluno entende que, por o texto descrever o interior como afastado, não há ligação entre campo e cidade, esquecendo que o autor admite a dependência da capital em relação ao gado, ao couro e aos trabalhadores do interior.

C Erradaerro: Interpretação

O aluno considera que o autor apenas constata diferenças culturais, sem perceber os adjetivos carregados como 'bruto', 'errante' e 'sem disciplina', que expressam juízo de valor.

D Erradaerro: Conceituala que mais engana

O aluno toma a ideia de progresso do texto como uma lei natural e universal de evolução do campo para a cidade, quando o autor apresenta essa transformação como um projeto político a ser imposto.

Por que engana: Interpretar a oposição entre cidade e campo como natural ou neutra, sem reconhecer a dimensão política e moral da crítica.

E Correta

A linguagem valoriza a cidade e desqualifica o interior, usando a dicotomia como argumento politico, apesar da interdependencia economica citada.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Entender
Leitura medio
Discriminação alto
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 consolidacao
🎯 Conceito central

dicotomias cidade e campo

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

interpretação de texto histórico · conceitos de modernização e poder

📚 Reveja

estude as relações históricas entre cidade e campo e projetos políticos de modernização

⚠️ Erro mais comum

Interpretar a oposição entre cidade e campo como natural ou neutra, sem reconhecer a dimensão política e moral da crítica.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

historico

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