Durante a última aula de ginástica geral, observei três colegas com perfis distintos: Ana executa rotações…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Construir, coletivamente, procedimentos e normas de convívio que viabilizem a participação de todos na prática de exercícios físicos, com o objetivo de promover a saúde.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Durante a última aula de ginástica geral, observei três colegas com perfis distintos: Ana executa rotações completas com estabilidade, mas tem pouca flexibilidade de ombros para flexões; Bruno alcança ampla flexibilidade nos ombros, mas seus saltos elevam-se pouco além de 15 cm; Carla mantém boa resistência na prancha, mas suas rotações ainda carecem de coordenação. A professora planejou uma sequência com três movimentos básicos: saltos de 20 cm de altura (10 repetições), flexões de ombro em amplitude máxima (5 repetições), rotações completas (4 repetições) e prancha de 60 segundos. Foi proposto um ajuste para a turma, considerando as características individuais de cada aluno. Analise o texto-base e identifique qual estratégia de adaptação da sequência motora promoverá a participação inclusiva, respeitando as potencialidades e limitações de cada praticante?
- A) Excluir das sequências os movimentos que apresentem maior limitação em qualquer membro do grupo
- B) Agrupar alunos por nível e propor sequências diferentes para cada subgrupo, sem integrar o grupo todo
- C) Manter a sequência original e incentivar todos a atingir os mesmos parâmetros, promovendo evolução na performance
- D) Permitir que cada aluno ajuste a altura dos saltos, o número de rotações e a amplitude das flexões de acordo com suas próprias potencialidades e limites
- E) Reduzir uniformemente a amplitude e o número de repetições de todos os movimentos para o menor nível de desempenho do grupo
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve três alunos com perfis diferentes: Ana tem boa estabilidade nas rotações, mas pouca flexibilidade de ombros; Bruno tem grande flexibilidade de ombros, mas saltos baixos (pouco além de 15 cm); Carla tem boa resistência na prancha, mas pouca coordenação nas rotações. A sequência planejada pela professora (saltos de 20 cm, flexões em amplitude máxima, rotações completas e prancha) exige de todos o mesmo padrão.
- O problema pedagógico é que uma sequência fixa não respeita as diferenças individuais. Para promover participação inclusiva, a adaptação deve preservar a mesma atividade para todo o grupo, permitindo que cada aluno ajuste os parâmetros às suas possibilidades e limites.
- A alternativa D faz exatamente isso: cada aluno ajusta a altura dos saltos, o número de rotações e a amplitude das flexões conforme suas potencialidades. Assim, Bruno pode trabalhar a altura do salto sem ser limitado pela flexibilidade, Ana pode respeitar sua limitação nos ombros e Carla pode adaptar as rotações à sua coordenação, todos participando da mesma aula.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Excluir movimentos para todo o grupo empobrece a aula e deixa de fora alunos que poderiam participar parcialmente.
- B) Separar o grupo em subgrupos com sequências diferentes quebra a integração, contrariando a ideia de participação inclusiva.
- C) Manter a sequência original ignora as limitações individuais, apenas pressionando todos aos mesmos parâmetros.
- E) Reduzir tudo ao menor nível do grupo nivela por baixo e desperdiça as potencialidades dos alunos mais capazes.
- Conclusão: a estratégia que promove inclusão é a personalização dos parâmetros dentro de uma mesma atividade comum, ou seja, a alternativa D.
💡 Dica: Considere qual alternativa adapta os movimentos às capacidades individuais sem excluir ninguém.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a inclusão se obtém eliminando os movimentos difíceis para qualquer um do grupo, simplificando a aula como um todo.
O aluno entende que alunos com níveis diferentes devem ser separados em grupos com atividades distintas, o que confunde adaptação com segregação.
Por que engana: Confundir inclusão com reduzir a exigência para todos ou separar os alunos por nível, em vez de adaptar os movimentos individualmente e manter a participação de todos.
O aluno pensa que motivar todos a alcançar as mesmas metas garante inclusão, ignorando que as limitações individuais exigem ajustes.
Ajustes individuais respeitam diferenças e promovem a participação de todos, aproveitando potencialidades e acolhendo limites de cada um.
O aluno acredita que, para ser justo com todos, a atividade deve ser nivelada pelo menor desempenho, reduzindo uniformemente cada movimento.
Raio-X da questão
Adaptação inclusiva da prática
avaliacao
Capacidades físicas e motoras · Princípios de inclusão na atividade física
Revise estratégias de inclusão e adaptação dos movimentos da ginástica às possibilidades individuais.
Confundir inclusão com reduzir a exigência para todos ou separar os alunos por nível, em vez de adaptar os movimentos individualmente e manter a participação de todos.
saude
tomada_decisao
cotidiano
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